Editoras miram fãs que criam blogs para livros românticos

Espaços para discussão de obras aproximam leitores e ajudam a pautar lançamentos

(Foto: Reprodução/Divulgação)

(Foto: Reprodução/Divulgação)

Uma boa história de paixão fica ainda melhor se for compartilhada. Essa é a premissa para que muitas consumidoras de livros românticos saiam da posição de leitoras e migrem para a internet para indicar ou criticar suas leituras.

Discutindo desde clássicos de Jane Austen, como Orgulho e Preconceito, até best-sellers que chegaram às livrarias recentemente, um amplo número de blogueiras especializadas em romances românticos usa a internet como um grande clube de leitura. Mais do que fóruns para informar e trocar opiniões, os blogs servem como fonte de indicação de livros e ajudam a pautar lançamentos das editoras.

– Depois que comecei a ler romances, tanto de livraria quanto de banca, passei a colecioná-los e reparei que alguns eram interligados. Na internet, encontrei sites da Argentina e da Europa que relacionavam as séries. Como eu tinha algumas, pensei em fazer o blog para relacionar minha coleção e encontrar outras pessoas que também gostassem desses livros – conta a jornalista Roberta Oliveira, 36 anos, que mora em Juiz de Fora (MG) e há 10 anos mantém o Literatura de Mulherzinha

As blogueiras também ajudam a formar leitoras. É o caso da designer gaúcha Gabriela Orlandin, 25 anos, que mantinha o Fluffy como um blog pessoal, mas acabou direcionando-o à literatura:

– O blog tem uma grande parcela de culpa na minha paixão por livros, pois foi por meio dele que conheci outros blogs do gênero e comecei a gostar de ler. Por isso, o conteúdo foi migrando aos poucos, até se tornar quase essencialmente literário.

O tom pessoal é uma constante nas resenhas dessa turma. “Tive vontade de jogar o livro contra a parede no final, mas tudo melhora”, escreveu Roberta sobre Um Homem de Sorte, de Nicholas Sparks. Sobre o mesmo romance, Aurilene Vieira, do Sempre Romântica, contou que “Pelo menos dessa vez aconteceu comigo de ler um livro inteiro do Nicholas sem me desmanchar em lágrimas”.

Cada uma das postagens tem mais de uma dezena de comentários, alguns deles com links para outros blogs. Não há como rastrear o número de sites como esses, mas a próprias blogueiras atestam a diversidade na oferta. Em resposta à pergunta “Quais são seus blogs preferidos?”, sete delas apontaram a ZH mais de 30 endereços diferentes.
A movimentação não escapa aos olhos das editoras.

– É sempre importante acompanhar as atividades dos blogs. Além de observar novas tendências para futuros lançamentos, também podemos acompanhar a repercussão de nossos títulos – afirma Michelle Lopes, da editora Verus.

– Várias informações dos blogs podem ser de grande valia. Por exemplo, para um editor de aquisições, quando o blog está resenhando uma obra estrangeira ainda não publicada no país e que, portanto, pode vir a ser avaliada e adquirida para tradução – diz Renata Mello, da Novo Conceito.

Já a escritora estreante Lais Rodrigues de Oliveira contou com a colaboração das administradoras desses blogs para ajustar detalhes do seu romance Primeiras Impressões. Depois de ter enviado a elas a primeira versão do livro, recebeu comentários que nortearam alterações.

– Elas me ajudaram a identificar erros, que acabei corrigindo – conta a escritora.

Amor ideal

O que uma boa história romântica deve ter na opinião das blogueiras entrevistadas nesta reportagem:

– Deve abordar diferentes possibilidades e fases do amor, como paixões não correspondidas, início de relacionamentos, brigas e reconciliações.

– Bons diálogos ajudam a dar ritmo e aproximar o leitor dos personagens.

– Mocinha melosa não agrada muito. Ela pode ser sensível, mas também precisa se mostrar forte e determinada.

– Já os galãs podem ter seus defeitos, mas devem admitir suas falhas para se redimir
ao longo da narrativa.

– Sexo é bom, mas não é fundamental. Muitos dos romances prediletos das blogueiras não têm cenas de sexo. Quando ocorrem, é importante que não sejam muito descritivas, deixando espaço para a imaginação.

Fonte: Zero Hora | Alexandre Lucchese

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Galeno Amorim fala sobre livros, cultura e política

Galeno Amorim

Ele criou a Feira do Livro e 80 bibliotecas comunitárias em Ribeirão Preto. Seu sucesso e capacidade o fizeram voar voos mais altos e colaborar com a cultura em nível nacional. De volta à sua terra, Galeno traz consigo as experiências vividas e a vontade de contribuir com o futuro de Ribeirão Preto. Acompanhe a entrevista que ele concedeu para O Calçadão.

O Calçadão – O senhor é cofundador da Árvore de Livros (que foi selecionada pela Fundação Lemann como uma das seis startups de tecnologia que vão ajudar a revolucionar a educação brasileira nesta década) e Diretor Geral do Observatório do Livro. Quais os objetivos desses trabalhos? Há algum trabalho junto a alunos matriculados nas redes públicas de ensino?

Galeno – A Árvore, presente em 600 cidades e em todos os estados brasileiros, está ajudando a alavancar a leitura no Brasil a partir de dispositivos digitais como os celulares, tablets, notebooks e computadores. É utilizado principalmente por adolescentes e jovens e o foco é, sobretudo, alunos das redes públicas. É mais barato e melhora o acesso aos livros (todo o acervo é acessível, por exemplo, a alunos surdos ou cegos). O primeiro piloto foi justamente em Ribeirão Preto, com adolescentes de baixa renda do Complexo Aeroporto. Em alguns lugares, o empréstimo de livros chega a ser oito vezes maior. É verdadeiramente uma revolução na palma da mão! Já o Observatório do Livro e da Leitura desenvolve estudos e pesquisas para tentar fazer melhorar a leitura no Brasil.

O Calçadão – O senhor teve a oportunidade de ter sido Presidente da Fundação Biblioteca Nacional entre 2011 e 2013. Como foi essa experiência? Quais as principais ações que conseguiu implementar?

Galeno – Foi uma experiência fascinante. A Biblioteca Nacional do Brasil é uma das oito mais importantes do mundo, com mais de 8 milhões de livros, fotografias e documentos históricos. É mais velha do que a República e o Senado. Criei, nesse período, a Hemeroteca Brasileira, colocando na internet para os pesquisadores dezenas de jornais e revistas brasileiros até o início do século 20, o que colocou a instituição na era digital e no futuro, sem descuidar do passado. Abri, pela primeira vez em 200 anos, as portas da Biblioteca Nacional nos finais de semana e feriados até para que ela pudesse ser visitada e conhecida pelas pessoas mais pobres, que trabalham durante a semana e não têm como perder dia de serviço para ir até lá. Também viabilizei um acordo financeiro de R$ 32 milhões, a fundo perdido, com o BNDES, para o início imediato das obras de restauro e construção de uma segunda sede da Biblioteca Nacional, deixando dinheiro em caixa para meu sucessor. Como nesse período a Fundação passou a responder pelas políticas do livro e leitura, implantei o Programa do Livro Popular (até R$ 10,00), criei também um programa que, pela primeira vez na história do Brasil, beneficiou diretamente milhares de bibliotecas em todas as regiões do país. Uma das ações de grande impacto dentro e fora do Brasil foi o Programa de Internacionalização da Literatura Brasileira, com um programa intenso de bolsas de tradução, intercâmbio de tradutores e homenagens ao Brasil e sua literatura nos principais eventos literários do mundo.

O Calçadão – O senhor foi o criador da Feira do Livro de Ribeirão Preto, junto com o Prefeito Palocci, em 2001. De onde surgiu a ideia? Como foi o processo de implementação do projeto?

Galeno –  Fazer uma boa Feira do Livro em Ribeirão Preto era tanto um sonho meu quanto do Palocci. A grande façanha foi ter conseguido mostrar às pessoas que era um sonho possível e fazê-las não só acreditar quanto se envolver e se mobilizar para que desse certo. Deu certo! As pessoas precisam e querem ter esperança e participar de ações coletivas para tornar melhor, e com mais sentido, sua vida e a vida da comunidade em que vivem. Foram feitas articulações em nível nacional e estadual, e com as editoras, livrarias e autores, mas também as lideranças da cidade e região, de forma bem republicana. Cada um, e todos, sempre se sentiram um pouquinho donos da Feira, e, sem dúvida, essa é a raiz do sucesso e motivo pelo qual a sociedade abraçou a Feira. Também foi apropriado, entre o terceiro e quarto ano de governo, ter estimulado e ajudado a formar a Fundação Feira do Livro, com figuras de todos os setores, inclusive sociais e políticos, que tinham em comum o fato de gostar e defender a continuidade da Feira. Não fosse isso, ela não teria chegado até aqui.

O Calçadão – 15 anos depois, qual o balanço que o senhor faz do evento? Nos últimos anos o debate em torno da Feira se fez com relação aos tumultos causados pelos shows realizados na Esplanada. Qual sua opinião sobre isso?

Galeno – Um evento cultural dessa proporção e grandeza vive, necessariamente, de acertos e erros, até firmar-se. E os ajustes vão sendo feitos o tempo todo, até que se encontre o caminho mais adequado. Ela é uma feira de livro relativamente nova, que fará 15 anos em 2016 (a primeira aconteceu em 2001), uma adolescente em formação se comparada, por exemplo, com a cinquentenária Feira do Livro de Porto Alegre, a maior do país a céu aberto. O formato de 2015 me parece mais adequado. Leitura requer introspecção.

O Calçadão – O senhor foi Secretário da Cultura de Ribeirão Preto. A partir da sua experiência, o que pensa sobre o ambiente cultural da cidade? É possível sonhar em desenvolver uma política cultural que inclua as amplas massas, que inclua a periferia da cidade, que valorize todos os tipos de expressão cultural, mesmo com toda a dificuldade econômica que é uma característica sempre presente nos discursos?

Galeno – Sim. É possível sonhar e fazer. Quando fui Secretário, um dos programas que criei foi o de Descentralização, que começou pela construção de centros culturais nos bairros e foi além, a partir do entendimento de que são as pessoas e a comunidade que fazem cultura, seja em suas casas, em seus locais de trabalho, em suas práticas religiosas ou no espaço público. Inaugurei o Centro Cultural Campos Elíseos, o Centro Cultural Quintino II, o Centro Cultural Bambas, o Centro Cultural Embaixadores e a quadra da Escola de Samba Tradição. Mas sem relegar outras áreas. Foi na minha gestão, por exemplo, o início do restauro do Centro Cultural Palace. Reformulei o Conselho Municipal de Cultura para dar representação à cultura negra e japonesa, ao hip hop e outras formas de manifestação das periferias. Ouvindo toda a cidade, criamos a primeira Política Pública de Cultura de Ribeirão Preto, que contempla exatamente a criação, a fruição e a inclusão ampla das massas a partir de uma visão que valoriza  todo tipo de expressão cultural.

O Calçadão – No mesmo período em que o senhor foi Secretário da Cultura, o senhor teve a felicidade de criar um belo projeto de disseminação de bibliotecas pelos bairros da cidade, nos sindicatos e em diversos outros lugares onde a comunidade se organizasse para isso. As administrações seguintes não deram sequência ao projeto?

Galeno – Em pouco mais de três anos, aumentamos de 2 para 9,7 livros lidos por habitante/ano, que é cinco vezes mais que a média nacional. Desde então, cresceu de forma extraordinária a quantidade e a qualidade de nossos autores locais. Junto com a Feira do Livro, as 80 bibliotecas abertas durante nosso governo foram o sustentáculo dessa pequena revolução que encantou os literatos do Brasil e levou o então ministro da Cultura, Gilberto Gil, a me convidar para formular e coordenar a criação do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), juntando MEC e MinC e outros ministérios, instituições e pessoas físicas numa jornada incrível. Em 2005, Ano Ibero-americano da Leitura, fizemos 100 mil ações no País para aumentar a leitura. Quando retornei à cidade, anos depois, a grande maioria delas fora fechada. Os agentes mediadores de leitura foram demitidos, os livros foram tomados de volta pela Prefeitura e muitos desses locais – criados pela nossa Fábrica de Bibliotecas e resultado de mobilizações populares em reuniões do Orçamento Participativo – estavam fechados.

O Calçadão – Como nos ensinou Fernando Pessoa, por mais que caminhemos pelo mundo, nossos pés sempre estarão fincados em nossa aldeia. Como foi voltar a Ribeirão Preto depois de algum tempo vivendo fora?

Galeno – Primeiro, foi o susto de ver a cidade esburacada, a Prefeitura de umas cidades mais ricas do País simplesmente quebrada, o município perdendo as oportunidades que batem a sua porta e as pessoas tristes, mas, sobretudo, desesperançadas. Isso é o pior de tudo. Após a indignação, imediatamente o coração chama à razão e avisa que, seja lá como for, cada qual tem que fazer alguma coisa – por menor que seja – para ajudar a cidade virar esse jogo. Ela é forte, é dinâmica, é viva, só está sem rumo e sem projeto. Rapidamente, fiz minha religação com a cidade – onde, mesmo morando longe, sempre estive presente e é onde estão minha família, meus amigos e muitos dos meus parceiros da causa do livro e da leitura. Eu abri mão do carro, vou trabalhar a pé, ando de bicicleta, pego o ônibus urbano – a partir dessa perspectiva se enxerga uma outra cidade, para o bem e para o mal, já que os problemas e a ausência de políticas públicas inclusivas e populares ganham outra dimensão.

O Calçadão – No ano que vem teremos eleições municipais. As discussões em torno disso já se iniciaram. Na sua opinião, os debates de propostas, de projeto de cidade se encontram empobrecidos? Como o seu partido, o PT, está se organizando para 2016? Como uma liderança intelectual e política de Ribeirão Preto, seu nome surge naturalmente no quadro de candidaturas, o que pensa disso?

Galeno – Não vi até agora, infelizmente, nenhuma discussão sobre projetos. Tudo gira em torno de nomes, ambições políticas ou pessoais e… projeto que é bom, nada! Isso é pobre demais. Mesmo porque Ribeirão tem cabeças formidáveis, tem histórias de vida e de trabalho realmente fantásticas, e reúne todas as condições de se tornar um grande laboratório de ideias e gestões inovadoras, como aconteceu durante os dois governos petistas na cidade, quando Ribeirão virou vitrine de experiências bem sucedidas que foram reproduzidas e multiplicadas pelo país afora. O PT em Ribeirão tem aproveitado o momento para reorganizar seus setoriais, reagrupar suas bases e retomar com mais força seu diálogo com os setores da sociedade que mais precisam e mais clamam por políticas públicas de qualidade. Os candidatos naturais do partido à Prefeitura são, evidentemente, nossos dois vereadores, com seus históricos de serviços a favor da população que mais necessita. Mas é natural que apareçam também outros nomes. As pessoas não querem só mudar. Querem líderes estadistas e republicanos que sejam capazes de apresentar grandes projetos, envolver as pessoas em torno de si, devolver o sonho e a esperança coletiva e mostrar que são capazes de levá-los adiante.

Fonte: Blog O Calçadão

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Uberaba tem aumento em empréstimo de livros e queda no mercado editorial

Biblioteca municipal realizou 11.400 empréstimos em seis meses. Livrarias têm ano ruim, mas sustentam vendas com livros para colorir.

Biblioteca Municipal tem acervo de 80 mil livros para empréstimo (Foto: Reprodução/ TV Integração)

Biblioteca Municipal tem acervo de 80 mil livros para
empréstimo (Foto: Reprodução/ TV Integração)

O momento é de crise no mercado editorial e de livrarias, mas a leitura ganha mais adeptos em Uberaba graças aos empréstimos. Na Biblioteca Municipal, por exemplo, foram 11.395 empréstimos no primeiro semestre, 1.401 a mais do que no mesmo período do ano passado. Durante os seis primeiros meses de 2014 foram 9.994 de um total de 20.217 em todo o ano.

A superintendente de Bibliotecas Públicas Municipais, Ivanilda Borges, credita o aumento dos empréstimos aos estímulos da mídia e projetos de incentivo direcionados às crianças e adolescentes. O acervo de 80 mil livros também atrai adultos e idosos.

“Temos um grande público infantil que vem à biblioteca por um esforço conjunto da equipe da biblioteca e das escolas. Temos também um grande público jovem que vem em busca de livros didáticos para estudo. Temos ainda, para nossa surpresa, o maior número de livros que saem como empréstimo domiciliar é de literatura. E para isso não temos uma faixa etária definida”, disse.

Vendas

Em contrapartida, as vendas em livrarias vivem o pior declínio em 30 anos, segundo a empresária Thaís Helena Syllos Cólus. A expectativa para o restante do ano não é das melhores. Diante das dificuldades, as apostas que tem dado certo são os livros para colorir e literatura infanto-juvenil.

“Estamos com um ano bastante difícil. Junho, especificamente, foi o pior mês segundo o um balanço do mercado editorial para editoras, distribuidoras e livrarias. Todo o mercado se prepara para um segundo semestre bastante difícil”, afirmou.

Por mais leitores

Mesmo sem a expectativa de lucros, a empresária Thaís Helena destaca a importância de formar novos leitores na cidade. As opções de acesso aos livros são muitas e variadas. “Temos a opção dos livros usados em sebos, onde a compra é por preço inferior ao de mercado e, também, se consegue trocar livros. Temos bibliotecas em empresas, escolas. Temos bons acervos na cidade que permitem ao leitor se manter atualizado”, concluiu.

Fonte: G1

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Biblioteca Nacional abre inscrições para a edição 2015 de prêmio literário

Estão abertas até o dia 10 de setembro as inscrições para a edição 2015 do Prêmio Literário Biblioteca Nacional, concedido há mais de 20 anos pela instituição, com o objetivo de estimular a pesquisa e a criação literária no país.

O concurso é aberto a autores, tradutores e designers gráficos e vai premiar a qualidade intelectual, técnica e estética dos livros inéditos publicados no Brasil, no período de 1º de maio de 2014 a 30 de abril de 2015.

O prêmio é dividido em nove categorias e estabelecido por meio de um edital de chamada pública. Segundo a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), cada uma das categorias possui uma comissão julgadora própria e independente, composta por três profissionais de notório saber.

No valor de R$ 30 mil cada, os prêmios serão concedidos nas categorias romance, poesia, conto, ensaio social, ensaio literário, tradução, projeto gráfico, literatura infantil e literatura juvenil. Os critérios de avaliação por parte da comissão julgadora abrangem a qualidade da obra (exceto para a categoria projeto gráfico), originalidade, contribuição à cultura nacional, qualidade linguística da tradução (no caso dessa categoria) e criatividade no uso de recursos gráficos (somente para a categoria projeto gráfico).

As inscrições devem ser feitas por via postal e endereçadas à sede da Fundação Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Formulários e maiores informações estão disponíveis no site www.bn.br .

Fonte: Agência Brasil | Paulo Virgílio

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Defesas de dissertação na UFMG

Diversas dissertações na área de Ciência da Informação, com temas bastante interessantes, têm sido apresentadas na UFMG. Separamos algumas das defesas apresentadas recentemente. Confira!

Processos de gestão da informação para extração de indicadores de evasão discente em cursos realizados na modalidade a distância

Autora: Paloma de Albuquerque Diesel

A pesquisa trata da utilização de processos de gestão da informação para extração de indicadores de evasão discente em cursos realizados na modalidade a distância.

Leia o texto na íntegra aqui.

O impacto do treinamento em pesquisa bibliográfica no comportamento de busca informacional: um estudo com mestrandos e residentes do Campus Saúde da UFMG

Autora: Mariza Cristina Torres Talim

O objetivo do trabalho é avaliar o impacto de um treinamento (carga horária de 15 horas) em pesquisa bibliográfica na base de dados MEDLINE e do Portal de Pesquisa da BVS sobre o comportamento de busca informacional dos mestrandos e residentes do Campus Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais.

Leia o texto na íntegra aqui.

A importância dos estudos de usuários na formação do arquivista

Autora: Gláucia Aparecida Vaz

O estudo busca demonstrar, a partir das atribuições dos arquivistas, sua formação e prática profissional, de que forma as abordagens dos “Estudos de Usuários” podem contribuir para o exercício diário da profissão.

Leia o texto na íntegra aqui.

A proteção do patrimônio bibliográfico no Brasil: um estudo de caso em cidade histórica

Autora: Renata Ferreira dos Santos

Esta pesquisa foi realizada com o objetivo de apreender e refletir acerca dos desafios e dos mecanismos para a proteção do patrimônio bibliográfico no Brasil, com enfoque em acervo de livros raros custodiado em cidade histórica.

Leia o texto na íntegra aqui.

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Conheça a Biblioteca Pública de Formiga

Eventos e projetos não faltam na Biblioteca Pública Municipal Dr. Sócrates Bezerra de Menezes, em Formiga (MG). Inaugurada em 13 de setembro de 1951, quem cuida hoje do acervo de aproximadamente 30.000 exemplares – sendo 16.000 inseridos no Sistema BIBLIVRE e 14.000, em catálogo manual –, é a bibliotecária Heloisa Silva Sousa Pinheiro (CRB-6/1418).

NOTA 2.1 Equipe das Bibliotecas_Super Leitores 2014

Equipe das Bibliotecas Super Leitores de 2014

Entre as muitas atrações oferecidas no espaço estão dois eventos por semestre e uma série de ações mensais. São eles:

  • No Meio do Caminho tem um Livro (Resenha Literária): publicação semanal de obras do acervo
  • Bibliotecando: divulgação de ações culturais e atividades desenvolvidas pela biblioteca
  • Eventos: Super Leitores e Árvore de Livro
  • Projeto de Extensão Cultural e de Incentivo à Leitura: Exposições Temáticas, Visita Orientada e Hora do Conto
  • Divulgação pela Internet e Imprensa (escrita e TV): todo mês é elaborada e divulgada a programação das atividades previstas para o mês vigente

NOTA 2.2

Projeto Extensão Cultural e Incentivo à Leitura: Dia do Homem

Outo projeto é o de Extensão Cultural e Incentivo à Leitura. A cada mês, são selecionadas datas comemorativas relevantes e, em seguida, elaboradas exposições temáticas cujos livros – relacionados a essas datas – são cuidadosamente dispostos. Entre as atividades estão: Visita Orientada, Hora do Conto, Palestras, Oficinas Cultural e Literária e Vitrine Literária (obras em destaque). O intuito é incentivar a leitura e expor os livros que integram o acervo.

A cada mês, o projeto recebe um subtítulo que remete ao seu período de vigência. Neste mês, o tema é “Julho Recreativo”, por tratar-se do mês de férias, descanso e lazer. Entre os temas abordados estão o dia do homem, dia do amigo, dia nacional do escritor e aeromodelismo e bicicleta Chopper.

NOTA 2.3 dia dos avós

Projeto Extensão Cultural e Incentivo à Leitura: Dia dos Avós

Esses projetos, de acordo com Heloísa, são fundamentais para que a biblioteca cumpra papel relevante na vida dos usuários. “Eles ajudam a mantê-la viva e ativa, acompanhando o desenvolvimento atual. Temos alcançado os objetivos, visto que a frequência de estudantes, leitores e visitantes tem aumentado. Na Seção de Empréstimo, há até disputa por livros expostos. E tem crescido a demanda de escolas e centros sociais por Visitas Orientadas e Hora do Conto. Em consequência, o ambiente da Biblioteca torna-se mais alegre e encantador”, comemora.

Hoje são realizados, mensalmente, cerca de dois mil empréstimos, cinco exposições temáticas e 200 pesquisas em livros, enciclopédias e atlas, entre outras fontes de consulta. Em média, 50 pessoas acessam a internet para pesquisa escolar ou de cunho pessoal, tendo apenas dois computadores. Na seção de periódicos, cerca de 250 usuários frequentam o espaço todos os meses para estudar, pesquisar e ler jornais e revistas.

NOTA 2.4 hora do conto_luciane

Hora do Conto

A bibliotecária acrescenta que a biblioteca pública – como é carinhosamente reconhecida –, é uma instituição cultural, educacional e social que faz parte da história de Formiga, tendo valor inestimável na vida da comunidade, a cada geração de frequentadores que reúne.

A biblioteca se prepara atualmente para a 7ª edição do “Árvore de Livro”, marcada  para 25 de setembro.

Nota 2.5 visita orientada E.E.Jalcira Santos Valadão

Visita orientada E. E. Jalcira Santos Valadão

Serviço:

Biblioteca Pública Municipal Dr. Sócrates Bezerra de Menezes
Praça São Vicente Férrer, 140 – Centro – Formiga/MG
Tel: (37)3322-5536
Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h
E-mail: bibliotecapublicadeformiga@gmail.com
Facebook:  https://www.facebook.com/bibliotecamunicipal.formiga

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Seleções abertas para Mestrado e Doutorado em Ciência da Informação

O profissional que pretende seguir carreira acadêmica necessita, obrigatoriamente, realizar um curso de mestrado ou doutorado. Sem esta qualificação, crescer profissionalmente é algo praticamente impossível – especialmente para aqueles que pretendem ingressar no serviço público.

Se você está interessado em prosseguir com os estudos, algumas universidades vão abrir, em breve, inscrições para seleção de candidatos para pós-graduação em Ciência da Informação. Tome nota:

UFMG – Mestrado e Doutorado

A Coordenadoria do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI), da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (ECI/UFMG), abre, no período de 1º a 30 de setembro de 2015, as inscrições para seleção de candidatos aos cursos de Mestrado e Doutorado.

As inscrições poderão ser feitas pessoalmente ou mediante procuração simples, na Escola de Ciência da Informação da UFMG, Sala 2003, de 2ª a 6ª feira (exceto feriados e recessos acadêmicos), de 9h às 11h30 horas e de 14h às 16h30.

O valor da inscrição para ambos é de R$ 118,98.

Os editais completos podem ser acessados no Blog do CRB-6, nos seguintes endereços: Mestrado | Doutorado.

Novidade na UFMG: Universidade aprova proposta de Mestrado a Distância em Gestão Pública

NOTA 3.1 - ufmg

A UFMG espera iniciar, já em 2016, as atividades do Mestrado profissional em Gestão Pública – modalidade a distância –, dirigido a servidores técnico-administrativos de instituições públicas de ensino superior. A proposta foi aprovada pelo Conselho Universitário e ainda será submetida à apreciação da Capes.

A expectativa é de que, a partir do curso, surjam ideias de aperfeiçoamento de sua gestão. O Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) de cada estudante consistirá em uma proposta de intervenção que impacte as políticas e processos adotados na Universidade.

Leia a notícia na íntegra, aqui.

Outros processos seletivos abertos

Universidade Federal Fluminense (UFF) – Mestrado

NOTA 3.2 - uff

A Universidade Federal Fluminense (UFF) mantém abertas as inscrições para as provas de seleção do curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO–PPGCI/UFF, entre os dias 3 e 12 de agosto. O curso se subdivide em uma área de concentração e em duas linhas de pesquisa. Área de concentração: Dimensões contemporâneas da informação e do conhecimento; Linha de pesquisa 1: Informação, Cultura e Sociedade / Linha de pesquisa 2: Fluxos e Mediações  Sociotécnicas da Informação.

Mais informações no edital ou no site da Universidade.

UFRJ – Mestrado e Doutorado 

NOTA 3.3 - ufrj

O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação – PPGCI mantido em associação ampla, por meio de convênio entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ/Escola de Comunicação – ECO e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT, está com processo seletivo aberto para Mestrado e Doutorado.

A inscrição para o processo seletivo de ambos deverá ser feita em dias úteis, no período de 24 de agosto a 18 de setembro, na Secretaria do PPGCI (Rua Lauro Müller, 455, 4º andar, Botafogo, CEP: 22290-180, Rio de Janeiro – RJ), de 10:00 às 12:00 horas e de 13:00 às 16:00 horas.

Os candidatos não residentes na cidade do Rio de Janeiro poderão encaminhar os documentos por via postal, recomendando-se. A data limite para recebimento dos documentos é 18 de setembro de 2015.

Acesse aqui o edital do Mestrado e aqui o edital do Doutorado.

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Booktrack, a startup que faz trilhas sonoras para eBooks

BooktrackA startup neo-zelandesa Booktrack, que cria trilhas sonoras para ebooks, conseguiu mais 5 milhões de dólares de investimento. A empresa já havia recebido o mesmo valor anteriormente, de investidores como a Valar Ventures, de Peter Thiel (um dos fundadores do PayPal), e a Park Road Post Productions, do cineasta Peter Jackson.

A Booktrack começou com um aplicativo de duas músicas há quatro anos e, hoje, conta com uma discoteca de 15 mil títulos para seus 2,5 milhões de usuários. Além de músicas, as trilhas têm áudio ambiente e efeitos sonoros que sincronizam automaticamente com o ritmo da leitura, conforme se avança pelas páginas do ebooks.

De acordo com o fundador da Booktrack, Paul Cameron, cerca de 50 editoras usam os serviços da empresa, entre elas a HarperCollins e a Random House. “Há muitos ebooks acumulando poeira virtual em prateleiras digitais. Somos capazes de fazer a geração Xbox, Netflix e Spotify se interessar pela leitura novamente ao pareá-la com outra forma de entretenimento”, afirma Cameron.

Segundo Christine Magee, do site TechCrunch, é cedo para dizer se a empresa veio para ficar: “ainda está para ser determinado se a Booktrack está construindo o futuro ou meramente se aproveitando de uma geração obcecada por tecnologia”.

Em sua defesa, Cameron garante que as trilhas da Booktrack fazem estudantes lerem, em média, até 30% mais e terem um desempenho 17% mais alto em testes de compreensão de leitura.

Fonte: Ebooknews | Bruno Moraes

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Projeto disponibiliza livros para leitura em barcos no AM

Navegando e LendoUma concepção pioneira que está em busca de ampliar o seu alcance. Assim, o projeto cultural “Navegando e Lendo”, que disponibiliza livros de literatura em barcos regionais que fazem viagens pelo interior do Amazonas, busca apoio para criar uma biblioteca pública na comunidade Santa Cruz, no bairro de Flores, na Zona Centro-Sul.

O primeiro passo já foi dado. Mais de 7 mil livros de gêneros diversos estão guardados em um sala da Igreja Católica Bom Pastor, que funciona no bairro. No entanto, o espaço pequeno e a falta de um local adequado para guardar cada unidade está deixando o criador do projeto, Jorge Klein, preocupado.

“Eu queria deixar esses livros em um local mais acessível para que crianças e adolescentes pudessem ler, mas aqui não temos condições. Estamos em buscar de um contêiner para viabilizar a biblioteca pública”, afirma o mentor do projeto. Klein conta que a ideia iniciou por ser um apaixonado pela leitura e por acreditar que os livros podem proporcionar mudanças na vida de uma pessoa.

O Navegando Lendo existe desde 2007, e quem viaja para municípios como Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e Tabatinga por exemplo, aprovam o pioneirismo do projeto.

“Eu moro em Barcelos e sempre viajo com a minha mãe. Como são viagens longas, eu sempre pego um livro pra ler porque eles nos ensinam a nós expressar melhor com o público”, explicou o estudante Kilderi Braga, 13 anos, que estava a bordo da embarcação “Almirante Azevedo”, um dos 10 barcos que possuem uma prateleira do projeto. Jorge Klein afirma que a ideia tem começado a render bons frutos. Prova disso são as doações que chegam ao projeto.

“Todos esses livros foram doados. Temos literaturas para todas as idades”, afirma. Até hoje, segundo o site do projeto, mas de 90 pessoas já fizeram doações ao projeto durante oito anos.

Fonte: A Crítica | Kelly Melo

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Mercado editorial pode gerar renda para jovens escritores

Cadu Freitas entrevista o jovem autor Igor Dias, com a participação da estudante Milena Lopes (Foto: Divulgação)

Cadu Freitas entrevista o jovem autor Igor Dias, com a participação da estudante Milena Lopes (Foto: Divulgação)

O jovem escritor Igor Dias foi o entrevistado desta quarta-feira (22) do Bate-Papo Ponto Com. Como a juventude pode usar a literatura para expressar ideias e gerar renda foi o destaque da conversa. Com isso, o mercado literário pode ser uma saída e, ao mesmo tempo, um desafio para quem gosta de ler e escrever. “Sempre fui incentivado a escrever. Faço isso, através da poesia, desde os três anos. A partir dos 16 anos encarei de forma mais efetiva textos no antigo Orkut, e hoje faço parte do Clube da Leitura. E já estou agora no segundo livro”, explica Igor, autor de “Dinamarca”, livro de contos da Editora Oito e Meio.

Participou do papo a estudante de Rádio e TV, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Milena Lopes, como convidada para fazer perguntas ao jovem escritor. Uma das dúvidas da universitária é como o novo leitor tem se aproximado e procurado novas demandas para consumir.

>> Ouça esse e outros detalhes do programa Bate-papo Ponto Com

Fonte: EBC

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