Vaga para Bibliotecário(a) em faculdade de Belo Horizonte

Instituição de ensino superior em Belo Horizonte está com uma vaga aberta para Bibliotecário(a).

Responsabilidades:

• Organizar e executar trabalhos técnicos relativos as atividades biblioteconômicas, catalogação, classificação, referência e conservação do acervo bibliográfico.

Habilidades:

• Planejamento, organização, dedicação e liderança.

Escolaridade:
• Ensino Superior completo em Biblioteconomia.

Imprescindível:
• Imprescindível experiência anterior em biblioteca e CRB ativo.

Benefícios:
• Assistência Médica / Medicina em grupo + Convênio com farmácia + Estacionamento + Estudo de faculdade + Restaurante na empresa + Vale-transporte

Informações adicionais:
• Ter disponibilidade para realizar viagens.

Para trabalhar das 12h às 22h, em regime de contratação CLT (Efetivo)

Os interessados devem enviar currículo para recrutamento.atual@gmail.com.

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Defesa de tese na UFMG aborda os movimentos sociais

Defesa Ana Amélia Lage Martins

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Teatro SESIMINAS divulga agenda cultural em BH

Teatro SESIMINAS

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1ª Festa Literária de Sabará

1ª Festa Literária de Sabará

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Acesse o Boletim da Biblioteconomia produzido pelo CFB

(Clique na imagem para acessar o conteúdo)

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Vaga para Bibliotecário(a) em Vitória

A rede SEB COC de Vitória e Vila Velha está com uma vaga aberta para Bibliotecário(a).

O profissional deve ter experiência em biblioteca escolar e projetos de incentivo à leitura.

Os interessados devem enviar currículo para betania.eleuterio@sebsa.com.br.

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Publique na Revista Biblioo

Revista Biblioo

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Câmara Municipal de Belo Horizonte homenageia setor Braille da Biblioteca Pública

Setor Braille - Biblioteca Pública Estadual

Setor Braille – Biblioteca Pública Estadual

Os 50 anos do setor Braille da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa são tema de Reunião Especial Alusiva na Câmara Municipal de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (31/8). A homenagem, iniciativa do vereador Arnaldo Godoy, vem reconhecer a sólida trajetória do setor na promoção pela inclusão social das pessoas com deficiência visual.

Durante a cerimônia, serão entregues diplomas ao secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais, Angelo Oswaldo, ao superintendente de Biblioteca Públicas e Suplemento Literário, Lucas Guimaraens, à diretora de Extensão e Ação Regionalizada, Gildete Veloso, ao coordenador do Setor Braille, Glicélio Ramos, e ainda a Carlito Homem de Sá (representando todos os leitores), Pedro Pereira Borges e Adriana Castilho (que representam os voluntários), e ao funcionário Alexandro Alves de Lima, que aceita a homenagem em nome de toda a equipe do setor Braille.

A Reunião Especial Alusiva aos 50 anos do setor Braille da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa acontece dia 31 de agosto, segunda-feira, às 14 horas, na Câmara Municipal de Belo Horizonte: Avenida dos Andradas, 3100. O evento é aberto ao público.

Setor Braille: 50 anos de inclusão

Fundado em 21 de janeiro de 1965, o Setor Braille se firmou nessas cinco décadas como um espaço de trabalho e convivência, garantindo às pessoas com deficiência visual o acesso à informação e à literatura por meio de livros em Braille, audiolivros, leitores de tela para uso em computadores, e também a leitura em viva voz, realizada por milhares de voluntários que passaram pelo setor ao longo dos anos. Atividades culturais e de incentivo à leitura, como Hora do Conto e Clube de Leitura, cursos, exposições, exibição de filmes com audiodescrição, e palestras também integram a rotina do setor.

As comemorações do cinquentenário culminam em outubro, em evento que irá incluir seminários, exposição comemorativa e feira de produtos e tecnologias para a pessoa com deficiência visual.

Serviço
Reunião Especial Alusiva aos 50 anos do setor Braille da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa
Data: 31 de agosto de 2015, segunda-feira
Horário: 14h
Local: Câmara Municipal de Belo Horizonte: Avenida dos Andradas, 3100.
Participação: Gratuita.
Informações: braille.sub@cultura.mg.gov.br ou (31) 3269-1218

Fonte: Governo de Minas Gerais

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11ª edição do Encontro SophiA Biblioteca em SP

11ª edição do Encontro SophiA Biblioteca

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Barrado na escola por uniforme velho, vendedor de cocadas faz 5 faculdades

Ele era criticado por não ter mochila, usar tênis gasto e ser filho de pedreiro. Hoje bibliotecário da Câmara, homem tem livro indicado ao Prêmio Jabuti.

O brasiliense Cristian Santos, que vendeu cocadas na infância e na adolescência e atualmente é servidor público em Brasília (Foto: Raquel Morais/G1)

O brasiliense Cristian Santos, que vendeu cocadas na infância e na adolescência e atualmente é servidor público em Brasília (Foto: Raquel Morais/G1)

O brasiliense Cristian Santos não tem dúvidas de que a paixão pela leitura o permitiu mudar de vida. Vendedor de cocadas na infância e na adolescência para ajudar os pais, ele chegou a ser impedido de assistir aulas em uma escola pública por não ter condições de comprar um uniforme novo. O jovem se refugiava das críticas dos colegas na biblioteca, onde encontrou livros que o ajudaram a ingressar na universidade e conquistar cinco graduações.

A primeira obra com que o atual bibliotecário da Câmara dos Deputados teve contato foi “A Arca de Noé”, quando tinha 6 anos, lida por uma das cinco irmãs. A fantasia o estimulava diante da realidade complicada. O pai era pedreiro e tinha dificuldades em sustentar a casa sozinho. A família passava por necessidades.

“O pão, normalmente sem manteiga, era o do dia anterior, vendido pela metade do preço. O gás, raridade lá em casa, era substituído pela lenha, que alimentava uma lata de tinta transformada em fogão de duas bocas”, lembra Santos.

Aos 7 anos, o garoto sentiu na pele os reflexos da pobreza. Único na turma a não ter o uniforme, precisou usar a camiseta de um colega para fazer a foto de final de ano da escola. “Tornei-me o Welinton. Pela primeira vez em tantas outras, a miséria [veio] negar minha identidade.”

Diante do quadro, a mãe do rapaz decidiu comprar cocos secos no mercado e preparar o doce para que ele pudesse vender pelas ruas de Brazlândia quando completou 9 anos. O lucro era usado na aquisição de um novo fruto, verduras em oferta e o passe escolar.

“Meus clientes eram a vizinhança que, em sua grande maioria, não ignorava o porquê de eu vender cocada. Penso que muitos compravam os doces por compaixão”, afirma.

O ex-vendedor de cocadas Cristian Santos, de Brasília, que fez cinco cursos de graduação (Foto: Raquel Morais/G1)

O ex-vendedor de cocadas Cristian Santos, de Brasília, que fez cinco cursos de graduação (Foto: Raquel Morais/G1)

Já na adolescência, outra atribuição do garoto passou a ser cuidar da casa. Ele acordava às 4h para ferver a água do café e passar pano no chão. Uma hora depois embarcava em um ônibus rumo à W3 Sul para ir para o colégio Elefante Branco – a 45 quilômetros de casa. Santos lembra de aproveitar os minutos antes do início da aula para “pausadamente” comer, longe dos olhares e risos dos colegas.

“Fui vítima de bullying escolar pelo tênis velho, por não ter mochila e pelo fato de o meu pai ser pedreiro. Era uma crueldade absurda. Recordo-me, dessa mesma época, ter sido motivo de chacota por parte de meus colegas de turma ao descobrirem que levava um pãozinho francês amanteigado, prensado entre meus livros. Era minha refeição a ser devorada no recreio, já que não tinha dinheiro para a lanchonete”, conta.

“No nível médio, fui impedido de frequentar as aulas pela direção da escola por usar um uniforme antigo. Uma semana intensa dedicada à venda das cocadas me permitiu adquirir a camiseta. Impossibilitado de comprar os livros didáticos, consumia todos os meus recreios copiando no caderno as tarefas a serem entregues na próxima aula. Era um sufoco! De todo modo, sempre era escolhido pelo conselho escolar como o melhor aluno da turma”, completa

Sem dinheiro para pagar a taxa de inscrição do vestibular, o jovem precisou esperar seis meses depois do fim do ensino médio para concorrer a uma vaga na Universidade de Brasília. Santos se preparou com a ajuda de apostilas velhas achadas em uma biblioteca. Ele também usou o período para batalhar bolsas de estudo em francês, inglês e espanhol.

“Era com o dinheiro dos doces que bancava as fotocópias dos textos, o almoço no restaurante universitário – R$ 0,50, por refeição, o menor valor, já que era classificado pelo serviço social da UnB como aluno carente – e as passagens de ônibus. Nem sempre as vendas eram boas. No primeiro semestre do curso de biblioteconomia, por exemplo, minhas aulas terminavam às 20h, e ia a pé, do Minhocão até a rodoviária, já que não tinha condições de pagar a tarifa do circular”, lembra.

O brasiliense Cristian Santos aos 3 anos; ex-vendedor de cocadas fez cinco graduações (Foto: Cristian Santos/Arquivo Pessoal)

O brasiliense Cristian Santos aos 3 anos;
ex-vendedor de cocadas fez cinco graduações
(Foto: Cristian Santos/Arquivo Pessoal)

Aos 19 anos, o garoto conseguiu estágio e passou a ganhar R$ 250 por mês. O dinheiro foi usado em um cursinho preparatório para o cargo de técnico judiciário. Aprovado, ele deixou de vender cocadas e passou a sustentar os pais e as cinco irmãs.

Outras formações e prêmios

Após concluir biblioteconomia, Santos foi aprovado em primeiro lugar no concurso do Superior Tribunal de Justiça para o cargo de bibliotecário. Na mesma época ele passou a apresentar, na condição de bolsista, trabalhos científicos na Argentina, Finlândia, Noruega e Estônia.

“Numa tarde chuvosa, fui a uma daquelas lojas de R$ 1,99 a pedido de minha mãe. Encontrei numa estante de canto ‘A morte de Ivan Ilitsch’. Voltei para casa sem o escorredor de macarrão, mas na companhia de Tolstoi. A novela me feriu, e minha paixão pela literatura alcançou um nível alarmante. Acabei me graduando em língua e literatura francesas e depois em tradução. Nesse período, estudei por três meses na Universidade Laval, Canadá, graças à hospedagem gratuita de uma família católica”, diz.

O homem fez ainda filosofia e teologia, além de mestrado em ciência da informação – a dissertação foi premiada em um concurso na Argentina. Ele chegou a ser admitido para o curso anual da Scuola Vaticana di Paleografia, mas não pôde fazer porque não foi liberado pela direção do STJ.

Depois, o ex-vendedor de cocadas fez doutorado em literatura e práticas sociais. Os estudos o levaram a se aprofundar na obra de Michel Foucault e o estimularam a se preocupar em ser mais humanista e culto.

“Defendo que todo bibliotecário é, fundamentalmente, um intelectual, ou seja, como disse Foucault, um sujeito que tem por papel ‘mudar algo no espírito das pessoas’. Um bibliotecário letárgico é, portanto, um engodo, um desserviço à sociedade”, afirma Santos.

A tese dele virou livro e aborda a representação de padres e beatas na literatura. “Na obra, discuto as razões pelas quais a literatura do país representa os personagens religiosos de forma caricata, sempre associados ao atraso moral e econômico. ‘Devotos e Devassos’ acaba de ser indicado para o Prêmio Jabuti em duas categorias: melhor crítica literária e melhor capa.”

Exemplo em casa

Para o servidor público, o sucesso tem a ver com o que via no dia a dia. Mesmo diante das dificuldades e com pouco conhecimento acadêmico, Santos conta que o pai tinha “formação política invejável”.

“Lembro-me dele, durante o jantar, discutindo a respeito da inflação galopante e da necessidade de gente do povo se candidatar a cargos públicos eletivos”, conta.

Uma das experiências que o marcou é de quando, acompanhando o pai no trabalho, foi repreendido por querer brincar com os pregos tortos e enferrujados. O garoto ouviu que não podia transformar em vaquinhas e cavalos algo que não lhe pertencia.

A mãe, segundo o servidor público, tinha personalidade parecida. Ela oferecia água fresca aos garis que varriam a rua e abrigava camponeses que chegavam à região.

“A pobreza não impediu que ambos fossem sensíveis ao sofrimento daqueles que eram ainda mais carentes de pão e de afeto. Meu pai não raramente aparecia em casa com moradores de rua, alimentando-os e vestindo-os. Uma vez, rumo à igreja, voltou com um senhor completamente bêbado; lavou-o e alimentou-o e o acolheu por duas semanas, até conseguir uma passagem de ônibus que o levasse de volta à Bahia”, diz.

O brasiliense Cristian Santos, que vendeu cocadas por dez anos e conseguiu fazer cinco graduações, lendo trecho do livro 'O mulato' (Foto: Raquel Morais/G1)

O brasiliense Cristian Santos, que vendeu cocadas por dez anos e conseguiu fazer cinco graduações, lendo trecho do livro ‘O mulato’ (Foto: Raquel Morais/G1)

Santos afirma que os exemplos foram essenciais para que ele ter forças para transformar a vida que levava. “Não poderia alcançar mobilidade por mim mesmo. Somente virei a mesa porque fui estimulado.”

Fonte: G1 | Raquel Morais

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