CRB-6 envia ofício a todos os novos prefeitos de Minas e Espírito Santo

Documento trata da regulamentação da profissão de bibliotecário

O Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6) encaminhou um ofício para todos os prefeitos de todos os municípios mineiros e capixabas sobre a legislação das atividades de organização e execução dos serviços de catalogação, indexação, classificação e referência cujo exercício é restrito ao profissional da área de Biblioteconomia, conforme as Leis Federais nº 4.084/62, nº 9.674/98 e nº 12.244/10, pelo Decreto-Lei nº 56.725/65 e pela Resolução CFB nº 033/01.

Documento trata da regulamentação da profissão de bibliotecário

Documento trata da regulamentação da profissão de bibliotecário

Segundo a presidente do Conselho, Mariza Martins Coelho (CRB-6/1637), o documento reforça a importância das bibliotecas, e do bibliotecário, para a cidadania e desenvolvimento da sociedade. “O acesso à informação, nos novos tempos, significa o investimento adequado para diminuir as desigualdades sociais, favorecendo o incentivo à leitura, o ensino e a promoção da cultura”, completa.

O CRB-6 destaca que as bibliotecas públicas ou escolares devem ser administradas e dirigidas por bacharéis em Biblioteconomia, possuidores de diploma de nível superior registrado no MEC, inscrito no Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB) de sua região, e em dia com as anuidades estipuladas para a categoria. Confira aqui o ofício.

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Prefeitura manda tirar trechos de livros escolares com união entre gays

Decisão veio após reunião entre prefeito e vereadores de Ariquemes (RO). Escolas só poderão entregar livros após páginas serem revisadas.

Proibição de conteúdo foi tomada após reunião entre prefeito e vereadores (Foto: Jeferson Carlos/ G1)

Proibição de conteúdo foi tomada após reunião entre prefeito e vereadores (Foto: Jeferson Carlos/ G1)

A prefeitura de Ariquemes (RO), no Vale do Jamari, proibiu que as escolas entreguem livros sobre as questões de gênero aos alunos do ensino fundamental. Conforme o poder executivo, todas as páginas de livros didáticos que falem ou mostrem diversidade sexual, casamento homossexual ou uso de preservativos serão “suprimidas”.

A proibição foi feita nesta segunda-feira (23), após uma reunião entre o prefeito Thiago Flores e 12 vereadores. Ainda segundo o executivo, uma comissão ficará responsável para fiscalizar o procedimento.

No início do mês de janeiro, oito dos treze vereadores protocolaram um ofício para solicitar a suspensão e o recolhimento dos livros didáticos disponibilizados pelo Ministério da Educação (MEC) que serão distribuídos neste ano, a fim de evitar a discussão sobre ideologia de gênero nas escolas do município.

Em agosto de 2016, os livros com o conteúdo foram entregues às escolas, mas foram retirados dos alunos pelo município.

De acordo com um dos vereadores responsáveis pelo ofício, Amalec da Costa (PSDB), existe uma lei municipal em vigência a qual não permite a exposição de conteúdos com ideologia de gêneros aos alunos do ensino fundamental.

“Todos estes livros enviados pelo MEC vêm com conteúdo de formação de família por homossexuais, orientação sexual, uso de preservativo. Entretanto acreditamos que estes assuntos devem ser abordados pelos pais e não nas salas de aulas, principalmente, por lidar com crianças”, analisa.

Para o vereador, o estado não tem competência para interferir na autoridade dos pais sobre tais assuntos.

“Acredito que cerca de 90% da população do município seja defensora da família tradicional, sendo assim, o pai e a mãe que devem levar essa primeira informação aos seus filhos. Quem vai escolher sobre a sua opção sexual, que tenha discernimento com a idade apropriada e iremos respeitar a escolha, mas a criança não pode ser forçada a ter conhecimento sobre esses caminhos que poderão influenciar futuramente”, finaliza.

Segundo o prefeito Thiago Flores, os livros são entregues pelo MEC a cada três anos e, após as páginas com ideologia de gênero serem suprimidas, o material será distribuído aos alunos em março.

“Embora as aulas iniciem no dia 6 de fevereiro, há um período em que os professores chamam de diagnóstico, onde todas as aulas são ministradas sem o uso do livro didático. Uma comissão fiscalizará em cada instituição de ensino a supressão deste materiais, pois todos os livros já estão nas escolas”, comenta.

Opinião pública

Muitos moradores também são contra a discussão sobre ideologia de gênero nas escolas. O vigilante Geraldo dos Santos diz que não concorda pelo fato de ainda não ser necessário o ensinamento do assunto.

A agricultora Lucia da Costa também discorda sobre a discussão sobre ideologia de gênero. “Ensinar o tema às crianças é errado, pois eles ainda não tem capacidade para abordar o assunto”, comenta.

Legislação

Conforme Amalec da Costa, o Plano Municipal de Educação foi aprovado sem utilizar a ideologia de gênero e o MEC novamente, como em 2016, enviaram os livros com este conteúdo. “O Governo Federal contava que a introdução do assunto fosse aceita e já tinha expedido ao MEC para produzir os materiais e enviar às escolas, entretanto isso iria retirar a autonomia do município que aprovou a lei contra a utilização do material”, relata.

Com a suspensão e recolhimento dos livros didáticos aprovado, os oitos vereadores acreditam que o executivo resolverá o problema antes do início das aulas em fevereiro.

“No ano anterior, todos os livros que possuíam o conteúdo foram recolhidos e os professores trabalharam sem eles. Agora esperamos que os livros sejam substituídos ou que as páginas onde contenham as mídias de ideologia de gênero sejam suprimidas, com autorização legal”, explica.

O vice-prefeito Lucas Follador (DEM) comentou que a legislação será cumprida, mas de forma prudente.

“Iremos verificar onde se encontram estes livros para saber como será feita a substituição deles sem que haja danos nos materiais didáticos dos alunos. Por hora, devemos analisar a melhor forma de reparar o problema e não causar prejuízos ao município”, exclamou.

Fonte: G1 | Jeferson Carlos

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Encontro “Informação e imaginário: hermenêuticas e aproximações” acontece na UFMG

Informação e imaginário hermenêuticas e aproximações

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Defesa de dissertação na UFMG abordará a produção científica sobre bibliotecas públicas

Silvania Alves Ferreira

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ONG incentiva a leitura de crianças em Minas

Projeto transforma a vida de alunos da rede pública

O Instituto Gil Nogueira é uma ONG criada com o objetivo de proporcionar oportunidades educacionais e culturais para crianças e jovens. Em 2016 foram completados dez anos do seu projeto “Ler é Viver”, realizado em 21 escolas públicas de Minas Gerais e que tem como alvo tornar a leitura presente e prazerosa na vida de crianças entre 6 e 12 anos.

Participantes do projeto “Ler é Viver”, em Belo Horizonte (Foto: Divulgação/Instituto Gil Nogueira)

Participantes do projeto “Ler é Viver”, em Belo Horizonte (Foto: Divulgação/Instituto Gil Nogueira)

A cada semestre, a ONG empresta 50 exemplares de livros infantis para cada turma das escolas participantes e, ao final do ciclo, os alunos são premiados em três categorias – bronze (entre 8 e 24 livros), prata (entre 25 e 39 livros) e ouro (mais de 40 livros) –, de acordo com o volume de leitura alcançado.

Os alunos contam como o projeto os incentivou a cultivar a leitura, assim como seus familiares, que se inspiraram nas crianças ao notar como o hábito havia contribuído para torná-las mais ativas e inteligentes. Já são 50 mil alunos beneficiados pela iniciativa e mais de um milhão de livros lidos e interpretados pelos participantes.

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Biblioteca Pública preenche férias escolares com diversão e conhecimento

Contação de estórias, oficinas, exposição e o Livro Gigante ficam disponíveis para o entretenimento da criançada

Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa

Janeiro é o mês de descanso dos pequeninos. Isso não quer dizer que eles precisem ficar desocupados. Por isso, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa – integrante do Circuito Liberdade – preparou uma extensa programação no setor infanto-juvenil (BIJU) que combina diversão com incentivo à arte e leitura. E o melhor: todas as atividades são gratuitas.

Entre 07 de janeiro e 03 de fevereiro fica aberta ao público a exposição “Ler e Brincar”, que dá destaque a livros inspirados nas brincadeiras populares infantis. Outro tipo de obra que compõe a mostra é o chamado livro-brinquedo, que oferece, além de palavras, materiais diversos que proporcionam interação sensorial com peças dotadas de cores, texturas e movimentos diversos que estimulam habilidades dos pequenos.

As oficinas também são atividades que preenchem o calendário da criançada, e há opções para todos os gostos. Nos dias 17 e 26 os pimpolhos vão mergulhar num passado recente para descobrir as brincadeiras que fizeram história na infância dos seus pais. Jogos tradicionais de rua e cantigas de roda vão ser repassados a essa geração dos games e aplicativos de celular. A ação é realizada por Nai Rezende, Celly Andrade e Ana Paula Moreira.

No dia 18 de janeiro, Elza Damasceno ensina a técnica oriental do origami com a oficina “Dobrar e criar… É só começar”. O poder criativo das crianças irá agir sobre as dobraduras em papel e formar objetos como flores. Damasceno destaca o ensinamento do tsuru, pássaro símbolo da boa sorte e da longevidade.

O livro-imagem “O jornal” inspira as crianças a recontarem as histórias, com suas próprias palavras. Quem trabalha a habilidade das letras das crianças é Nai Rezende e Andresa Aredes, no dia 24 de janeiro.

A arte tão envolvente da contação de estórias também preenche a agenda dos pequeninos nestas férias escolares. No dia 21 de janeiro, Sandra Lane e Vilmar de Oliveira trazem ao público a atividade “Baú de Histórias”. Com acompanhamento de violão, a dupla apresenta contos da tradição oral com tons de humor, suspense e reflexão.

Para a coordenadora da BIJU, Vanessa Mendes, não são apenas as crianças os beneficiados pelas iniciativas. “Além de muitos livros para se descobrir e explorar no rico acervo da biblioteca, uma programação especial envolvendo contação de estórias, oficinas de arte e de brincadeiras e exposição será oferecida para tornar as férias da garotada ainda mais cultural e divertida. São atividades dirigidas especialmente às crianças, mas que acabam envolvendo toda a família. A biblioteca se torna espaço do encontro, da troca, e aquisição e construção do conhecimento”.

Livro Gigante e Amigo

Nos dias 17, 18, 21, 24 e 26, a BIJU recebe um personagem especial: O Livro Gigante. Com autoria de Sâmia Macedo Ferreira, o primeiro livro com dimensões humanas no mundo, também chamado “Amigo Livro”, fica exposto no setor para desfrute da criançada. O objetivo é de proporcionar aos meninos uma interação lúdica e divertida, fluindo para uma aproximação simbólica entre objeto e leitor, com foco na construção de uma identidade leitora que começa na infância.

Sâmia Macedo Ferreira é pedagoga, pós-graduada em Gestão Educacional (SENAC) e em Gestão Escolar (UFMG) e já apresentou resultados de pesquisa sobre Leitura no Brasil pelo Simpósio Mundial de Estudos da Língua Portuguesa (SIMELP) no Brasil e na Europa (Itália, Lecce). É autora de histórias infantis sobre a importância do livro e sobre a valorização da cultura negra.

PROGRAMAÇÃO

Exposição Ler e Brincar

Data: de 07 de janeiro a 03 de fevereiro

Horário: Segunda a sexta das 8h às 18h e aos sábados alternados das 8h às 12h

Oficina de Brincadeiras

Data: 17 e 26 de janeiro

Horário: 14h30

Oficina “Dobrar e criar… É só começar”

Data: 18 de janeiro – quarta-feira

Horário: 14h30

Hora do Conto e da Leitura “Baú de Histórias”

Data: 21 de janeiro – sábado

Horário: 10h

Oficina com livro-imagem “O Jornal”

Data: 24 de janeiro – terça-feira

Horário: 14h30

Amigo Livro (Livro Gigante)

Data: 17, 18, 21, 24 e 26 de janeiro

Horário: Nos dias 17, 18, e 26, às 14h30; dia 21, às 10h

SERVIÇO
Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa | Setor Infanto-juvenil (BIJU) –
Praça da Liberdade, 21 – Savassi
Belo Horizonte – Minas Gerais
Site: www.bibliotecapublica.mg.gov.br/ 

Fonte: Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa

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UFMG realiza mesa redonda: Desafios na implantação de sistemas informatizados para gestão de acervos culturais universitários

Desafios na implantação de sistemas informatizados

Desafios na implantação de sistemas informatizados

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Anuidade 2017

anuidade-crb-6-2017

Prezado Bibliotecário,
Prezada Bibliotecária,

A guia da Anuidade de 2017 já está disponível para impressão. Você pode imprimir o valor integral com desconto ou parcelado sem descontos, utilizando apenas seu número de registro profissional e CPF neste link. O boleto pode ser pago em qualquer agência bancária ou casa lotérica até a data de vencimento.

Informamos que, conforme Resolução CFB Nº 173/2016, publicada em 09 de setembro de 2015, a Anuidade de 2017 foi fixada no valor de R$ 425,96 (quatrocentos e vinte e cinco reais e noventa e seis centavos).

FORMAS DE PAGAMENTO

Pagamento integral com desconto

Até 31 de janeiro (Desconto de 15%): R$ 362,07

Até 28 de fevereiro (Desconto de 10%): R$ 383,36

Até 31 de março (Desconto de 5%): R$ 404,66

Pagamento parcelado sem desconto

Pagamento parcelado em até 3 vezes sem juros, primeira parcela no valor de R$ 141,99 (cento e quarenta e um reais e noventa e nove centavos), com vencimento da 1ª parcela em 31/01/2017 e a 3ª parcela em 31/03/2017.

Pagamento parcelado em até 5 (cinco) vezes, primeira parcela no valor de R$ 85,19 (oitenta e cinco reais e dezenove centavos), com vencimento da 1ª parcela em 31/01/2017 e a 5ª parcela em 31/05/2017.

Observação

As parcelas vencidas até 31/03/17 não sofrerão qualquer acréscimo de juros, multa ou correção monetária, sendo que as parcelas que vencerem após 31/03/17, sofrerão incidência de juros de mora de 1% (um por cento) ao mês e correção monetária pela variação mensal do INPC/IBGE.

Informamos, ainda, que, conforme Resolução CFB Nº 173/2016, o valor da anuidade, após 31 de março de 2017, será corrigido pela variação mensal do INPC/IBGE, bem como, sofrerá acréscimo de 2% (dois por cento), a título de multa moratória e juros de mora de 1% (um por cento) ao mês.

Atualize seus dados (como endereço, telefones, email…) em nossa plataforma de Serviços Online.

Cordialmente,

Mariza Martins Coelho
Presidente do CRB-6
CRB-6/1637

Álamo Chaves de Oliveira Pinheiro
Tesoureiro do CRB-6
CRB-6/2790

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Biblioteca da UFES recebe exposição sobre a mulher negra

Mostra tem como objetivo exaltar a figura da mulher negra

Criado em 2012, durante o I Congresso Nacional Africanidades e Brasilidades, promovido pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o Núcleo de Estudos e Pesquisas Africanidades e Brasilidades realiza atualmente a exposição “A Beleza da Mulher Negra”, que pode ser vista na Biblioteca Central do campus de Goiabeiras.

A mostra, que apresenta quadros produzidos por alunos do 9º ano do ensino fundamental e do 1º ano do ensino médio do Centro Educacional de Aracruz (CEA), tem como objetivo exaltar a figura da mulher negra, pouco representada nas artes e nas mídias atuais.

Exposição “A Beleza da Mulher Negra” (Foto: Divulgação/UFES)

Exposição “A Beleza da Mulher Negra” (Foto: Divulgação/UFES)

Gratuita, a exposição integra a programação do III Congresso Nacional Africanidades e Brasilidades e estará aberta a visitação até o dia 17 de março, durante o horário de funcionamento da Biblioteca Central.

Para mais informações acesse http://www.biblioteca.ufes.br/conteudo/abertura-da-exposi%C3%A7%C3%A3o-beleza-da-mulher-negra.

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Prefeito de Belo Horizonte barra criação de espaço cultural na Savassi e rejeita projetos de acessibilidade

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), impediu que 13 projetos aprovados pelos vereadores se tornassem leis. Entre os textos barrados, estão a regulamentação de atividades culturais na Savassi e políticas de acessibilidade. As decisões, baseadas em aspectos de “inconstitucionalidade”, foram publicadas no Diário Oficial do Município nesta quinta-feira (19).

Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS) veta 13 projetos aprovados pelo Legislativo municipal (Foto: Reprodução/Amira Hissa)

Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS) veta 13 projetos aprovados pelo Legislativo municipal (Foto: Reprodução/Amira Hissa)

Um dos vetos foi contra a criação do “Espaço Cultural Praça da Savassi”, que regulamenta atividades culturais e artísticas na Praça Diogo de Vasconcelos e no entorno. O prefeito de BH considerou que a medida extrapola as competências dos vereadores e “viola frontalmente o princípio da separação e harmonia entre os poderes”.

“Essa proposta acaba por determinar comandos concretos, atos típicos de gestão que dependem do planejamento, da organização, direção e execução de atividades de competência do Poder Executivo e não do Poder Legislativo”, diz o texto.

Outro texto aprovado pela Câmara dos Vereadores facilitava a burocracia para comerciantes poderem se regularizar e trabalhar em feiras de flores nos espaços públicos de BH. A proposta era que os vendedores fizesse um simples cadastramento em uma das secretarias regionais do município.

“O licenciamento para exercício de atividade em logradouro público terá sempre caráter precário e será feito por meio de licitação. Dito isso, contata-se flagrante afronta da proposição de lei a essa previsão”, aponta parte da justificativa do veto.

A regulamentação das “food bikes” – serviço gastrônomico oferecido sobre duas rodas – também foi barrada. Kalil, no entanto, não foi contra a medida, mas pediu que a proposta fosse aprimorada, já que, segundo o prefeito, não define satisfatoriamente o meio pelo qual os produtos serão comercializados.

“Essa proposta suscita ausência de equidade em relação aos demais veículos de tração humana, já que da forma proposta os munícipes que almejem comercializar alimentos por meio de veículos de tração humana considerarão que a utilização de bicicletas e/ou triciclos será mais vantajosa que a utilização de outros tipos de veículos”, diz um trecho do texto.

Acessibilidade

O uso de diferentes mídias, inclusive valendo-se da emissão de panfletos e informativos em braile com o objetivo de reduzir barreiras na comunicação entre pessoas com deficiência, é tema de projeto de lei vetado pelo prefeito Alexandre Kalil.

Segundo alega o gestor, a medida imputaria gastos e planejamentos por parte do Executivo, invadindo competências exclusivas do município. “A matéria apresentada constitui verdadeiro ato legislativo de gestão pública, pois interfere na atuação do administrador, determinando novas ações concretas, além de alocar recursos e criar despesas”, diz um trecho do veto.

Conforme previsto no texto vetado, a medida altera a Política Municipal da Pessoa com Deficiência criando obrigações à Prefeitura de Belo Horizonte para tornar acessíveis os sistemas de comunicação, sobretudo quando diz respeito a campanhas de interesse público.

Outra proposta vetada nesse mesmo sentido obriga o município a disponibilizar cadeiras ergométricas destinadas a pessoas com deficiência nas estações do Move. Na mesma linha de justificativa do veto anterior, Kalil alega que a medida criaria custos ao município sem previsão orçamentária, além de que planejamentos relativos ao sistema de transporte da capital seria de competência exclusiva da BHTrans.

“Ações que dizem respeito à regulação dos serviços de transporte público no município, sua forma de prestação e definição de sua estrutura, submetem-se a critérios de conveniência e oportunidade que devem ser definidos pelo Poder Executivo”, aponta a justificativa.

Vetos

Propostas que obrigam o município a informar sobre a localização dos radares instalados em vias públicas, a prestar contas trimestralmente sobre as campanhas de publicidade da administração municipal e que altera o sistema de funcionamento do metrô em Belo Horizonte também foram vetadas. Em sua maioria, os vetos foram justificados por já haver normas que dispõem sobre o mesmo assunto.

Após publicação dos 13 vetos no Diário Oficial do Município, os despachos serão encaminhados à Câmara Municipal de Belo Horizonte. No Legislativo, serão pautados em comissões especiais e então apreciados em plenário. Os vereadores poderão manter os vetos ou então rejeitá-los, por 3/5 dos votos.

Caso não sejam apreciados dentro de 30 dias após recebidos pela Câmara dos Vereadores, os vetos passam a sobrestar a pauta de votações, isto é, devem ser votados obrigatoriamente antes de qualquer outra proposição na Casa.

Fonte: Bhaz | Guilherme Scarpellini

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Agenda 21: Muriaé é a única cidade do Brasil incluída em projeto de Cultura da UNESCO

Muriaé é a única cidade brasileira incluída no novo grupo de “Cidades Piloto” da Agenda 21 para a Cultura da UNESCO. A informação foi divulgada pela assessoria da Fundarte.

Município irá participar do novo grupo de “Cidades Piloto” da Agenda 21 (Fonte: Rádio Muriaé)

Município irá participar do novo grupo de “Cidades Piloto” da Agenda 21 (Fonte: Rádio Muriaé)

A Agenda 21 da cultura é um documento de referência para o desenvolvimento de políticas culturais locais desenvolvidos pelo primeiro Fórum Universal das Culturas. Baseia-se nos princípios da diversidade cultural, os direitos humanos, o diálogo intercultural, a democracia participativa, a sustentabilidade e paz .

“Cidades-piloto” é um dos programas de aprendizagem baseado em 9 compromissos e 100 ações incluídas na Agenda 21 da Cultura. Com uma duração aproximada de 30 meses, este programa incorpora atividades locais de sensibilização, avaliação internacional, formação, projetos-piloto locais e desenvolvimento de boas práticas. O nome oficial das cidades-piloto programa é “Cultura em Cidades Sustentáveis: Aprender com Cultura 21 Actions”.

A partir das experiências realizadas nos últimos três anos, a Comissão para a Cultura , da associação dos maiores municípios do mundo, lançou uma nova chamada para o programa “Cultura em cidades sustentáveis. Aprender com Cultura 21 Ações “2016-2019 e Muriaé é a única cidade do Brasil a participar desta nova fase.

Confira a lista de cidades que participam no programa: Baie Mahault (Ilha de Guadalupe), Chefchaouen (Marrocos), Chignahuapan (México), Chortkiv (Ucrania), Ciudad del Carmen (México), Concepcion (Chile), Córdoba (Argentina), Cuenca (Equador) Eivissa / Ibiza, (Espanha) Elefsina (Elefsina), Escazú ( Costa Rica), Esch-sur- Alzette (Luxemburgo), Smyrna (Turquia), Gabrovo (Bulgaria), Galway (Irlanda), Gijon (Espanha), Konya (Turquia), La Paz (Bolívia), Leeds (Inglaterra), Lisboa (Portugal), Maastricht (Holanda), Madrid (Espanha), Merida (Espanha), Muriaé (Brasil), Namur (Bélgica), Nova Gorica (Eslovenia), Puebla (México), Rijeka (Croacia), Santa Fe (Argentina), Sinaloa (México), Swansea (Reino Unido), o Cabildo de Tenerife (Ilhas Canárias), Terrassa (Espanha) e Timisoara (Romenia).

Fonte: Rádio Muriaé | Fundarte  Muriaé

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Pesquisas científicas comprovam que o hábito de ler promove o desenvolvimento do cérebro

Decifrar, compreender, generalizar, sintetizar ou até mesmo propor hipóteses são funções superiores da mente, usadas durante a leitura. Talvez por isso, pesquisas científicas realizadas nos Estados Unidos – Universidade de Stanford ­– e na França – Unidade de Neuroimagiologia Cognitiva do Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm/Comissão de Energia Atômica e de Energias) comprovam que a leitura faz bem ao cérebro.

Leitura MEC

No Brasil, além de reconhecer a importância da prática, é celebrado o 12 de outubro como Dia Nacional da Leitura, instituído pela Lei nº 11.899, de 8 de janeiro de 2009, que instituiu, também, a Semana Nacional da Leitura e da Literatura.

“Um jovem, uma criança que lê, amplia seu vocabulário, seu conhecimento, sua redação e escrita”, observa o ministro da Educação, Mendonça Filho. “O conhecimento abre janelas para um mundo desconhecido, que é ampliado a partir da boa leitura.”

Cérebro

De acordo com a professora e escritora Lucília do Carmo Garcez, doutora em linguística aplicada, a leitura é fundamental para o desenvolvimento do ser humano. “É como se fosse uma expansão do cérebro”, diz. Ela faz uma comparação com o aprendizado audiovisual, no qual a pessoa age de forma mais passiva. “Na leitura, é preciso ativar diversas camadas de reflexão para compreender.”

Escritora de livros infantis há mais de 20 anos, Lucília destaca a necessidade de uma alfabetização sólida para transformar uma pessoa em leitor. “É importante assegurar que as pessoas tenham uma alfabetização bem consolidada e, depois disso, é preciso que a sociedade valorize a leitura”, afirma.

Além do acesso aos livros, a escritora salienta a importância de as escolas contarem com bibliotecas e de as crianças frequentarem esses espaços. Outras atividades, como feiras de livros e debates com escritores, são citadas. “É preciso que as crianças vejam os leitores lendo e que sejam motivadas a procurar leituras com respostas às indagações interiores que elas têm”, destaca.

Sempre envolvida com o estímulo à leitura, Lucília também visita escolas e conversa com as crianças sobre os mais diversos temas, dentre eles, as temáticas de seus livros. Dentre suas últimas publicações está Tonho e os Dragões, sobre um menino com leucemia. A obra foi escrita para o Hospital da Criança. Outro livro recente é Palavras Mágicas, sobre uma criança que sonha estar em um tapete mágico. Ela desce em um parque de diversões sem bilheteria. Tudo é feito por meio de palavras e boas maneiras, como por gentileza, por favor, com licença, eu gostaria e muito obrigado. A escritora faz parte do grupo Casa de Autores.

Fábulas

Com a mesma vontade, a professora Heucionéia Rocha Bassetto desenvolve projetos na Escola Estadual José dos Santos, da rede de ensino do município paulista de Jales. No ano passado, um dos projetos, Na Trilha das Autorias Misteriosas, foi selecionado entre os ganhadores do Prêmio Professores do Brasil. Este ano, o projeto Fábulas promove leitura, escrita e revisão textual.

O resultado da iniciativa foi uma coletânea de fábulas, feita pelos alunos do quarto ano do ensino fundamental e entregue para a sala de leitura para fazer parte do acervo da escola. “Para o aluno escrever um texto de qualidade ele precisa saber o porquê de escrever esse texto. Quem vai ler o texto? Onde ele vai circular? Qual gênero e qual vai ser a estrutura desse texto? Tudo isso foi trabalhado”, garante a professora.

“Esse projeto tem um propósito didático, porque neles os alunos se sentem parte do processo e do trabalho, se sentem responsáveis pelo que estão fazendo”, acrescenta Heucionéia, ao afirmar que com metas as crianças se envolvem com mais entusiasmo nos projetos.

“Dá gosto de fazer a leitura dos textos produzidos por eles. Trabalham com descrições de cenário, de personagem, marcadores temporais e até técnicas discursivas para evitar a repetição de elementos de ligação”, completa Heucineia Rocha Bassetto, ao comentar a qualidade dos textos produzidos pelos futuros escritores.

“Ler é aprender e é ampliar as oportunidades de educação para as crianças, jovens e adultos também. Ler é uma excelente prática que deve ser cada vez mais cultivada por todos nós”, conclui o ministro.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social MEC

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