Cidade portuguesa de Mafra tem a biblioteca mais deslumbrante do mundo

MafraA biblioteca do Palácio Nacional de Mafra foi considerada a mais bela do mundo pelo conhecido portal norte-americano Book Riot, dedicado exclusivamente aos livros. Depois de eleger a Livraria Lello, no Porto, como a mais bonita do planeta, Portugal volta a conquistar os EUA com a incrível biblioteca escondida no interior deste monumento nacional.

“É encantadora e magnífica”, lê-se no artigo. E o que a torna ainda mais impressionante são as técnicas com que é feita a preservação dos livros e como os protegem de serem danificados por insetos. Há 500 morcegos dentro daquela biblioteca. Durante o dia, estes ficam guardados dentro de caixas, mas à noite são libertados para se alimentarem dos insetos que por ali andam. Ao todo, chegam a comer o dobro do seu próprio peso em insetos, havendo também lendas de ratazanas gigantes que, à noite, saem da biblioteca por um túnel subterrâneo que a liga a uma zona pesqueira nas imediações.

Destaque também para o magnífico chão coberto de mosaicos em rosa, cinzento e mármore branco e para as estantes, todas elas num estilo Rococo, dispostas ao longo das paredes laterais, separadas por uma varanda com corrimão em madeira. Estas últimas contêm mais de 35.000 volumes, com capas forradas a couro, incluindo algumas das maiores jóias bibliográficas.

Fonte: Revista Port

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O destino dos livros raros no mundo

A transição entre o livro impresso e o eletrônico tem ainda uma vagarosidade, devido a dúvidas ou falta de conhecimentos sobre durabilidade dos registros das mídias digitais. Isso tanto no tocante à livros atuais, quanto aos antigos.

Há livros publicados em papel ácido que estão expostos a condições inadequadas de armazenagem e manuseio, e, consequentemente, em vias de desaparecimento. Mas o que mais sabemos é que livros raros ainda são de papel e, muitas vezes, por motivo de deteriorização, são digitalizados, criando esse dilema sobre a durabilidade do seu conteúdo, seja em mídias digitais ou mesmo, no conhecido “backup nas nuvens”.
Cuidar de obras raras exige muitos cuidados. Inclusive a criação de bibliotecas digitais, que utilizam o processo de digitalização para reproduzir o conteúdo da obra rara e disponibilizá-lo na Internet sob forma de documento eletrônico.

A biblioteca digital, no tocante à preservação, destaca-se por preservação dos originais de danos causados pelo manuseio incorreto; preservação dos originais dos danos causados por ações de furto ou vandalismo; preservação das obras pela baixa incidência de consultas ao documento original; possibilidade de impressão do documento acessado para possíveis anotações particulares. No tocante ao acesso às obras raras, as bibliotecas digitais têm inúmeras vantagens como, por exemplo, facilidade de consulta através de qualquer ponto onde haja uma conexão de rede; múltiplo acesso, através da utilização simultânea do mesmo documento, por vários usuários; flexibilidade de horários de acesso; ausência de custos ou tempo de deslocamento; manipulação digital possibilitando correções na imagem a fim de representar com maior clareza o conteúdo da obra digitalizada; acesso mais interativo através de recursos de navegação e zoom. Então chegamos a conclusão de que a biblioteca digital pode contribuir muito na preservação e no acesso às obras raras. Vale o esforço em implementá-la, protegendo a obra rara de todos os riscos ao qual estaria sujeita numa consulta tradicional, além de ser uma excelente maneira de divulgar o acervo da biblioteca. O acesso eletrônico não substitui um livro raro e a alegria de folheá-lo, mas pensar em novas formas de preservação e de acesso do conhecimento é muito importante. Já está pensando no seu novo projeto? Então, bons trabalhos e ótima semana!

Fonte: Vértice Books | Silvana Rosental

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Vaga para Bibliotecário(a)

O Programa Ser Parte, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que realiza, desde 2006, ações educativas de socialização e promoção da cidadania, está com uma vaga aberta para Bibliotecário(a)

Atividades:

– Dar apoio na escolha dos livros a serem comprados
– Organizar, classificar e catalogar o acervo de acordo com as normas
– Estruturar e efetivar a normalização e padronização do acervo

Requisitos:

– Graduação concluída em Biblioteconomia
– Ter experiência mínima de 06 meses em espaços escolares
– Registro ativo no CRB-6

A organização oferece salário, plano de saúde, alimentação e cesta básica para 40 horas semanais de trabalho.

Os interessados deverão encaminhar currículo para o e-mail cgomes@vilma.com.br e colocar no assunto o nome da vaga: Bibliotecário Ser Parte.

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Projeto promete transformar sua biblioteca

NOTA 2

O Projeto CDI Bibliotecas, uma iniciativa do Comitê para a Democratização da Informática (CDI) com o patrocínio da The Bill & Melinda Gates Foundation, visa a ajudar líderes e profissionais da biblioteca pública a integrar ideias e serviços inovadores nesses espaços em resposta à evolução das necessidades de suas comunidades. Em linha com a atuação do CDI e do parceiro, a expectativa é inspirar novas iniciativas e agregar elementos que possam fortalecer as políticas públicas voltadas para as bibliotecas públicas brasileiras.

As inscrições poderão ser feitas até o dia 12 de março pelo site do evento. Clique aqui e saiba mais sobre os critérios de participação!

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1ª FLI-BH será em junho com nomes de destaque da literatura nacional e estrangeira

Carlos Drummond de Andrade será o homenageado da 1ª FLI-BH

Carlos Drummond de Andrade será o homenageado da 1ª FLI-BH

O 1º Festival Literário Internacional de Belo Horizonte (FLI-BH) tem grandes nomes da literatura nacional e estrangeira confirmados para o evento, que acontece de 25 a 28 de junho, na capital mineira. Os escritores brasileiros Milton Hatoum – que fará a conferência de abertura – Maria Esther Maciel e Eric Nepomuceno estão entre as presenças anunciadas, ao lado do mexicano Juan-Pablo Villalobos e do colombiano Santiago Gamboa, da nova geração da literatura latino-americana.

O homenageado desta primeira edição é o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), que publicou “Alguma poesia” (1930), marco do modernismo, quando morava ainda em Belo Horizonte.

O tema do evento será “Imagina o Mundo, Imagina a Cidade”. A partir dele, várias atividades serão desenvolvidas em oficinas, palestras, exposições, saraus, performances, apresentações de teatro e sessões de cinema. O palco principal é o Teatro Francisco Nunes e o próprio Parque Municipal, que abriga a casa de espetáculos, além de espaços públicos espalhados por toda a cidade. Antes, em abril, haverá um aquecimento, com a participação do ilustrador Javier Zabala.

O festival, que foi oficialmente lançado ontem, na Academia Mineira de Letras, terá como curadores os jornalistas e escritores Leida Reis (editora executiva do jornal Hoje em Dia), Afonso Borges (idealizador e produtor cultural do Sempre Um Papo e colunista do Hoje em Dia) e Beatriz Hernnanz, diretora do Instituto Cervantes, ponta de lança da cultura espanhola.

Para Leida Reis, com a iniciativa, a cidade preenche uma lacuna. “Belo Horizonte tem ficado conhecida por festivais de cultura, como o FIT (Festival Internacional de Teatro) e o FAN (Festival de Arte Negra) que colocam a cidade no cenário de promoção da cultura e a ocupação do espaço urbano em favor da cultura. Mas faltava a literatura, já que temos grandes escritores de décadas atrás e de hoje; faltava esse festival para reunir e discutir literatura”, afirma. Ela diz que o festival não vai atuar de forma isolada, mas com a pretensão de manter diálogo com outros movimentos que promovam a leitura na cidade.

Afonso Borges propõe, entre outras coisas, a realização de um mapeamento dos itinerários dos escritores em Belo Horizonte, o que demanda pesquisa. “Onde eles moravam, seus caminhos pela cidade. É preciso do envolvimento da sociedade”, frisa. Ele diz que, durante o festival, será feita uma parceria entre o argentino Daniel Mordzinski – considerado o fotógrafo dos escritores – e o colombiano Gamboa para a criação de texto e fotos sobre Belo Horizonte. Mordzinski irá fotografar os escritores mineiros.

O recorte desta edição do festival – que pretende ser anual – contempla a literatura latino-americana, movimento percebido pelos curadores.

O 1º FLI-BH tem a preocupação da inclusão social, permitindo o acesso às pessoas das diversas camadas sociais da cidade. Como lembra o presidente da Fundação Municipal de Cultura, entidade criadora e gestora do festival, Leônidas Oliveira. Assim, serão realizadas atividades nos centros culturais das regionais e espaços da cidadania da PBH. “O festival será o coroamento dessa política que transformou Belo Horizonte na cidade que mais lê no país, segundo pesquisa feita ano passado”, diz. O prefeito Marcio Lacerda (PSB) compareceu ao evento, que tem patrocínio da CBMM e apoio do Sesc.

Fonte: Hoje em Dia | Pedro Artur

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Biblioteca Pública de Divinópolis anuncia programação de março

Biblioteca Pública Ataliba Lago

Divulgação conta com exposição de esculturas e apresentações musicais. Coordenadora da biblioteca fala sobre a programação e como participar.

A Biblioteca Pública Ataliba Lago, em Divinópolis, anunciou nesta semana as atividades que irão ocorrer no local durante o mês de março. Na programação estão previstas palestras, apresentações musicais e exposição de obras de arte de artistas locais. A biblioteca fica na Avenida 7 de Setembro, nº 1.160, no Centro. A entrada nas atividades é gratuita.

Segundo a diretora da biblioteca, Geisa Aparecida, nesta sexta-feira (6) o local recebe cantos de poesia e apresentações de música. “Teremos ‘A Noite da Poesia’, que acontece há 26 anos, além de apresentações musicais e a exposição de esculturas em madeira. Estamos aguardando um grande público”, afirmou.

Ainda segundo Geisa, a partir do dia 8 de março a biblioteca irá receber palestras voltadas para a saúde, além de oficinas. “Ao longo do mês também iremos ter palestras que acontecem a partir do dia 8 de março, às 19h, na biblioteca. É importante para as pessoas interagirem. Também teremos ‘A Terça-feira do Crochê’ e oficinas de xadrez”, finalizou.

A Biblioteca Municipal Ataliba Lago funciona das 9h às 19h.

Fonte: G1 Centro-Oeste de Minas

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CRB-6 traça planejamento para 2015

Janeiro e fevereiro foram meses de intensa movimentação no Conselho Regional de Biblioteconomia 6º Região (CRB-6). Todas as principais comissões reuniram-se para traçar o plano de trabalho para este ano, alinhar pontos importantes e adequar procedimentos técnicos, contábeis e financeiros, além de discutir melhorias na atuação do Conselho em Minas Gerais e no Espírito Santo. Uma das novidades da 17º Gestão é a participação dos conselheiros suplentes nas diversas comissões.

Confira abaixo um resumo das atividades:

Comissão de Fiscalização  

A nova Comissão de Fiscalização, composta pelo coordenador Felipe Lopes Alves (CRB-6/2897) e pelos conselheiros Carina Rejane Martins (CRB-6/2336) e Pablo Diego Silva de Souza Jorge (CRB-6/2558), juntamente com os bibliotecários fiscais, Lúcio Alves Tannure (CRB-6/2266) e Orfila Maria Mudado Silva (CRB-6/756), iniciaram o ano com o planejamento das ações de fiscalização que ocorrerão ao longo de 2015.

No dia 28 de janeiro, ocorreu uma reunião entre membros da Comissão para alinhar as estratégias a serem adotadas. Uma delas trata da fiscalização nas bibliotecas escolares em municípios com mais de 80.000 habitantes. Todos esses municípios receberão um ofício do CRB-6 informando sobre a importância do bibliotecário nas escolas municipais e as exigências da atual legislação para que as prefeituras se mobilizem e procedam à contratação do profissional.

Os bibliotecários fiscais apresentaram aos novos conselheiros a rotina de trabalho diária, os números relativos a 2014 e a listagem dos julgamentos realizados durante a última gestão, além de informações sobre dívida ativa e a programação das visitas fiscalizatórias. A Comissão conta com apoio e suporte do Assessor Jurídico André Siqueira Sales.

Comissão de Divulgação

Já a nova Comissão de Divulgação, composta pelo coordenador Álamo Chaves de Oliveira Pinheiro (CRB-6/2790) e pelas conselheiras Edvânia Guedes (CRB-61686) e Fabíola Gomes Terenzi Gonçalves (CRB-6/2588), reuniu-se em janeiro para planejar as atividades de comunicação do Conselho para 2015. Ficou acertado que, além das ações atuais, novos canais de comunicação deverão ser criados para potencializar a divulgação. Vale informar que já se encontra em produção a próxima edição da Revista CRB-6 Informa, que deverá ficar pronta no começo do segundo semestre. Os interessados em publicar artigos ou sugerir pautas já podem contatar o CRB-6. Toda colaboração será bem-vinda.

A Comissão conta com assessoria de imprensa da Prefácio Comunicação e assessoria tecnológica da Procedata Informática.

Comissão de Eventos

A Comissão de Eventos, composta por sete conselheiros, reuniu-se para definir o programa das comemorações do Dia do Bibliotecário em Minas e no Espírito Santo. O encontro contou com a presença do diretor da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (ECI/UFMG), Carlos Alberto Ávila Araújo.

Uma das novidades é que, em 2015, não somente no mês de março, como de costume, mas, em todo o ano, serão realizadas ações para festejar a data. O Conselho irá promover palestras, workshops e eventos literários, entre outras atividades. Algumas das ações já estão confirmadas e outras estão em processo de elaboração. Todas as principais atividades já contam com apoio da Escola de Ciência da Informação (ECI) e do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Associação de Bibliotecários de Minas Gerais (ABMG), do Centro Universitário de Formiga (UNIFOR-MG) e da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa e patrocínio da Biccateca e da Rainbow Belo Horizonte. Outras parcerias estão em negociação. A programação completa será divulgada em todos os canais do CRB-6, oportunamente.

Em 2015, as comemorações do Dia do Bibliotecário irão contemplar os 49 anos do Conselho Regional de Biblioteconomia 6º Região (CRB-6), os 50 anos do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) e da Regulamentação da Profissão de Bibliotecário e da inauguração do Setor Braille da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, além dos 65 anos da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (ECI/UFMG).

Comissão de Tomada de Contas

O coordenador da Comissão de Tomada de Contas, Pablo Diego Silva de Souza Jorge (CRB-6/2558), e o conselheiro Heros Leite Chaves (CRB-6/2690) reuniram-se com o Assessor Contábil do CRB-6, Sérgio França Lamego, e a presidente Mariza Martins Coelho (CRB-6/1637). O encontro teve o objetivo de orientar os novos integrantes da Comissão sobre a “Nova Contabilidade Pública” e os procedimentos realizados pela gerência do Conselho e alinhar diversas informações e procedimentos técnicos da área.

Comissão de Legislação e Normas

A vice-presidente Denise Aparecida Teixeira Ramos (CRB-6/1000) e a 1º Secretária do CRB-6, Jéssica Mara Pongelupe Assis (CRB-6/3081), membros da atual Comissão de Legislação e Normas, reuniram-se com os ex-integrantes Emilce Maria Diniz (CRB-6/1206) e Hugo Oliveira Pinto e Silva (CRB-6/2938) para tratar da elaboração do Relatório de Gestão e levantar informações sobre o trabalho- realizado- – no mandato anterior. 

NOTA 1.1

Conselheiros da Comissão de Legislação e Normas: Emilce Maria Diniz, Hugo Oliveira Pinto e Silva, Jéssica Mara Pongelupe Assis e Denise Aparecida Teixeira Ramos.

Sistema de Bibliotecas da UFMG

Em 19 de fevereiro, a presidente do CRB-6, Mariza Martins Coelho, e o conselheiro Felipe Lopes Alves reuniram-se na Biblioteca Universitária da UFMG com o diretor do Sistema de Bibliotecas da Universidade, Wellington Marçal de Carvalho (CRB-6/2303), para apresentar a nova gestão do Conselho e propor parcerias que venham a beneficiar a – classe bibliotecária além da promoção de eventos que propiciem maior visibilidade à Biblioteconomia.

NOTA 1.2

Em fevereiro, Mariza Martins Coelho e o conselheiro Felipe Lopes Alves se reuniram com Wellington Marçal de Carvalho (à esq.), da UFMG, para tratar de futuras parcerias que venham a ampliar a visibilidade da Biblioteconomia.

Álamo Chaves de Oliveira Pinheiro CRB-6/2790
Comissão de Divulgação | Coordenador
Conselho Regional de Biblioteconomia 6º Região

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Biblioteca Digital de Música reúne 230 faixas

Acervo pretende atrair a atenção de artistas interessados em trilhas para suas criações

Andersen VianaNo ar há cinco dias, no endereço www.cinemusic.br, a Biblioteca Digital de Música para Cinema, Vídeo e Multimídia, criada pelo músico Andersen Viana, pretende atrair a atenção de artistas interessados em trilhas para suas criações. Autor de trilhas sonoras para espetáculos de teatro (‘Gardel, uma lembrança’, de Manuel Puig) e de dança (‘Suíte floral’, da Cia. Eliana Cobett), além de uma para o longa-metragem ‘Corações ardentes’, de Paulo Augusto Gomes, o músico, que é irmão de Marcus Viana, reconhecido autor de trilhas para novelas, acaba de disponibilizar 230 faixas de sua autoria, compostas desde 1978 até o ano passado.

“Quem quiser utilizar o material para fazer uma compilação, faz contato com a gente, assina um termo de compromisso e paga valores acessíveis”, garante Andersen, cujo projeto foi viabilizado através do Fundo de Projetos Culturais da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, que disponibilizou para o artista cerca de R$ 70 mil para a produção do portal. “Claro que para utilização do material em uma campanha de publicidade os valores serão outros”, diz o música, cuja ideia inicial foi atender os diretores de teatro, cinema e dança, além de profissionais de Power Point.

“Tenho feito isto ao longo dos anos. Gravo o material, eles ouvem e, à medida que se interessam por ele, fazem contato para que possamos disponibilizá-lo”, explica Andersen Viana, salientando que a assinatura do áudio será só para fruição. “Feito o contrato, o cliente irá receber um link para baixar a obra.”

Novidade no Brasil, as bibliotecas do gênero já são comuns na Europa e em outras regiões. “Eu mesmo participo de bibliotecas da Inglaterra, onde isso já é uma prática”, afirma Andersen. Segundo contabiliza, com as 230 faixas disponibilizadas inicialmente ele teria cerca de 18 discos, considerando-se que atualmente um disco é composto por 13. A expectativa do músico, que já é fornecedor de bibliotecas internacionais, é de que a aceitação do serviço seja boa no Brasil. “Lá fora há bibliotecas que já disponibilizam até 50 mil faixas.”

Viana prevê que “essa ideia deverá mexer com o brio dos estúdios, já que irá facilitar muito a vida das companhias de teatro e de produtoras de cinema que não vão mais precisar contratar ninguém para criação, produção e gravação de suas trilhas. Está tudo pronto”.

Irmão do também músico Marcus Viana, Andersen Viana é Ph.D em música pela Universidade Federal da Bahia e atua como maestro-compositor, produtor cultural e professor da Fundação Clóvis Salgado/Palácio das Artes, de Belo Horizonte. Andersen iniciou os estudos com o pai, Sebastião Viana, que foi assistente e revisor de Heitor Villa-Lobos, estudando, posteriormente, em instituições musicais do Brasil, Itália e Suécia.

Fonte: Estado de Minas | Ailton Magioli

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SciELO e Unesco lançam livro sobre 15 anos da biblioteca eletrônica

SciELO 15 Anos de Acesso Aberto

Com o objetivo de apresentar à comunidade científica internacional sua experiência bem-sucedida como modelo para a publicação eletrônica cooperativa de periódicos científicos na internet, o Scientific Electronic Library On Line (SciELO) lançou, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a publicação SciELO – 15 Anos de Acesso Aberto: um estudo analítico sobre acesso aberto e comunicação científica.

A obra, publicada em português, inglês e espanhol, relata a origem do SciELO, mantido pela FAPESP, tratando do contexto em que a biblioteca eletrônica foi idealizada e desenvolvida, suas contribuições para a comunicação científica, os meios utilizados para garantir a visibilidade e a acessibilidade universal da literatura científica que comunica, os resultados alcançados e seu sistema de controle de qualidade e produção, entre outros assuntos.

De acordo com Abel Packer, diretor do programa SciELO, a publicação retrata o pioneirismo da biblioteca.

“O SciELO integra as funções de indexação, avaliação de desempenho, publicação on-line em acesso aberto e disseminação segundo padrões internacionais. O espírito pioneiro e o objetivo do SciELO são o de melhorar a qualidade, visibilidade, uso e impacto de periódicos que estão disponíveis abertamente”, disse.

A rede SciELO iniciou 2015 com mais de 500 mil artigos indexados e publicados on-line, todos em acesso aberto. “Esse recorde é resultado da publicação regular das 13 coleções de periódicos certificadas da rede, que em março de 2015 cumpre 17 anos de operação desde o seu lançamento”, disse Packer.

A publicação documenta a evolução da biblioteca ao longo dos seus primeiros 15 anos, até 2013. O SciELO abrange uma rede de coleções nacionais de periódicos que se estende por 16 países, a maioria da América Latina e do Caribe, além de Portugal, África do Sul e Espanha. Desde sua criação, mais de 1.200 títulos foram indexados pela rede SciELO; destes, cerca de 1.000 continuam ativos.

Unesco

A Unesco foi uma das instituições patrocinadoras da Conferência SciELO 15 Anos, realizada em 2013, e, de acordo com Packer, financiou a elaboração do livro com o objetivo de compartilhar a experiência da biblioteca em política de pesquisa e comunicação científica, metodologias e tecnologias.

“Entre os organismos das Nações Unidas, a Unesco lidera a promoção e a adoção do acesso aberto ao conhecimento científico entendido como um bem público e tem o SciELO como uma das referências de programas e experiências bem-sucedidas”, afirmou.

Para Indrajit Banerjee, diretor da Divisão de Sociedades do Conhecimento, Comunicação e Informação da Unesco, os números registrados pelo SciELO evidenciam sua importância para a ciência mundial.

“O SciELO foi lançado quatro anos antes da Declaração de Budapeste e seis anos antes da Declaração de Berlim sobre o acesso aberto e foi pioneiro neste conceito, trazendo a pesquisa para o fácil acesso das pessoas comuns. Passando de dez periódicos em uma reunião pública em São Paulo, em seu início, para o nível atual de mil periódicos e 500 mil artigos disponíveis gratuitamente, trata-se de um feito notável e um exemplo de abordagem de acesso aberto por excelência”, disse Banerjee.

A publicação do livro ocorre em meio aos esforços da Unesco de promoção do acesso aberto à informação e à pesquisa científica. O conselho de administração e a conferência geral da organização aprovaram estratégias para o incentivo a ações que forneçam exemplos de acesso aberto replicáveis para todos os países.

O livro apresenta, entre outros aspectos do SciELO, o caráter multilíngue da biblioteca. Nos 17 anos da rede, predominam artigos em português (41%), devido ao tamanho da coleção histórica do Brasil, seguidos dos artigos em espanhol (39%) e inglês (31%). Mas, considerando a produção anual recente, e tomando o ano de 2013 como base, predominam artigos em espanhol (42%), seguidos de publicações em inglês (39%) e em português (31%).

O livro SciELO – 15 Anos de Acesso Aberto: um estudo analítico sobre acesso aberto e comunicação científica está dividido em 10 capítulos, escritos por 11 autores brasileiros e quatro estrangeiros, e foi organizado por cinco editores: Abel Packer, Nicholas Cop, Adriana Luccisano, Amanda Ramalho e Ernesto Spinak.

A obra está disponível para download em http://scielo.org/php/level.php?lang=pt&component=56&item=61.

Fonte: Agência FAPESP

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O papel dos bibliotecários: Meio século pela educação

O papel dos bibliotecários: Meio século pela educação | Artigo escrito pela Presidente do CRB-6, Mariza Martins Coelho. (Clique na imagem para ampliar.)

O papel dos bibliotecários: Meio século pela educação | Artigo escrito pela Presidente do CRB-6, Mariza Martins Coelho. (Clique na imagem para ampliar.)

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