Carnavalzinho agita Belo Horizonte

Carnavalzinho Belo Horizonte

A Fundação Municipal de Cultura, em parceria com a Belotur, promove no próximo domingo de carnaval, dia 7 de fevereiro, a 3ª edição do Carnavalzinho. O projeto é voltado às famílias e crianças e promove o patrimônio imaterial ao resgatar os carnavais infantis, com marchinhas, fantasias, maquiagens e adereços. A folia infantil é gratuita e acontece a partir das 9h30, no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no centro de BH.

A Banda Osquindô é quem vai animar a folia da meninada de BH com o show “Bailinho do Braguinha”. O espetáculo foi preparado especialmente para celebrar o carnaval junto com as crianças, reunindo clássicos carnavalescos. Músicas do compositor João de Barro e de seus parceiros ilustres Noel Rosa, Pixinguinha e Almirante, como “Pirata da perna de pau”, “Tem Gato na Tuba”, “Lobo Mau” “Chiquita Bacana” e outras trazidas diretamente das culturas da Infância, como “Trem Maluco”, “Canoa” e “Loja do Mestre André” dão o tom da festa para cantar, dançar e brincar.

Dia 7 de fevereiro, domingo, às 9h30
Parque Municipal Américo Renné Giannetti
Avenida Afonso Pena, 1377 – Centro
Belo Horizonte – MG
Telefone: (31)3277-1951

Fonte: BH Faz Cultura

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Ith International Conference on Convergence in Information Science, Tecnology and Education – CONCITEC

CONCITEC

Com a evolução das tecnologias, as áreas da Ciência da Informação, Educação e Sistemas de Informação têm perpassado por grandes transformações. O desenvolvimento de plataformas permite o intercambio de informações e, em paralelo, a ampliação de recursos que proporcionam acesso a conteúdos digitais.

Os atuais questionamentos de estudantes, pesquisadores e profissionais, dos campos que envolvem essas áreas, vislumbram avanços relacionados às inovações no ambiente de trabalho e às competências necessárias para interagir em novos ambientes. É preciso alcançar e interagir com um quantitativo cada vez mais amplo de potenciais leitores, educandos e multiplicadores para comungar com o atual paradigma de disseminação, convergência e apropriação de conteúdos informacionais. O contexto social contemporâneo se configura a partir das tecnologias de informação e comunicação (TIC), sendo sua apropriação pelos sujeitos envolvidos nas atividades de cunho acadêmico e profissional.

E é com base neste movimento que objetivamos desenvolver a I International Conference on Convergence in Information Science, Tecnology and Education (CONCITEC), que acontecerá na Universidade Federal de Sergipe (UFS) no período de 11 a 15 de março de 2016.

Trata-se de um evento anual e itinerante, com discussões latentes e relevantes, visando debates com pesquisadores e especialistas sobre as temáticas que envolvem os temas convergentes entre Ciência da Informação, Educação, Sistemas de Informação e Gestão, reunindo acadêmicos e profissionais envolvidos com gestão, tecnologia e inclusão social.

As comunicações apresentadas serão disponibilizadas na plataforma do Ith CONCITEC. O conteúdo das palestras e dos trabalhos trabalhos de maior destaque serão publicados na Revista Convergência em Ciências da Informação (ConCI). Espera-se a presença de especialistas, professores e pesquisadores nacionais e do exterior.

O Ith CONCITEC também contará com eventos simultâneos que acontecerão no campus de São Cristovão (SE) e em Lauro de Freitas (BA). Estas subações envolvem um Workshop de Prezzi na Educação, Minicurso Introdução a Lógica de Programação, Minicurso Uso dos APPs na Educação. Além do certificado de participação no evento, os interessados receberão certificação pela participação nestes eventos simultâneos.

Para ver a Programação, clique aqui.

Datas Importantes:

Ith CONCITEC: 11 de março a 15 de março de 2016
Submissão de Artigos: 27 de novembro de 2015 a 27 de fevereiro de 2016
Inscrição em minicursos: até 11 de março, 2016
Notificação aos autores: 1 de março de 2016
Inscrições para autores: 27 de novembro de 2015 até 07 de março de 2016.

Inscrições:

Para se inscrever no 1th CONCITEC, clique aqui.

O pagamento da inscrição é feito exclusivamente na SABERES Camacari-BA (apenas para inscritos no Brasil) ou boleto emitido pela SABERES Camacari-BA.

Entre em contato conosco: conferenceconcitec@gmail.com.

Para saber mais, acesse: http://grupolti.wikidot.com/concitec

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Participe do Prêmio Literário para Contos e Livros de Contos

Prêmio LiteraCidade 2016

As inscrições para o Prêmio Literário para Contos e Livros de Contos devem ser feitas até o dia 20 de fevereiro, por email.

Podem participar autores que escrevem em língua portuguesa, residentes em quaisquer país de língua portuguesa ou não, devendo enviar contos sob pseudônimo.

>> Saiba mais aqui

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III Encontro Regional de Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, Ciência e Gestão da Informação- EREBD Rio

De 21 a 24 de abril, acontecerá na UNIRIO, o III Encontro Regional de Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, Ciência e Gestão da Informação – EREBD Sul

III Encontro Regional de Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, Ciência e Gestão da Informação

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Período de inscrição de projetos no âmbito da Lei Rouanet foi reaberto

Lei Rouanet

O período para inscrição de projetos no âmbito da Lei Rouanet, lei federal que disciplina um dos mais importantes mecanismos de fomento da produção cultural brasileira, o mecenato, foi reaberto dia 01/02/2016.

Através deste mecanismo, pessoas físicas e jurídicas interessadas em financiar projetos culturais podem descontar do seu imposto de renda, a totalidade ou parte do recurso investido. O processo de inscrição de projetos que pretendem, após aprovados, receber recursos através deste mecanismo é realizado online, no site do Ministério da Cultura.

Este importante #mecanismo #fiscal mostra-se um atrativo para muitos #patrocinadores ao redor do país e tem viabilizado produções nos mais variados segmentos culturais.

Só no ano de 2015 foram aprovados 5.431 projetos, totalizando um orçamento global de R$ 6.649.946.601,18, dos quais R$ 1.196.133.939,30 foram efetivamente captados e empregados para fomentar e movimentar o mercado cultural brasileiro*.

O ano já começou e com ele novas oportunidades de integrar estatísticas ainda mais promissoras para 2016!

*Dados disponibilizados pelo Ministério da Cultura no Salicnet através deste link.

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Contribua com a revisão do Plano Nacional de Cultura

Plano Nacional de Cultura

Aqueles que desejam opinar sobre a revisão do Plano Nacional de Cultura (PNC) têm pouco menos de duas semanas para fazê-lo. O prazo da consulta pública aberta pelo Ministério da Cultura (MinC) sobre o ajuste das 53 metas do plano vence no próximo dia 15 de fevereiro.

A plataforma da consulta na internet já recebeu 3,5 mil visitas, 114 contribuições por meio de comentários e 816 interações concordando com ou discordando das propostas apresentadas pelo Ministério. Presencialmente, este assunto já foi pauta em 27 encontros do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) em todo o país e reuniões dos 17 colegiados setoriais que compõem o CNPC. “A consulta segue uma diretriz fundamental em todas as ações do MinC: abrir-se à participação social”, enfatiza o coordenador geral do PNC, João Pontes.

O PNC foi aprovado em 2010, teve suas metas elaboradas em 2011 e tem validade até 2020. O próprio plano prevê a possibilidade de ser revisado após quatro anos em vigor.

Quanto às propostas de alteração das metas do PNC, Pontes destaca que cerca de 70% delas são técnicas, propondo mudanças de indicadores e definições de conceitos e de unidades responsáveis por determinado objetivo, de modo a tornar o plano e, consequentemente, o seu monitoramento mais precisos. As demais propostas de alteração levam em consideração o histórico de execução do PNC em seus primeiros cinco anos e revisam algumas metas quantitativamente para mais ou para menos. “Buscamos um equilíbrio, ampliando metas que a realidade comprovou serem de alcance mais fácil e reduzindo aquelas que se demonstraram superdimensionadas”, explica Pontes.

Exemplos de mudanças propostas

A proposta do MinC eleva o desafio de ampliar a presença de equipamentos culturais em todo o país. O texto original da meta 31, por exemplo, diz que o objetivo é chegar a 2020 com 35% dos municípios com até 10 mil habitantes tendo ao menos um tipo de equipamento cultural e 60% dos municípios entre 100 mil e 500 mil habitantes com pelo menos quatro tipos. O novo texto eleva estes percentuais para 45% e 75%, respectivamente. Conheça a íntegra dessa proposta aqui.

A revisão do PNC também propõe passar de 70% para 80% o percentual de aumento nas atividades de difusão cultural em intercâmbio nacional e internacional, previstos pela meta 25,

Por outro lado, na meta 26, a proposta é reduzir de 12 para 3 milhões o número de trabalhadores beneficiados pelo Programa de Cultura do Trabalhador (Vale-Cultura) até 2020. A redução explica-se, entre outros fatores, pelo fato da implementação do programa estar prevista inicialmente para 2010, ano em que a economia do país estava bastante aquecida, mas ele só foi iniciado em setembro de 2013.

Por motivo semelhante, propõe-se na meta 33 a redução do objetivo de se alcançar mil espaços culturais integrados a esporte e lazer em funcionamento para 650, com um adendo: além dos espaços implantados pelo programa Centro de Artes e Esportes Unificados (CEUS), do Governo Federal, passariam a contar nessa meta espaços culturais provenientes de emendas parlamentares ou deliberações do Fundo Nacional de Cultura (FNC) e das equipamentos implantados pelo PAC Cidades Históricas.

O PNC e a consulta

O PNC, previsto no artigo 215 da Constituição Federal, é uma síntese de princípios, objetivos, diretrizes, estratégias e metas e se constitui no principal marco legal para o desenvolvimento das políticas culturais brasileiras. Ele é composto de 53 metas, elaboradas a partir do diálogo entre governo, gestores e sociedade civil, que envolvem temas como crescimento do espaço da produção audiovisual brasileira, ampliação dos Pontos de Cultura, capacitação dos gestores, aumento da participação popular e da economia da cultura.

Aprovado pela Lei 12.343/2010 e com validade até 2020, o plano teve suas metas elaboradas durante o ano de 2011 e publicadas pela Portaria nº 123/2011. A revisão do PNC, previsto para quatro anos após sua criação, foi iniciada em 2014. Após 11 reuniões um grupo de trabalho definiu a proposta do MinC, levada à consulta pública desde 1º de setembro de 2015. Junto com a consulta foi lançado um relatório de monitoramento do PNC até 2014.

Os governos estaduais, distrital e municipais e a sociedade também foram instados a realizar atividades públicas para avaliação da proposta de revisão.

Após a conclusão da consulta pública no próximo dia 15, o MinC irá avaliar as contribuições recebidas e preparar um documento a ser apresentado ao Comitê Executivo do PNC que, de acordo com a Lei 12.343/, tem a atribuição de deliberar sobre a revisão final do plano e deve ser composto por membros indicados pelo Congresso Nacional e pelo MinC, tendo a participação de representantes do CNPC, dos entes que aderirem ao PNC e do setor cultural.

>> Saiba mais aqui

Fonte: Ministério da Cultura | Vinicius Mansur

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Contos de fadas têm origem pré-histórica, diz pesquisa

Contos de fadas como A Bela e a Fera podem ter milhares de anos, segundo pesquisadores de universidades em Durham, na Inglaterra, e em Lisboa, em Portugal.

Pesquisadores afirmam que irmãos Grimm estavam certos ao apontar que histórias que popularizaram são mais antigas do que registros literários mais antigos (Foto: Reprodução)

Pesquisadores afirmam que irmãos Grimm estavam certos ao apontar que histórias que popularizaram são mais antigas do que registros literários mais antigos (Foto: Reprodução)

Empregando técnicas mais comuns a biólogos, os acadêmicos investigaram as ligações entre diferentes histórias pelo mundo e descobriram que algumas possuem raízes pré-históricas.

Alguns contos, segundo a investigação, são mais velhos do que os registros literários mais antigos – um deles remonta à Idade do Bronze (iniciada por volta do ano 3000 a.C.).

Em geral, acreditava-se que essas histórias datassem dos séculos 16 e 17.

Contos compartilhados

No século 19, os irmãos Grimm – Jacob (1785-1863) e Wilhelm (1786-1859) – acreditavam que muitos dos contos de fadas que eles ajudaram a popularizar tivessem raízes em uma história cultural compartilhada que remonta ao nascimento das línguas indo-europeias.

Pensadores depois mudaram essa concepção, ao dizer que algumas histórias eram bem mais recentes, tendo sido transmitidas pela tradição oral após serem criadas nos séculos 16 e 17.

O antropólogo Jamie Tehrani, da Universidade de Durham, que trabalhou com a pesquisadora de folclore Sara Graça da Silva, da universidade Nova de Lisboa, disse ter reunido evidências que mostram que os irmãos Grimm estavam certos.

“Algumas dessas histórias são muitos mais antigas do que os primeiros registros literários, e até mais do que a mitologia clássica – algumas versões dessas histórias aparecem em textos gregos e latinos, mas nossas descobertas sugerem que são bem mais antigas do que isso.”

Histórias milenares

O estudo, publicado na revista científica Royal Society Open Science, utilizou análise filogenética, desenvolvida pela biologia para investigar relações entre espécies.

Também analisou uma árvore de línguas indo-europeias para rastrear a origem de contos compartilhados por diferentes culturas, para verificar até onde poderiam ser identificados no passado.

Segundo Tehrani, o conto João e o Pé de Feijão (Jack and the Beanstalk, em inglês) foi classificado em um grupo de histórias nomeado como “O menino que roubou o tesouro do ogro”, e teve a origem identificada no período da divisão leste-oeste das línguas da família indo-europeia, há mais de 5 mil anos.

A análise também mostrou que A Bela e a Fera e O Anão Saltador têm cerca de 4 mil anos de idade.

E a origem de uma história de folclore chamada O Ferreiro e o Diabo (The Smith And The Devil, em inglês), sobre um ferreiro que vende a alma em um pacto para ganhar superpoderes, foi estimada em 6 mil anos, na Idade do Bronze.

“É notável que essas histórias tenham sobrevivido sem ter sido escritas. Elas têm sido contadas antes de o inglês, francês ou italiano existirem, e provavelmente eram narradas em uma língua indo-europeia extinta”, disse Tehrani.

Fonte: BBC Brasil

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Vale-Cultura: meta é atender 3 milhões até 2020

Vale-CulturaApós dois anos e meio de atividade, o Programa de Cultura do Trabalhador inicia 2016 com alcance considerável e destaque nas políticas de fomento à cultura no Brasil. Mais de 465 mil cidadãos já foram beneficiados por mais de 1,2 mil empresas brasileiras que já favoreceram seus empregados com o Vale-Cultura. Isto representa 23% do previsto pelo Plano Plurianual (PPA) do Governo Federal 2016-2019, que é de atingir 2 milhões de trabalhadores até o final de 2019. Ministério da Cultura (MinC) propõe que meta do Plano Nacional de Cultura (PNC), cuja revisão está aberta a consulta pública, seja reprogramada para 3 milhões de beneficiados até 2020.

“O Vale-Cultura nos é um programa muito estimado. Ele muda um paradigma das políticas culturais tradicionais ao transferir o olhar do incentivo à produção para o incentivo ao consumo. Esta é uma inovação positiva para toda a sociedade e potencializa a economia da cultura de forma estruturante”, resume Carlos Paiva, secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (Sefic/MinC).

O potencial do Vale-Cultura é evidente: mais de 40 milhões de trabalhadores do Brasil ganham até cinco salários mínimos. Ao se alcançar 7,5% deles, meta proposta pelo MinC para o PNC, o programa fará circular R$ 1,8 bilhão por ano nas cadeias produtivas da cultura, orçamento superior aos recursos anuais dedicados ao incentivo fiscal da Lei Rouanet atualmente.

“O Vale-Cultura está em sua primeira infância. É um programa que está sendo consolidado e que se articula em parceria com o mercado. O seu crescimento se dá como fruto de um movimento conjunto de políticas públicas, fatores econômicos e reconhecimento do empresariado sobre as vantagens de se promover o acesso à cultura aos seus colaboradores”, considera Paiva, que ainda pondera sobre o fato de que o Vale-Cultura nunca deixou de crescer e que o já consagrado Programa de Alimentação do Trabalhador, criado há 40 anos pela Lei nº 6.321 de 14 de abril de 1976, beneficiou 19,5 milhões de brasileiros em 2015.

“Desde sua implementação, o Vale-Cultura avança sistematicamente em números, todos os meses. Estamos crescendo conforme o esperado, no ritmo devido. Temos a referência do benefício alimentação e esperamos que seu sucesso inclusive colabore para que sejamos mais rápidos que eles, só que temos de estabelecer metas reais: não é possível atingir o ápice sem transcorrer uma trajetória e sem reconhecer que algumas variáveis não estão sob nosso controle. Por isso, diante da experiência do programa ativo, com base em dados resultantes da execução e não mais fruto de projeções, propomos que o Plano Nacional de Cultura determine a meta de 3 milhões de beneficiados até 2020”, explica o secretário Carlos Paiva.

O Vale-Cultura é uma prioridade não apenas do Ministério da Cultura: a adoção de medidas para a aceleração da sua implantação está inscrita no Programa de Governo da Presidência da República neste quadriênio. O MinC está trabalhando neste sentido e colocou no ar, no final de 2015, uma nova campanha publicitária (cujos conteúdos podem ser encontrados emwww.cultura.gov.br/valecultura), baseada em histórias reais que revelam o impacto do Vale-Cultura na vida de cidadãos brasileiros, e lançou a “Rodada do Vale-Cultura”, que iniciou circulação pelo país para ampliar a adesão de empregadores, estabelecimentos recebedores e cidadãos. Com três edições da “Rodada” em 2015, a previsão é de realizar mais 13 edições em 2016, em diferentes localidades.

O Vale-Cultura

O Vale-Cultura é um benefício concedido pelo empregador para os seus trabalhadores com vínculo empregatício formal. Ele se volta prioritariamente para aqueles que recebem até cinco salários mínimos, num cartão magnético pré-pago com crédito de R$ 50 mensais. O valor, que é cumulativo, pode ser consumido exclusivamente em produtos e serviços culturais, em todo o território nacional, inclusive pela internet, incluindo assim a cultura na cesta básica do brasileiro. É possível comprar ingressos de teatro, cinema, museus, espetáculos, shows, circos, além de CDs, DVDs, livros, revistas e jornais, ou ainda pagar mensalidades de cursos artístico-culturais, por exemplo, numa rede de quase 40 mil recebedoras ativas em todos os estados do país.

Criado pela Lei nº 12.761 de 27 de dezembro de 2012, regulamentado pelo Decreto 8.084 de 26 de agosto de 2013, quando de fato passa a ser executado, o Vale-Cultura é o primeiro programa do MinC que vislumbra os cidadãos de forma direta. Assim, pretende-se atuar diante de uma realidade de alta exclusão de consumo cultural no país: uma população em que 93% nunca foram a uma exposição de arte, 92% nunca visitaram um museu, 87% nunca foram ao cinema, 78% nunca viram um espetáculo de dança. De forma indireta, o Vale-Cultura, ao incentivar a participação das pessoas na vida cultural, estimula o crescimento e a autonomia da economia da cultura no país.

Fonte: Ministério da Cultura | Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura | Paula Berbert

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Futuro da internet pode estar no fundo do mar

Projeto da Microsoft prevê construção de datacenters submarinos

Entenda como funciona o novo projeto (Foto: Microsoft/Divulgação)

Entenda como funciona o novo projeto (Foto: Microsoft/Divulgação)

A Microsoft se prepara para dar prosseguimento ao Natick, um projeto de pesquisa que objetiva encontrar maneiras mais rápidas e sustentáveis de criar datacenters. No segundo semestre de 2015, um datacenter dentro de um contêiner de 17,2 toneladas foi deixado no fundo do mar por três meses, para que a empresa estudasse o funcionamento da técnica.

Datacenters são ambientes projetados para armazenar servidores e fornecedores de dados, responsáveis por serviços de streaming, como Spotify, Netflix e Youtube, e de disputas online de games, por exemplo. O conceito parece distante, mas o vice-presidente da Microsoft Research, Peter Lee, diz que se engana quem pensa assim: “Quando você pega o smartphone do bolso e desliza o dedo na tela, acha que tudo o que está acontecendo é culpa daquele computadorzinho milagroso, mas, na verdade, mais de cem máquinas são necessárias para realizar algumas tarefas básicas”.

A preocupação em encontrar novas vias para o armazenamento de dados é urgente porque, quanto mais gente usando a internet, mais servidores e espaço na nuvem são necessários. Os gastos com um datacenter são grandes, não só pela instalação, funcionamento e manutenção do maquinário, mas porque os eletrônicos superaquecem e precisam de resfriamento contínuo. Daí a ideia de usar um recurso natural, a água, para economizar energia.

Ainda de acordo com a Microsoft, um datacenter submarino pode ser construído em apenas noventa dias, enquanto algumas instalações em terra firme podem levar até anos para ficarem pronta. Logo, se a ideia for um sucesso, mais datacenters poderão ser construídos e mais velocidade o usuário terá quando acessar a internet.

Apesar da animação, a Microsoft é cautelosa e estima mais um ano de testes com os datacenters no fundo do mar. Neste ano, mais dois devem ser submersos.

Fonte: Galileu | Com supervisão de Cláudia Fusco

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Livraria fecha as portas na Savassi

Depois de mais de 40 anos com a venda de livros e revistas, empreendimento mantém ativo apenas o restaurante

(Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A.Press)

(Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A.Press)

Nas últimas quatro décadas (um pouco mais, na verdade), o comerciante Rubens Batista viu de camarote abrir e fechar centenas de lojas em um bairro símbolo de Belo Horizonte: a Savassi. Dono de uma importante marca que se entremeou com a história cultural da cidade, ele viu o vaivém de empresários ávidos por compor a região, mas que meses depois encerravam as atividades.

Nascida em uma banca de revistas na Avenida Cristóvão Colombo, a livraria Status se fixou ali em frente até o ano passado, quando migrou para outros dois pontos nas redondezas. Depois de sobreviver a altos e baixos, o ponto na Avenida Getúlio Vargas também fechou, restando somente a unidade em que funciona o bar e restaurante. Em troca, Rubens recomprou a antiga banca, origem do empreendimento, para manter a tradição familiar de vender jornais e revistas nacionais e importadas.

A história da Status inicia-se em 1971 – “ou será 1972?”, não se recorda bem Rubens. Da banca, em 1974, migrou para o ponto em frente, onde à época funcionava o bar Luigino. No corredor, os belo-horizontinos deliciavam-se com as notícias em uma fase anterior à internet. À época, no imóvel do McDonald’s, ainda funcionava um estacionamento e, na loja da Melissa, um posto de gasolina. A fama na Savassi fez o empresário abrir unidades no Gutierrez e no Mangabeiras.

O bom desempenho permitiu a ele ousar. Mais de três décadas depois, ampliou a unidade, sendo talvez o único a possuir uma loja com duas entradas em ruas diferentes. A abertura da Rua Pernambuco serviria para também expandir o foco. Além de livros e revistas, o espaço transformou-se em café e palco para alguns dos principais artistas do estado. Pelo palco, passaram Toninho Horta, Beto Guedes, Roberto Menescal, Miele, Flávio Venturini e, diz o empresário, praticamente “todos os músicos mineiros, exceto os de pagode e sertanejo”. “Todo dia tinha música de duas (14h) até meia-noite”, recorda Rubens. Além de músicos, o espaço cultural apresentou artistas plásticos, poetas e outros.

Com o fechamento do quarteirão da Rua Pernambuco, depois da obra de revitalização da Savassi, mesas e calçadas ganharam o lado de fora. Junto ao novo formato da Praça Diogo de Vasconcelos, os aluguéis dispararam e, com isso, dezenas de outras lojas fecharam as portas. Entre as livrarias, a primeira a fechar foi a Travessa, que, assim como a Status, funcionava como café e espaço cultural. No ano passado, a Mineiriana também fechou. O espaço permanece sem ocupação. A justificativa de todas é o aluguel. “Não dava conta de manter mais um aluguel de R$ 40 mil. Ofereci R$ 25 mil, mas não teve acordo”, diz Rubens sobre a loja entre a Cristóvão Colombo e a Pernambuco, que, hoje, de um lado é uma suqueria e do outro será um restaurante.

A decisão foi dividir a loja em duas. O bar e restaurante migrou para uma loja ainda na Rua Pernambuco, garantindo a permanência de shows e apresentações culturais. A livraria e papelaria foi para a Avenida Getúlio Vargas, onde dividia espaço com uma unidade da Gujoreba, também de propriedade de Rubens. O espaço ficou sob administração dos funcionários, mas fechou as portas na primeira semana do ano. Por ser imóvel próprio, o vilão não foi o aluguel, mas o empresário não sabe ainda o destino do espaço. “Vi abrir e fechar muita gente. Muita história rolou ali”, diz o empresário. Entre os remanescentes da região, Boca de Pito (hoje no 5ª Avenida) e a Livraria Ouvidor. O Bar do João, na Rua Tomé de Souza, também está entre os mais velhos, recorda ele, mas ressalta que o proprietário exagera na idade.

Mudança

Depois de um período de boom imobiliário, que resultou na “expulsão” de comerciantes da Savassi, os preços mudaram o rumo. Segundo a diretora da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-Secovi-MG), Daniela Magalhães, os preços estão em queda. A retração é percebida na Savassi e em praticamente toda a cidade. Com isso, diz ela, é aberta a possibilidade de novos inquilinos negociarem valores. No caso de contratos em vigência, a avaliação é que depende do histórico do aluguel. “Em caso de bom pagador, pode valer negociar”, afirma Daniela, mas pondera que, em situação oposta, possivelmente o inquilino não aceitaria renegociar os valores para cima.

A presidente da Associação dos Lojistas da Savassi, Maria Auxiliadora Teixeira de Souza, considera que nem o recuo nos valores dos aluguéis é suficiente para aliviar a situação do comércio da região. Ela diz que, com a retração nas vendas, o faturamento não tem sido suficiente. “O comércio está muito ruim. Mesmo negociando [o aluguel], não consegue vender. Não dá nem para pagar aluguel e tributos”, afirma. E acrescenta que o abre e fecha é normal em toda a cidade, mas, com a crise econômica, o movimento tem sido superior.

Fonte: Estado de Minas

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