Pesquisadora defende dissertação na UFMG

Kelly Cristiane Santos Morais apresentará, no dia 01 de dezembro, às 14h, uma pesquisa exploratória e aplicada, que teve como objetivo experimentar a avaliação de bibliotecas digitais de teses e dissertações pela perspectiva da Arquitetura da Informação e da Biblioteconomia e Ciência da Informação.

Como percurso metodológico, Kelly utilizou a revisão bibliográfica e a observação não-participante. O universo da pesquisa foi o website da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), mantida pelo Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia (Ibicit). O website foi avaliado a partir de uma abordagem qualitativa, de acordo com os pressupostos da Arquitetura da Informação.

A apresentação de Kelly será na sala 1000 da Escola de Ciência da Informação (ECI) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Peter Burke fala sobre o SNBU na TV UFMG

Clique aqui ou na imagem para ver a entrevista completa.

Peter Burke

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I Seminário de Organização do Museu Clube da Esquina

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Biblioterapia: Alguém por perto morreu? Livros ajudam a falar sobre o assunto com as crianças

Ilustração de Juliana Paiva Zapparoli no livro “A arte de falar da morte para crianças”, de Lucélia Paiva  (Foto: Reprodução)

Ilustração de Juliana Paiva Zapparoli no livro “A arte de falar da morte para crianças”, de Lucélia Paiva
(Foto: Reprodução)

Um assunto delicado que a maioria dos pais precisa encarar em algum momento. As crianças, normalmente, tem seu primeiro contato com a morte por meio de um animal de estimação ou dos avós. E o que dizer quando alguém que elas estimam muito falece?

Lucélia Paiva é psicóloga com atuação clínica, hospitalar e educacional. Especializada em situações de morte, perdas e luto, com as quais trabalha há mais de 20 anos. Em 2011, lançou o livro “A arte de falar da morte para crianças”, pela editora Ideias e Letras, já na terceira edição. O livro é resultado da pesquisa de sua tese de doutorado na USP, onde entrevistou 54 educadores.

O principal ponto defendido por Lucélia é o uso da bliblioterapia, que consiste na utilização de livros para processos terapêuticos. Nesse caso, a literatura infantil serve como mediadora da comunicação com a criança para abordar temas como morte e perdas, desenvolvendo a imaginação e permitindo que se coloquem como personagens das histórias, o que facilita a expressão das ideias e sentimentos.

Lucélia acredita ser fundamental falar de morte com as crianças porque ela permeia o universo infantil e seu cotidiano. Elas entram em contato com o tema através de notícias, dos desenhos animados (que sugerem a imortalidade, quando Pica Pau é atropelado, vira papel e logo volta ao normal) e dos videogames (onde é possível driblar a morte). Mas a criança está disposta a saber a verdade sobre a morte e pergunta sobre ela de várias maneiras, é o adulto que evita falar sobre o assunto.

Falar a respeito é necessário para que possam trabalhar esse momento e sirva como apoio para futuros lutos e perdas também. As crianças, assim como o adulto, passam por um processo complexo de luto e não superam a dor da perda tão rápido como alguns imaginam, por se distraírem facilmente com suas brincadeiras. Não falar a respeito dificulta sua superação. Não só a morte física de alguém próximo, mas também os processos de morte simbólica, como a separação dos pais.

Estudos sugerem três atributos básicos para a criança compreender ao se falar de morte: a universalidade (que todo ser vivo morre e vai morrer um dia, como a plantinha, os animais, o papai, a mamãe e ela mesma), a irreversibilidade (quem morre não volta mais – isso quer dizer que a criança não pode ficar esperando vovô “voltar de férias”) e a não funcionalidade (o corpo para de funcionar na morte). São conceitos aprendidos entre os cinco e sete anos de idade. Wilma Torres foi a psicóloga pioneira em estudos sobre a morte (tanatologia) e abordar o tema em relação à criança. Em 1999 lançou o livro “A criança diante da morte, desafios” da editora Casa do Psicólogo, resultado de vinte anos de estudos.

Lucélia comentou que antigamente, a morte era um evento público, já que familiares morriam e eram velados dentro de suas próprias casas. As crianças, então, tomavam contato direto com o morrer. A partir do século XX, isso começou a mudar. Com a transferência desse processo para o isolamento do hospital, as crianças passaram a ter menos contato ou até nenhum contato com o processo do final da vida e morte em si. Muitos autores discorrem sobre esse processo, como Phillipe Ariès e Maria Julia Kovács. Falei sobre esse assunto no post: a solidão dos moribundos. Esse afastamento e a crescente divisão entre universos geracionais faz com que adultos sintam ser necessário proteger a criança dessa realidade, evitando que ela se encontre com alguém que esteja morrendo e não fale objetivamente sobre o que está acontecendo.

Encarar essa questão desde cedo possibilita a criança, e seu futuro adulto, a “elaborar o processo de luto com mais facilidade, e provavelmente, se relacionar melhor com as situações inevitáveis, sendo capaz de encarar a morte como algo que faz parte do processo de viver”, diz Lucélia.

Virar estrelinha

Para falar sobre morte, não há problemas em se usar metáforas, porque elas trazem um conteúdo importante, mobilizam as emoções e são uma forma de comunicação válida. No entanto, quando é necessário falar de uma situação específica, como vovô morreu por exemplo, é aconselhável que se utilize uma linguagem mais realista, com o uso da palavra morte, tanto com crianças quanto com adultos. Lucélia diz que essa é uma palavra pesada mas é a única que dá o real significado do fato. Negá-la, pode privar a pessoa do luto e assim, de se trabalhar emocionalmente a situação e poder superá-la. Um dos sentimentos que surge no luto é o sentimento de abandono. Sabendo que a pessoa morreu e assumindo a morte de forma objetiva, faz com que esse sentimento seja melhor compreendido. Se driblarmos as dores, como pensar que a pessoa viajou, o sentimento do abandono corre risco de ficar mais forte.

Um outro exemplo do que seja falar realisticamente do assunto é no caso da criança perguntar para onde vai a pessoa que morreu. Lucélia diz que se deve contar que ela será cremada ou enterrada e procurar descrever o processo. No âmbito mais sutil, Lucélia acha interessante “mencionar sobre a existência de várias culturas e as várias crenças religiosas e que isso deve ser respeitado”. Ela recomenda o livro “Quando os dinossauros morrem” (Marc e Laurie Brown, ed. Salamandra), que tem essa temática.

As histórias devem ser o mais realistas possíveis. “Um bom livro é aquele que apresenta um enredo, uma solução para os problemas e enfrentamento de desafios. Deve-se evitar histórias com vítimas e super-heróis, características estereotipadas, simplistas, soluções fácies com finais felizes para sempre, ou com situações de manipulação carregadas emocionalmente. Deve-se evitar livros não-realistas com características que não o ofereçam um modelo apropriado”, Lucélia afirma em “A arte de falar da morte para crianças”.

Lucélia gosta muito dos livros de Rubem Alves, que tratam de temáticas existenciais, como “A operação de Lili” e “A Montanha Encantada dos Gansos Selvagens” (editora Paulus). Outros livros que ela indica são: “Dona Saudade” (de Claudia Pessoa, editora Callis), “Os Porquês do Coração” (de Conceyl Silva e Nye Ribeiro Silva, Editora Do Brasil), “A Floresta” (de Sophia de Mello Breyner Andresen, editora Figueirinhas), “O Teatro de Sombras de Ofelia” (de Michael Ende, editora Atica) e “A História de uma Folha” (de Leo Buscaglia, editora Record). Também recomenda o autor Jonas Ribeiro, que pode ser conferido nesse site.

Nesse artigo, leia mais sobre a bliblioterapia e o trabalho de Lucélia.

A importância de compartilhar

Durante a pesquisa para sua tese de doutorado, Lucélia se impressionou com a importância de um espaço de reflexão e compartilhamento. Os entrevistados comentaram como era bom estar em grupo e poder falar dos sentimentos de impotência, frustração e da falta de preparo que sentem ao lidar com essa temática. Ela encontrou essa mesma questão no seu estudo de mestrado, onde pesquisou a relação dos médicos com a morte no tratamento no final de vida.

“Foi marcante perceber o quanto um espaço de compartilhamento, de reflexão é capaz de tratar essas angústias. Tirar o profissional de sua solidão é muito importante”, diz Lucélia. É por isso que ela trabalha com workshops e cursos para educadores e profissionais de saúde.

Ela termina os agradecimentos do livro dizendo: “vivo com minhas histórias, ora criança, ora mulher… ora triste, ora feliz… entre sonhos e espantos, mas vou vivendo cada canto, cada momento, muitas vezes tropeçando na morte, que atravessa a vida, mas sempre com a esperança de poder compartilhar a vida que há na morte”.

Fonte: UOL | Camila

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Augusto Cury, best seller do país, é tratado como líder religioso por fãs

Augusto Cury é psiquiatra, psicoterapeuta e autor de best-sellers como "Nunca desista de seus sonhos" e "Seja líder de si mesmo" (Foto: Divulgação)

Augusto Cury é psiquiatra, psicoterapeuta e autor de best-sellers como “Nunca desista de seus sonhos” e “Seja líder de si mesmo” (Foto: Divulgação)

“Os íntimos são aqueles que mais podem nos decepcionar”.

“Huuuum… Meu Deus!”, arregala os olhos uma jovem de tênis rosa, blusa rosa e celular rosa em mãos. Parece ter acabado de ouvir a maior revelação da sua vida.

O autor da frase que tanto causa impacto é o Dr. Augusto Cury, médico, psiquiatra e o escritor mais vendido do país, que palestra para um público de centenas de pessoas – a maioria mulheres com mais de quarenta – numa noite de quarta-feira, véspera de feriado, em um restaurante de São Bernardo do Campo.

Do lado de fora, cartazes diversos anunciavam o evento – algo bastante incomum quando se trata de escritores. É raro alguém conseguir contratar uma palestra de Cury, que recebe mais de 100 convites por mês, mas atende no máximo cinco e desde que o interessado concorde em, se preciso, aguardar alguns anos. Os compromissos são muitos e a motivação para que os cumpra é justamente semear suas ideias. “Quero contribuir com a humanidade, com todos os povos e culturas, para que o ser humano se torne minimamente autor da sua história”, diz em uma rara entrevista, concedida com exclusividade ao UOL, por telefone, enquanto estava hospedado em um hotel em Teresina, capital do Piauí.

Mas as palestras são secundárias na carreira de Cury. Seu principal filão, claro, são os livros. Apesar de não confiar muito nos números passados pelas editoras, já vendeu entre 24 e 25 milhões de exemplares no Brasil, é publicado em mais de 70 países e está em todos os continentes. Espécie de fábrica de best sellers, aparece em praticamente todas as listas de mais vendidos do país.

Desde outubro de 2013 está semanalmente nas apurações do Publishnews, importante veículo do mercado editorial, onde, entre 3 e 11 de novembro, emplacava “Felicidade Roubada” na relação de ficção e “Ansiedade: Como Enfrentar o Mal do Século”, “As Regras de Ouro dos Casais Saudáveis” e “Pais Inteligentes Formam Sucessores, Não Herdeiros” dentre os de autoajuda. Em setembro, também no Publishnews, chegou a ter 10 livros dentre os mais vendidos. No ranking da revista “Veja”, “Ansiedade” lidera a lista de autoajuda, na qual está há 46 semanas consecutivas.

No momento, o autor está lançando “Petrus Logus: O Guardião do Tempo”, sua estreia na literatura juvenil. É o 38º livro em 15 anos – Cury começou a ser publicado em 1999.

Herói sem poderes

“Petrus vem de pedra, Logus vem de conhecimento. O conhecimento é o alicerce para as grandes transformações da humanidade”, explica Cury. A narrativa se passa no futuro, cem anos após a Terceira Guerra Mundial, motivada pela escassez de comida e água, em um planeta com cenário caótico: os recursos naturais foram dizimados, bem como 90% da população. Para remediar o estrago, proíbem tudo o que, segundo o autor, induz ao consumo irresponsável – não há mais computadores, celulares ou carros… não há mais indústria.

As coisas melhoram, mas, no reino de Cosmo, dominado pelo Rei Apolo, o ditador que tudo controla, a degradação humana se mantém. Quem vai contra os preconceitos, jogos de poderes e a escravidão é Petrus, justamente o filho do mandatário. “Ele é considerado louco por contribuir com a humanidade. Acreditava que ninguém pode ser verdadeiramente feliz sem a felicidade dos outros. Só tenho saúde emocional, tranquilidade e qualidade de vida quando invisto no bem-estar das pessoas ao meu redor, isso é o que há de mais importante na psicologia”, relata Cury.

As pretensões do autor ao escrever a obra foram grandes, “contagiar a juventude mundial para que deixe de ser escrava do consumo e seja livre no território da emoção, para que desenvolva a capacidade de se colocar no lugar do outro, usar as habilidades intelectuais para salvar o planeta”, enumera.

“O Harry Potter é sim importante, mas precisamos dar ferramentas para que os jovens se tornem autores da própria história”, enfatiza, lembrando que o bruxinho usava a magia para resolver seus problemas, enquanto seu herói juvenil pode recorrer apenas à sabedoria e à inteligência.

Enquanto fala sobre a obra na palestra, e quando diz que as pessoas precisam parar de “sofrer por antecipação”, de fazer “velórios antes da hora”, os presentes o olham compenetradamente. Poucas palavras são necessárias para que se portem como fiéis, que concordam com cada frase sua.

Hollywood

Os direitos de “Petrus Logus” já estão sendo negociados com estúdios de Hollywood para que a história seja transformada em filme. Outros sucessos do autor, como “Vendedor de Sonhos”, “Futuro da Humanidade” e “Felicidade Roubada” seguem o mesmo caminho. Algo surpreendente para quem garante não escrever para entreter e vê o sucesso como um acidente de percurso em sua história.

Cury era um psiquiatra que vivia com seu consultório lotado, atendendo até clientes de fora do país. Era requisitado principalmente por conta das teorias e técnicas que diz ter desenvolvido, sobre inteligência multifocal, o funcionamento da mente, o processo de construção do pensamento e formação de pensadores.

Foi para levar esse conhecimento a um número maior de pessoas que decidiu escrever livros. Entre o meio e o final da década de 1990, levou três anos procurando por alguma editora que aceitasse publicá-lo. Encontrou a Cultrix, que topou colocar “Inteligência Multifocal” no mercado. O livro trazia o conteúdo das áreas da psicologia exploradas pelo autor, contudo, poucas pessoas o compreenderam. “Aí que percebi que deveria democratizar o acesso, simplificando a linguagem para que as pessoas entendam o complexo mundo da mente humana”, lembra.

"O Harry Potter é sim importante, mas precisamos dar ferramentas para que os jovens se tornem autores da própria história", analisa o escritor Augusto Cury, que acaba de lançar livro sobre sociedade pós Terceira Guerra Mudial

“O Harry Potter é sim importante, mas precisamos dar ferramentas para que os jovens se tornem autores da própria história”, analisa o escritor Augusto Cury, que acaba de lançar livro sobre sociedade pós Terceira Guerra Mudial (Foto: Divulgação)

Ao simplificar o discurso, passou a ser encarado por muitos como um autor de autoajuda, termo que refuta fortemente, argumentando que suas obras são usadas até em cursos de mestrado e doutorado de diversos países do mundo. Mas, ao simplificar o discurso, também encontrou o caminho para formar o seu enorme público – hoje, só no Facebook, é seguido por mais de 670 mil pessoas e afirma ter 40 milhões de leitores no país.

Casado e pai de três filhas, o autor vive no interior de São Paulo e é um leitor voraz de jornais – aprecia principalmente artigos de economia, política e sociologia. Também gosta de livros históricos e lembra que escreveu “O Colecionador de Lágrimas”, sobre a maneira que Adolf Hitler “devorou o inconsciente coletivo da Alemanha” na Segunda Guerra Mundial.

Garante que a fama pouco importa. “O culto à celebridade é o sintoma de uma sociedade doente. Todos vão para o túmulo. Para quem estuda o processo de formação do pensamento e pensadores, não dá tempo para ter orgulho ou achar que somos gigantes, deuses. Sou deslumbrado com a vida, com os mistérios da existência. O sucesso é efêmero”. Foi por isso que refutou, em 2009, um desafio proposto por Paulo Coelho, que duvidou dos números de vendas de Cury. Na ocasião, o mago sugeriu que ambos apresentassem notas fiscais que comprovassem a quantidade de livros comercializados.

Abracem-se

Ao chegar para a palestra, cada pessoa recebeu um copinho de água mineral e um formulário do Instituto Augusto Cury com perguntas como “Sente-se entediado frequentemente?” e “Tem pouca paciência com pessoas que considera lentas?” que indicariam sua qualidade de vida. Abaixo, um campo para ser preenchido, destacado e depositado em uma urna. Garantem que alguém do Instituto entrará em contato com todos os interessados em melhorar como humano. Cury ainda promete que o Instituto lançará em breve uma grande novidade, que será um presente para todos os ouvintes.

“Quando seus sonhos são verdadeiros projetos, o mundo pode desabar sobre você. Mas se forem desejos, os desejos não resistem à segunda-feira”, continua após mais de uma hora. Pede para que todos relaxem os braços, as pernas, abracem a si mesmo e repitam: “De hoje em diante eu procurarei ter um romance com minha saúde emocional”. E todos realmente se auto abraçam e repetem.

Quando indica que a palestra está chegando ao fim, dezenas de pessoas se levantam e correm para o lado do palco. Formam uma enorme fila para que consigam um autógrafo do escritor, que promete só deixar o lugar após atender todos os fãs. Em suas últimas palavras, mais um coro: “ser simpático, carismático e empático” – a essa altura já há quem o recite de olhos fechados, como em uma oração. Ao cabo, pede para que cada um abrace quem está ao seu lado. E se abraçam.

Fonte: UOL | Rodrigo Casarin

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No Ceará, preso que ler 12 livros por ano poderá diminuir pena em 48 dias. Você concorda?

Projeto para remissão da pena foi encaminhado à Assembleia Legislativa. Governo do Estado propõe remissão de 4 dias por cada livro lido por mês.

Presidiários poderão ter o benefício de redução uma vez por mês (Foto: Natinho/Agência Diário)

Presidiários poderão ter o benefício de redução uma vez por mês (Foto: Natinho/Agência Diário)

No Ceará, o preso que ler um livro por mês poderá ter a pena diminuída em quatro dias. Se o detento ler 12 livros por ano, terá remissão de 48 dias na pena a ser cumprida. Esse é o teor de Projeto de Lei encaminhado pelo governador do Ceará, Cid Gomes, à Assembleia Legislativa para ser votado pelos deputados.

A matéria foi lida na sessão de sexta-feira (21) e nesta segunda-feira (24) foi encaminhada para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e Procuradoria da Casa.

De acordo com a mensagem encaminhada pelo governador ao presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque, o projeto de lei “pretende a regulamentação da Lei Federal que introduziu no ordenamento jurídico a remição pelo estudo, ou seja, a redução de pena a ser cumprida pelo condenado por meio da leitura de obras literárias”.

Para Cid Gomes, a “leitura possibilita a integração do indivíduo à sociedade, na medida que lhe proporciona melhor senso crítico. Por meio da leitura durante o período em que cumpre pena restritiva de liberdade o indivíduo retorna à sociedade mais adaptado ao seu convívio”.

De acordo com o projeto de lei, o preso poderá escolher por mês somente uma obra literária entre os títulos disponibilizados para leitura e terá prazo de 21 a 30 dias para apresentar relatório de leitura ou resenha, que deverá ser elaborado individualmente e de forma presencial, diante de um represente da comissão de Remissão da Pena pela Leitura.

Crítica da oposição

“Isso, para mim, cheira a impunidade. Quando uma pessoa é condenada a sociedade espera que ele cumpra a pena integralmente. O Governo do Estado precisa encontrar outras maneiras de ressocializar o detento, mas mantendo-o na prisão. Agora tudo o que o detendo faz, diminui a pena: se ele trabalha dentro da prisão, se lê um livro. A sociedade espera que ele seja punido pelo crime que cometeu”, questiona o deputado estadual Heitor Férrer, do PDT.

Para o advogado Cândido Albuquerque, especialista em Direito Penal, o Governo do Estado pode legislar sobre Direito Penitenciário. “O Estado não tem competência para revogar ou modificar a Lei de Execução Penal, mas pode legislar concorrentemente onde a Lei Federal não esteja disciplinada. Isso está previsto no artigo 24, inciso 1º da Constituição Federal”, explica. Segundo ele, o Estado pode criar uma situação que não esteja prevista na Lei de Execução Penal. “A Lei Federal fala da remissão da pena, mas não especifica que a leitura pode ser utilizada para isso, estão o Estado pode legislar neste sentido”, acrescenta.

Fonte: G1 CE | Verônica Prado

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Ouro Preto será primeira cidade da América Latina a sediar casa para escritores refugiados

O Brasil será o primeiro país da América do Sul a sediar uma casa para escritores refugiados. A Casa Brasileira de Refúgio (Cabra) será inaugurada em 2015, em Ouro Preto, com a missão de receber e abrigar escritores refugiados de todo mundo, vítimas do cerceamento da liberdade de expressão em seus países de origem.

Essa é uma parceria entre a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e a International Cities of Refuge Network (Icorn). Hoje já são 40 casas, quase todas na Europa. A construção da CABRA de Ouro Preto tem inspiração nos moldes em que funciona a Casa Refúgio Citlaltépetl, na Cidade do México. ‘‘O próprio escritor está convidado a se integrar na comunidade que o acolhe, e as pessoas da cidade acabam se beneficiando dessa convivência. É uma verdadeira troca cultural”, explica Sylvie Debs, representante do Icorn no Brasil e fundadora da Cabra.

Fonte: Ufop

NOTA 2

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UFMG promove o I Encontro sobre Análise de Negócios e Ciência da Informação

I Encontro sobre Análise de Negócios e Ciência da Informação

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Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa recebe peça de teatro

Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa

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Muitas histórias para contar

Imprensa Oficial comemora 122 anos com abertura de exposição, lançamento de livros e apresentações culturais

Magistrado. Após 30 anos sem expor, o desembargador José Marcos Vieira apresenta 20 quadros que remetem à Minas Gerais colonial

Magistrado. Após 30 anos sem expor, o desembargador José Marcos Vieira apresenta 20 quadros que remetem à Minas Gerais colonial (Foto: Reprodução)

Parte integrante da história cultural de Belo Horizonte e do Estado, a Imprensa Oficial está chegando aos 122 anos. E para celebrar a data, o órgão preparou uma vasta programação que terá início nesta quinta-feira, dia 13.

Entre os destaques, está a abertura da exposição “O Retorno”. Composta de imagens do casario mineiro, sob influência do impressionismo e do expressionismo, ela traz 20 quadros em óleo sobre tela pintados pelo desembargador e artista plástico José Marcos Vieira. “Ele estava há 30 anos sem expor, e acredito que as artes ganham muito com esse retorno”, afirma o diretor da Imprensa, Eugênio Ferraz, sobre as pinturas que levam a uma viagem às Minas Gerais dos tempos coloniais.

Além das telas, a quinta-feira trará também o lançamento de dois livros. O primeiro deles, “Contos e Crônicas – Audiências na Imprensa Oficial, Volume I – 2014”, reúne 61 casos jurídicos vividos em Minas Gerais e contados por eminentes profissionais da área – entre juízes, advogados, desembargadores, procuradores e promotores de justiça.

“Cada um deles descreve histórias que viu nos tribunais ou em audiências e julgamentos no Estado”, explica Ferraz. Segundo ele, as cerca de 280 páginas da obra foram compiladas em tempo recorde. Entre a ideia do livro e sua impressão, finalizada hoje, foram apenas 25 dias. “Às vezes, eu telefonava para algum magistrado ou procurador de manhã, e ele gostava tanto da ideia que no fim da tarde já tinha um texto pronto e acabado”, revela o diretor da Imprensa.

O outro lançamento é o do livro “Cadernos de Paleografia, Número I”. A obra surgiu a partir de uma visita que Ferraz recebeu há cerca de um mês. “Era um grupo de estudantes do programa de pós-graduação em História da UFMG, que criou uma oficina de paleografia na universidade”, conta. Na oficina, eles receberam uma série de palestrantes de todo o país com o intuito de promover a partilha de experiências de pesquisa, envolvendo o uso de manuscritos, bem como a integração do público interessado, independentemente do nível de formação.

Esses encontros foram gravados e o material resultou no livro que será lançado na quinta-feira. Além da transcrição das palestras, as 250 páginas da obra trazem ainda uma análise crítica e histórica de cada uma das falas. “Em contrapartida pela edição do livro feita pela Imprensa Oficial, o grupo de estudantes da UFMG oferecerá uma oficina de paleografia em dezembro, voltado para o público interno da Imprensa e para o externo, no limite de vagas”, adianta o diretor.

Além dos livros, a programação contará ainda com uma apresentação do grupo Valores de Minas, às 18h. O programa do Servas e do governo do Estado é voltado para jovens entre 14 e 24 anos matriculados em escolas da rede pública estadual e oferece oficinas de teatro, circo, música, dança e artes plásticas. “Será uma performance rápida, de tom mais circense, em que eles vão se misturar e desaparecer no meio do público”, conta Ferraz.

Por fim, a programação vai promover o lançamento de uma biblioteca sustentável na Imprensa Oficial. “Há muito tempo não existe uma biblioteca no órgão, e acumulamos muitos livros nos últimos anos”, reflete o diretor. Com isso, uma equipe de funcionários do órgão, reutilizando materiais usados e lixo industrial da gráfica – como carretéis, rolos e aparas de papel – construiu prateleiras, porta-livros, estantes, separadores de livros, cadeiras, mesas e balcões. O acervo da biblioteca será composto de cerca de 600 livros, a maioria editados pela própria Imprensa.

A comemoração dos 122 anos vai se estender ainda pelo mês de dezembro. Ferraz adianta que já estão confirmados o lançamento de dois livros. Um deles trará uma compilação de gravuras publicadas no “Suplemento Literário”. O outro, “122 Sábados Passados”, reunirá reportagens publicadas na página 8 das últimas 122 edições do “Minas Gerais”.

Programe-se

122 anos da Imprensa Oficial de Minas Gerais

Avenida Augusto de Lima, 270 – Centro

Belo Horizonte – MG

Programação completa: www.iof.mg.gov.br

Fonte: O Tempo

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