Livraria Leitura do Shopping Contagem presta homenagem aos grandes autores que o Brasil perdeu recentemente

Livraria Leitura Shopping Contagem

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Revista BibliooA edição 34 da Revista Biblioo traz a matéria de capa “Menos bibliotecas, mais usuários: o futuro das bibliotecas, se elas têm algum”

Acompanhe o sumário da edição:

Sandra Mourana
Edson Nery da Fonseca
Menos bibliotecas, mais usuários
Intercomunicação
Charge edição 34
A biblioteca pública na vida de João Ubaldo
#SomosTodosMacacos?
Brasil, país da copa ou das greves?
Obesidade informacional
Hora de sair da rede?
Calor de Chuva
Educação à distância
Estudo de usuários

Para acessar todo o conteúdo, acesse o site biblioo.info.

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Conheça o Guia das Artes

Guia das Artes

O Guia das Artes é uma publicação que mapeia os principais equipamentos culturais de Belo Horizonte e Região Metropolitana. O Guia ganha versão online pelo site www.guiadasartes.mg.gov.br , que também foi trabalhado para a versão mobile e leva em consideração o potencial de acessos virtuais que o Guia pode ter.

Acesse: www.guiadasartes.mg.gov.br.

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Projetos literários em Minas Gerais e no Espírito Santo

Imagine um acervo literário dentro de uma borracharia. Acredite, esse espaço existe e já conseguiu atingir a marca de 12 mil livros à disposição da comunidade. O local funciona em Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O projeto, criado em 2002, foi idealizado pelo estudante Marcos Túlio Damascena, que começou a oferecer livros aos clientes do seu pai na oficina. Hoje, o Instituto Cultural Aníbal Machado, mais conhecido como Borrachalioteca, tem área própria, ao lado da borracharia. Além disso, outras unidades foram inauguradas, entre 2008 e 2010, na região: a sala Son Salvador, no bairro Cabral; a Casa das Artes, com livros infanto-juvenis e literatura de cordel; e o Espaço Libertação pela Leitura, no presídio municipal de Sabará.

Nota 2

A Borrachalioteca está localizada na Praça Paulo de Souza Lima, 22, no bairro Caieira. Saiba mais sobre o projeto aqui.

Espírito Santo

Cansou daquele livro velho em sua estante? Fique atento! Uma banca para troca de livros e gibis foi montada na Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim, instalada no prédio da Escola Técnica de Teatro, Dança e Música Fafi, no Centro de Vitória, capital do Espírito Santo.

A iniciativa é realizada uma vez por mês, sempre em uma quinta-feira. A ideia da ação é incentivar a prática de leitura e permitir que os participantes tenham a possibilidade de trocar um exemplar já lido por outro que deseja ler. Não são aceitos livros didáticos, apostilas, revistas, cópias, encadernações em espiral e exemplares ilegíveis, rasurados, sem capa, rasgados, amassados, sujos ou com outros danos. A entrada é gratuita.

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Assinatura mensal de e-books promete mudar relação com livros e elevar tensão com editoras

Sem incentivo. O designer Gustavo Peres usa o leitor digital, mas não está entusiasmado com o novo serviço: “Não terei interesse, não gasto nem US$ 10 por mês com livro eletrônico” (Foto: Gustavo Stephan)

Sem incentivo. O designer Gustavo Peres usa o leitor digital, mas não está entusiasmado com o novo serviço: “Não terei interesse, não gasto nem US$ 10 por mês com livro eletrônico” (Foto: Gustavo Stephan)

A Amazon está habituada a lançar serviços destinados a destruir seu próprio negócio, e o Kindle é exemplo disso. Quando apresentou seu leitor de livros digitais, em 2007, a empresa de Jeff Bezos já faturava bilhões vendendo cópias em brochura e capa dura e sabia que os e-books iriam canibalizar parte considerável da receita. Porém, a companhia julgava que era melhor aniquilar seu modelo do que permitir que outra o fizesse. Sete anos após se estabelecer como força hegemônica dos e-books, a Amazon volta a recorrer à destruição criativa nesse mercado, lançando um produto que pode tornar obsoleta a venda avulsa de livros digitais — mas não sem antes aprofundar a já tensa relação com editoras, inclusive no Brasil.

O Kindle Unlimited estreou no fim de semana passado e é uma espécie de Netflix dos livros. O usuário paga US$ 9,99 por mês e pode acessar quantos livros quiser. O preço chamou atenção, já que é comum um único exemplar de e-book custar mais que isso no site. Por enquanto, o serviço só está disponível nos Estados Unidos, mas qualquer cliente que se registre no site como americano pode assiná-lo.

Grandes editoras não aderem

O catálogo tem 600 mil livros, incluindo dois mil em áudio, mas os consumidores sentirão falta de vários best sellers: as cinco maiores editoras dos EUA — que travam uma guerra contra a Amazon e já foram acusadas de formar cartel com a Apple para combater a empresa — não aceitaram participar. Embora não tenham se posicionado oficialmente, elas temem que o modelo dê ainda mais poder à Amazon sobre o preço das obras. A paciência dos investidores pode atrapalhar: as ações caíram 9,6% na sexta-feira, depois de a empresa divulgar prejuízo de US$ 126 milhões por causa do volume de investimentos.

— Será bom para as editoras se serviços de assinatura de e-books vingarem em todo o mundo. Mas será péssimo se a Amazon atingir uma posição quase monopolista, como já tem na venda de e-books nos EUA e no Reino Unido — afirma Dougal Thomson, diretor de comunicação da Associação Internacional dos Editores (IPA, sigla em inglês). — A relação da Amazon com as editoras é cada vez mais tensa, com algumas disputas públicas sobre remuneração, como com a Hachette nos EUA e a Bonnier na Alemanha. Mas, se as assinaturas derem certo, e eu acho que vão dar, as editoras perceberão que se trata de uma fonte importante de receitas.

Nesta seara, porém, a Amazon não é pioneira. Algumas start-ups já oferecem acesso ilimitado a milhares de e-books. A principal é a americana Oyster, fundada em 2012, que cobra US$ 9,95 por mês e dá acesso a 500 mil obras, inclusive da gigante HarperCollins. A Scribd abrange 400 mil livros por US$ 8,99 ao mês. Mas, com a Amazon entrando na disputa, a coisa ganha outra proporção, avalia Carlo Carrenho, fundador do site PublishNews. A questão é se as editoras verão vantagem financeira em colaborar com a companhia.

A Amazon mantém segredo sobre o modelo de remuneração do Unlimited, mas Thomson diz que ele é semelhante ao do Oyster. Editores receberão valor equivalente à venda de uma cópia no atacado sempre que um leitor ultrapassar certo percentual de páginas de um de seus livros. No Oyster, especula-se que pelo menos 10% da obra devem ser consumidos. Um quarto da receita será repassada aos autores. Títulos independentes devem receber valor fixo, como US$ 2 por livro lido. Para Carrenho, o formato traz mudança importante na economia do setor:

— Hoje, remunera-se o livro comprado, lido ou não. No novo modelo, só gerarão receita aqueles efetivamente lidos. Isso traz grande eficiência ao processo, mas pode provocar perda absurda às editoras.

Indagada sobre quando o Unlimited chegará ao Brasil, a empresa se limita a dizer que o serviço está disponível nos EUA e que não especula sobre planos futuros. No Brasil, as editoras estão cautelosas. Procuradas, várias preferiram não se pronunciar alegando desconhecer detalhes do modelo. Para a presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Sônia Machado Jardim, a Amazon terá que discutir com elas novos contratos para inclusão dos e-books no novo serviço.

— Os contratos assinados em 2012, quando a empresa entrou no Brasil, não contemplam esse formato de assinatura. Não sabemos como será a remuneração. Se o leitor não ler nenhum livro no mês, o valor da assinatura fica todo com a Amazon? A empresa não conversou com o setor sobre isso — observa Sônia, que também é vice-presidente do grupo Record.
convencer consumidor é desafio

Segundo ela, o maior receio é que a Amazon negocie maiores descontos no valor dos livros para viabilizar o novo modelo. Foram discussões sobre a precificação dos e-books que atrasaram a chegada da loja virtual ao país. Para impedir que a companhia vendesse obras por valor muito inferior ao das cópias em papel, as editoras brigaram e conseguiram ter controle sobre o preço do e-book, com a Amazon recebendo comissão pelas vendas. A Amazon preferia comprar títulos no atacado e vender por quanto quisesse.

Embora não tenha conversado com as editoras brasileiras, o Unlimited já possui 8.402 livros em português. Segundo a Amazon, isso acontece porque obras cadastradas no KDP Select — programa de exclusividade da plataforma de autopublicação da empresa — entram automaticamente no serviço. Entre os títulos disponíveis está o best seller “Assassinato de Reputações”, de Romeu Tuma Junior. Procurada, a editora Topbooks disse que não sabia que o livro estava no Unlimited.

Questões comerciais à parte, especialistas afirmam que o formato de assinatura pode se tornar o futuro dos livros. Conseguindo atrair o catálogo de grandes editoras com um modelo atraente, esses serviços elevam a média de leitura dos usuários, afirma Galeno Amorim, diretor-executivo da Árvore de Livros. Criada em abril, a empresa vende acesso ilimitado de e-books a escolas e bibliotecas de 25 cidades, com catálogo de 14 mil obras.

Como poucas pessoas leem mais de um livro por mês, o desafio de serviços como o Unlimited é convencer o consumidor a comprometer um valor mensal com leitura. Na média, o brasileiro lê quatro livros por ano, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil de 2012. Lorena Piñeiro, de 24 anos, está testando o Unlimited e, mesmo acostumada a devorar três obras por mês, teme não ser capaz de dar conta da oferta:

— É ótimo para conhecer novos autores, já baixei sete livros, mas só continuarei usando se conseguir absorver o que baixo.

Mesmo apaixonado pelo Kindle, o designer Guilherme Peres é menos otimista:

— Não terei interesse nem se chegar ao Brasil porque não gasto US$ 10 por mês com livros eletrônicos.

Para Susanna Florissi, diretora da Câmara Brasileira do Livro (CBL), a evolução para o modelo de assinatura vai tirar o mercado editorial da zona de conforto:

— Mas é apenas um dos modelos que, no futuro, coexistirão. A experiência será cada vez mais fragmentada — avalia.

Fonte: Extra

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Biblioteca da UFMG na ponta dos dedos

Pergamum UFMG

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Metrô de BH disponibiliza livros para volta às aulas

Ler um livro enquanto espera o metrô já é rotina para os belorizontinos. A biblioteca da estação CBTU Belo Horizonte vive cheia de interessados em leitura. A novidade é que o local acrescentou em seu acervo 60 novos livros durante as férias escolares, que permanecerão no espaço. Entre as novidades de escritores brasileiros estão: Helena, de Machado de Assis; Sua Vida em Movimento, de Marcio Atalla; e A Família Agulha, de Luís Guimarães Júnior. Já os livros de autores internacionais incluem Acima de qualquer suspeita, de Scott Turow; Na Companhia das Estrelas, de Peter Heller e Diário de um Banana – Dias de cão, de Jeff Kinney.

CBTU

Mais livros no metrô

Nada melhor que compartilhar aquele livro que você já leu e pegar outro ao qual você ainda não teve acesso! A Biblioteca Estação Leitura, do MetrôRio, está promovendo duas vezes por mês o intercâmbio de títulos variados. Desde junho, um carrinho com vários títulos vai estar à disposição do público sempre nas duas primeiras quartas-feiras de cada mês. É só chegar com o seu livro e trocar por outro de interesse. Alguns modelos não são aceitos, como didáticos, técnicos ou desatualizados. É importante também que os livros estejam em bom estado de conservação.

O Conselho Regional de Biblioteconomia 6º Região (CRB-6) sempre acompanha as ações de incentivo à leitura. Confira algumas que já foram publicadas em nosso blog, aqui  e aqui.

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Dica de site: mercado editorial

Tem interesse em publicar ou precisa de alguma ajuda para produzir o seu e-book? O Revolução E-book  é especializado nisso e  pode ajudar na publicação, oferecendo orçamentos e suporte técnico.

O site também tem um blog  e divulga informações, notícias e eventos técnicos sobre o mercado editorial brasileiro e internacional.

Revolução E-book

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Garoto de 6 anos arrecada mais de 600 livros para crianças de rua terem futuro melhor

Blake Ansari

Existem situações tão fora de nossa realidade, ou talvez até parte de uma realidade em que vivemos em outra época, que não conseguimos deixar despercebido, elas simplesmente mexem com a gente, ficam em nosso consciente. Problemas que achamos absurdos, mas que existem pessoas que lidam diariamente com eles, vidas que nos sensibilizam a ponto de tomarmos atitudes que normalmente não estamos acostumados ou que não imaginaríamos tomar.

Foi o que aconteceu com o garoto de apenas seis anos (sim, SEIS anos!), Blake Ansari. Ao ver uma matéria sobre a garota sem teto Dasani, Blake, que estuda em Manhattan, se sensibilizou e descobriu se tratar de um problema social no qual vivem milhares de crianças somente em Nova Iorque, mas o mais interessante foi outra coisa que o tocou, Blake disse para sua mãe “isso significa que eles não têm uma biblioteca?”.

E ele decidiu lhes dar uma.

Blake e sua mãe, Starita, se juntaram na busca por um abrigo que aceitasse livros como uma moeda de troca para que crianças pudessem ser acolhidas, assim além de lhes dar um teto, estaria dando também uma oportunidade de conhecimento e de, quem sabe, um futuro melhor através dos livros.

O caminho não foi fácil, mas com a ajuda de amigos, vizinhos e até dos colegas de classe, Blake conseguiu arrecadar aproximadamente 600 livros que vão ajudar bastante sua causa, e não para por aí, o garoto quer mais, Blake tem planos de construir uma biblioteca de verdade e, segunda sua mãe, ele coloca da seguinte maneira:

“Quando você ouve a comunidade, aprende com a comunidade e ajuda a comunidade, você se conecta com o melhor de você”.

Blake Ansari

Blake Ansari

Fonte: Razões para Acreditar | Marcos Luppi

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A vida do homem que era catador e virou médico com a ajuda de livros encontrados no lixo

Cícero Pereira Batista

Quais são seus obstáculos na vida? Você pode falar que o seu problema é maior do que o de outra pessoa, mas a verdade é que a única solução para qualquer problema é simples: enfrentá-lo e resolvê-lo.

Existem pessoas com tanta vontade de vencer na vida de forma correta, que mesmo diante dos maiores obstáculos, conseguem encontrar saída e tornar-se vencedoras. É o caso de Cícero Pereira Batista, 33 anos, que comemora – merecidamente -, o diploma de médico, conquistado graças à sua obstinação, como ele mesmo define.

Cícero cresceu em Brasília, em uma área com altos índices de violência, junto com mais 20 irmãos, e sua mãe entrou para o mundo do alcoolismo (depois da morte do pai) pra tentar fugir das dificuldades que apareciam. Os problemas cresciam e o irmão mais velho de Cícero passou a traficar e usar drogas.

Diante de grandes dificuldades, Cícero teve que aprender bem cedo a encontrar meios para sua subsistência, procurando no lixo algo para comer e alimentar seus 20 irmãos. Muitas vezes encontrava pedaços de alimentos estragados, iogurte vencido, dentre outros, mas era aquilo que os alimentava. E o mesmo lixo que o alimentava foi também o lugar onde lhe surgiu a oportunidade de uma vida melhor.

Cícero guardava livros e vinis que descobria no lixão e que passaram a ser seu refúgio e chance de fugir momentaneamente da realidade, embarcando em outros pensamentos lendo livros ao som de Bethoven e Bach, seus músicos preferidos (que só podia escutar graças à boa vontade de um vizinho, que deixava usar sua vitrola).

Vendo a aptidão e gosto pela leitura de Cícero, uma das irmãs resolveu matriculá-lo em uma escola pública, onde conseguiu, com ajuda de amigos e professores, chegar ao ensino técnico decidindo logo depois fazer o curso técnico de enfermagem, onde passou em segundo lugar na seleção feita pelo Cespe, banca que integra a UnB (Universidade de Brasília).

Logo depois de concluir o curso, conseguiu aprovação no concurso da Secretaria de Saúde para Técnico em Enfermagem e começou a trabalhar em um hospital público. Mas ele não pensou parar de estudar e fez então vestibular para Medicina em uma faculdade particular. O salário que recebia ia todo para o pagamento da mensalidade.

Como a rotina estava muito difícil, Cícero decidiu fazer o Enem e tirou nota suficiente para lhe garantir uma bolsa de estudos, e passou a estudar medicina no Gama (DF), onde enfrentou o preconceito racial e a rotina de estudos. Mas para quem trazia cicatrizes da infância, ser vítima de preconceito era apenas mais uma etapa a ser vencida.

“Eu nunca pensei em desistir. Meus companheiros sempre foram os livros e a música clássica me dava leveza de espírito para seguir em frente. Eu pensava que se Beethoven se tornou um dos grandes compositores da história, eu também poderia me tornar um bom médico.”

Sua forma otimista de levar a vida deu certo. No dia 6 de junho deste ano, o ex-catador de lixo tornou-se médico e está focado em ser um bom médico, dar uma vida melhor para sua mãe e especializar-se em psiquiatria ou pediatria. E ainda pensa em estudar Direito – “quem sabe?”, diz o agora Dr. Cícero. Alguém duvida?

>> Confira um vídeo onde ele conta um pouco de sua história em um programa de TV local

Fonte: Hypeness

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