Brasil comercializa 680 mil dólares na Feira do Livro de Frankfurt

A participação do Brasil na Feira do Livro de Frankfurt superou as expectativas de negociações, com a comercialização de 680 mil dólares em exportação de direitos autorais e livros físicos realizados durante o evento e previstos para os próximos 12 meses. Com 32 editoras brasileiras, o valor negociado superou a previsão de 650 mil dólares, e cresceu em 9,67% em relação a 2016, quando o evento gerou 620 mil dólares em negócios.

Feira do Livro de Frankfurt (Foto: CBL)

Feira do Livro de Frankfurt (Foto: CBL)

Por meio do projeto setorial Brazilian Publishers, uma parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), foram realizadas duas reuniões de matchmakings, sendo um deles com países da América Latina onde participaram 19 editoras estrangeiras e 14 brasileiras e outro com a China, com 8 editoras chinesas e 10 editores brasileiros.

Além dos dois matchmakings foram realizadas inúmeras reuniões pelos editores brasileiros com diversos países em apenas 5 dias de evento. “Fizemos ótimos contatos que já começaram a ter resultados na primeira semana pós o evento”, destacou Marília Chaves, da editora Pipoca.

É importante ressaltar que o Brasil estreitou relações com países como Alemanha, Austrália, Bélgica, Camarões, Canadá, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Holanda, Índia, Inglaterra, Israel, Itália, Lituânia, México, Nova Zelândia, Polônia, Portugal, Rússia, Senegal, Singapura, Turquia, Ucrânia e Uruguai. “A qualidade editorial do Brasil está sendo cada vez mais reconhecida lá fora e desperta a admiração dos países compradores”, diz Luís Antonio Torelli, presidente da CBL.

A participação brasileira também contou com a exposição Brazilian Innovation, uma parceria entre o #coisadelivreiro – empresa de negócios e marketing para o mercado de livros – e o Brazilian Publishers, onde cinco empresas convidadas (Skoob, Ubook, Manifesto Games, TAG Livros e #coisadelivreiro) apresentaram seus modelos de negócios, produtos, serviços além de contatos com players internacionais. “A ideia deste projeto foi mostrar a inovação no Mercado Editorial brasileiro, desejamos mostrar ao mundo que temos muita inovação entre nossos empresários, não apenas na produção editorial direta mas também na prestação de serviços no setor e que o Brasil também pode lançar tendências de mercado. Como experiência foi muito enriquecedor, tivemos uma exposição permanente das empresas em uma área do estande brasileiro, além de duas falas durante a feira: uma no Business Club – a área de negócios da feira – e outra no Orbanism Space – a área de inovação e tendências da feira”, destaca Andre Palme, Head of Brand do #coisadelivreiro.

Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes, gerente de Relações Internacionais da CBL também destaca o reconhecimento internacional como uma das maiores economias criativas do mundo. “Queremos perpetuar essa imagem também na área da inovação para o livro e para o leitor. Sempre que vamos ao exterior nossa primeira expectativa é a de geração de novos negócios para o mercado editorial brasileiro no curto, médio e longo prazo e com o Brazilian Innovation não é diferente”, destaca.

Das 32 editoras, vinte e quatro são apoiadas pelo Brazilian Publishers. Confira abaixo a lista, em ordem alfabética, das editoras que participaram da Feira do Livro Internacional de Frankfurt:

Brazilian Publisher of Art and Culture, Callis, Cortez Editora, DSOP – Educação Financeira, Edições Loyola, Edições Sesc SP, Editora da Universidade Federal do Pará, Editora Fiocruz, Editora Leopoldianum, Editora Unifesp, Editora IMEPH, Editora Melhoramentos, Editora Moderna/Salamandra, Editora Pipoca, Editora UNESP, Editora Universidade de Brasília, Editora Viajante do Tempo, Edusp, FTD Educação, Girassol Brasil, Global Editora, Grupo A, Grupo Autêntica, Grupo Companhia das Letras, Letras do Pensamento Editora, Napoleão Editora, Pallas Editora, Pergunta Fixar, SESI-SP Editora, Todolivro e Ubook.

Fonte: CBL

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