Dia Nacional do Livro: qual é o livro que marcou a sua vida?

Profissionais do Estado de Minas compartilham experiências pessoais com suas obras preferidas. Nesta quinta-feira comemora-se o dia nacional do livro

Data coincide com a fundação da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, em 1810. Já as comemorações do Dia Internacional do Livro acontecem em 23 de abril, data da morte do poeta inglês William Shakespeare (Foto: Reprodução)

Data coincide com a fundação da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, em 1810. Já as comemorações do Dia Internacional do Livro acontecem em 23 de abril, data da morte do poeta inglês William Shakespeare (Foto: Reprodução)

É possível que você já tenha feito a clássica constatação de que a sua vida daria um romance. Ou, quem sabe, uma epopeia, e até fábula, dependendo dos contornos da sua trajetória. Mas e o caminho inverso, você já fez? Já pensou no quanto as obras da sua estante são, de alguma forma, fundadoras de quem você é hoje? Nesta quinta-feira, dia do Livro, profissionais do Estado de Minas fizeram essa reflexão e contam quais foram os títulos que marcaram a vida deles. Que tal aproveitar as sugestões e começar uma nova leitura?

Confira:

Memórias de Adriano – Marguerite Yourcenar
Memórias de Adriano - Marguerite Yourcenar

(Foto: Túlio Santos/EM)

Gustavo Werneck, repórter: “Eu já gostava da cultura greco-romana. Lendo as memórias do imperador, pude mergulhar mais nessa história e ler outros livros dessa escritora fabulosa. Foi a primeira aceita na Academia Francesa de Letras.”
“O amor nos tempos do cólera”, de Gabriel García Márquez
"O amor nos tempos do cólera", de Gabriel García Márquez

(Foto: Túlio Santos/EM)

Eduardo Murta, subeditor do Superesportes: “A estética literária de García Márquez é fascinante, além da capacidade de construção dos personagens e, principalmente, dos cenários. Ler García Márquez é como estar ao lado da cena, acompanhando tudo.”
“A paixão segundo GH”, de Clarice Lispector
A paixão segundo GH", de Clarice Lispector

(Foto: Túlio Santos/EM)

André Di Bernardi, subeditor do Aqui e escritor: “Quem me indicou esse livro foi um amigo que leu, não conseguiu entendê-lo e, mesmo assim, ficou impressionado com a história. Da primeira linha até a última, ele mudou a minha vida, a forma de eu escrever. Até hoje serve como referência para mim, como pessoa e como escritor.”
“Contos do grotesco ao arabesco”, de Edgar Allan Poe
Contos do grotesco ao arabesco", de Edgar Allan Poe

(Foto: Túlio Santos/EM)

Quinho, ilustrador: “Quando eu li, me apaixonei pelo autor. Leio e releio tudo que posso dele. É um cara que me inspira, não só pelos livros que escreve, mas também por sua própria biografia. Foi ele quem me inspirou e fez com que me interessasse por outros autores, como Júlio Verne e Isaac Asimov.”
“Crime e castigo”, de Fiódor Dostoiévski
Crime e castigo", de Fiódor Dostoiévski

(Foto: Túlio Santos/EM)

Marcílio de Moraes, editor-assistente de Economia: “É um livro que tem um personagem muito marcante por conta do drama. Não é o castigo que ele vive, é a culpa que ele carrega depois de cometer um assassinato. Ele não vê possibilidade de continuar sua vida após o crime e carrega o drama. Um texto que remete à teatralidade.”
“Por quem os sinos dobram”, Ernest Hemingway
Por quem os sinos dobram", Ernest Hemingway

(Foto: Túlio Santos/EM)

Teresa Caram, editora de Suplementos: “Gosto do estilo dele de escrever e retratar a Guerra Civil Espanhola. É uma história bonita, apesar dos horrores da guerra. É incrível a facilidade que o autor encontra para narrar e escrever sobre o assunto.”
“A incrível viagem de Shackleton”, de Alfred Lansing
A incrível viagem de Shackleton", de Alfred Lansing

(Foto: Túlio Santos/EM)

Valf, ilustrador: “Na verdade eu não sei escolher entre “A incrível viagem de Shackleton” e “O último lugar da terra”, de Roland Huntford. “A incrível viagem de Shackleton” fala sobre a tentativa frustrada de alcançar o Polo Sul. O barco fica preso e é comprimido pelas geleiras, mas ele consegue salvar toda a tripulação com dois barcos pequenos, depois de meses sobre o gelo.
“A metamorfose”, de Franz Kafka
A metamorfose", de Franz Kafka

(Foto: Túlio Santos/EM)

Paulo Nogueira, subeditor de Política: “Li o livro na adolescência e me marcou pelo inusitado. Um belo dia, o personagem acorda transformado em um inseto gigante. É inusitado e absurdo ao mesmo tempo e traz uma metáfora da dificuldade de se adaptar ao mundo.”
“Demian”, de Hermann Hesse
Demian", de Hermann Hesse

(Foto: Túlio Santos/EM)

Hudson Franco, diagramador: “Li entre os 15 e 16 anos e posso dizer que este livro me mudou completamente. Foi um divisor de águas entre minha infância e minha adolescência.”
O encontro marcado – Fernando Sabino
 O encontro marcado - Fernando Sabino

(Foto: Reprodução/Internet)

Ângela Faria, editora assistente de Cultura: “Acho que é um livro que todo jovem deveria ler. Se passa na década de 1940, em Belo Horizonte e conta a história de Fernando Sabino, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos e Helio Pellegrino. Fala de jovens diante da utopia de construir um mundo melhor e dos desafios que a realidade impõe a sonhos assim.”
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