‘Cem anos de solidão’: Colômbia celebra 50 anos do livro de Gabriel García Márquez

Cartagena tem leitura pública de trechos do clássico do Nobel de literatura. Obra é considerada uma mais importantes do século 20.

Gabriel García Márquez (Foto: Reprodução/Divulgação)

Gabriel García Márquez (Foto: Reprodução/Divulgação)

A comemoração dos 50 anos da publicação de “Cem anos de solidão”, a obra mais famosa do Nobel de Literatura colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014), começou nesta quinta-feira (26), com uma leitura coletiva em Cartagena, na Colômbia.

“Organizamos, no âmbito do Hay Festival, uma leitura coletiva com a ideia de abrir o ano em que se recorda esse sucesso, essa epopeia, que é ‘Cem anos de solidão'”, disse à AFP Jaime Abello, diretor da Fundação para o Novo Jornalismo Ibero-americano (FNPI), criada por García Márquez, que também era jornalista.

Até este sábado (28), 60 pessoas lerão, em ciclos de duas horas, trechos do romance sobre a família Buendía, lançado em junho de 1967 pela editora Sudamericana de Buenos Aires, acrescentou.

A leitura contará com a participação de 20 literatos e personalidades que comparecem ao Hay Festival – que ocorre entre esta quinta e domingo -, 20 autoridades de Cartagena e amigos do “Gabo”, e 20 cidadãos escolhidos, após uma convocatória pública dos organizadores.

“Deve-se manter a atenção aos clássicos, (…) e esta é uma das maiores criações literárias”, explicou Abello, acrescentando que a leitura será realizada em diferentes idiomas, como espanhol, francês, inglês e português.

Cartagena foi escolhida como lugar de abertura das comemorações por ser considerada “a cidade de García Márquez”, acrescentou.

A cidade caribenha foi testemunha dos primeiros passos de Gabo como jornalista, no jornal “El Universal”, e guarda as cinzas do escritor, nascido em Aracataca em 1927. Uma das casas que pertenceram a ele também fica em Cartagena na cidade.

García Márquez, ganhador do Nobel em 1982, morreu em abril de 2014 no México, onde vivia com a sua esposa, aos 87 anos.

Abello indicou que durante 2017 serão realizadas outras atividades para homenagear “Cem anos de solidão”, incluindo eventos no Chile e na Argentina, entre outros países.

Fonte: G1 | France Presse

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