Amazon estaria prestes a abrir mais centenas de lojas físicas nos EUA

Amazon estaria prestes a abrir mais centenas de lojas físicas nos EUA (Foto: Divulgação)

Em novembro do ano passado, a Amazon abriu a sua primeira loja física. A unidade, instalada em Seatle, cidade-sede da varejista, pode ganhar novas irmãs. Rumores se espalharam pelas redes nessa quarta-feira a partir de uma declaração de um operador de shoppings centers nos EUA. Durante uma teleconferência para apresentação dos resultados da General Growth Properties, Sandeep Mathrani, CEO da empresa, disse que a companhia de Jeff Bezos se preparava para abrir 300 ou 400 lojas físicas pelo território norte-americano. Em nota enviada às redações, a Amazon tentou abafar o boato dizendo que não comenta rumores, especulações e nem seus planos futuros. Sandeep, hoje, veio novamente a público tentando colocar panos quentes, dizendo eu a sua declaração não representava os planos da Amazon.

Por ocasião da abertura da loja de Seatle, Jennifer Cast, vice-presidente da empresa, disse que ela esperava que a unidade não fosse a única loja da companhia, mas, na avaliação de especialistas, a coisa não é tão simples assim. Greg Besinger, repórter do Wall Street Journal, ponderou: “se a Amazon está mesmo prestes a abrir centenas de lojas, isso levaria alguns anos para selecionar os pontos, fechar negócios e selecionar as equipes de trabalho”.

O nosso parceiro Publishers Weekly publicou uma matéria revelando que a varejista abriu vagas para cinco posições em San Diego: gerente de loja, gerente assistente de loja, vendedor de livros, líder de livros e líder de dispositivos. Ao ser questionado se essas vagas indicariam que a Amazon estaria mesmo abrindo novas lojas físicas, um porta-voz da empresa disse ao Publishers Weekly que o que poderia dizer é que a única loja física da Amazon é a de Seatle.

“Não há como saber”, disse o nosso colunista Mike Shatzkin a Rich Bellis no Fastcompany.com. “Primeiro que não fica claro o que ele quis dizer com 300 – 400 lojas”, observou. Para Shatzkin, as vantagens da Amazon sobre seus concorrentes são óbvias e ter lojas físicas “aumentaria a sua influência e, portanto, as suas marges, que historicamente tem sido apertadas”, concluiu o colunista do PublishNews.

A reação dos mercados nos EUA foi imediata. As ações da Amazon fecharam o dia em queda de 3,81%, valendo US$ 531,07. Os rumores também puxaram para baixo as ações de concorrentes da empresa. As da Barnes & Noble, por exemplo, caíram quase 10%, fechando o pregão da última quarta-feira a US$ 7,33.

Fonte: PublishNews | Leonardo Neto

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