Em benefício da saúde

Profissional bibliotecário clínico atua na gestão de informações na área médica

No início de abril, na 5ª edição da “Jornada de Relatos e Debates da Prática Bibliotecária”, realizada na Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (ECI/UFMG), a bibliotecária e mestre em Ciência da Informação Amanda Damasceno de Souza (CRB-6/2427) apresentou a palestra “Desafios e oportunidades na atuação do bibliotecário clínico”. O Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6)entrevistou Amanda, que trouxe informações sobre a atuação do profissional de informação na área da saúde.

Amanda Damasceno atua como bibliotecária clínica desde 2004 (Foto: Arquivo Pessoal)

Amanda Damasceno atuou durante onze anos como bibliotecária clínica na área de oncologia, no Centro de Quimioterapia Antiblástica e Imunoterapia e Serviço de Oncologia da Santa Casa, onde participou de vários congressos nacionais e publicações sobre câncer. Atualmente, é bibliotecária clínica do Centro de Estudos do Hospital Felício Rocho. Também integra o Comitê de Ética e Pesquisa da instituição e é conselheira científica da Casa AURA (apoio a crianças e adolescentes com câncer). “Na atualidade, a medicina demanda por produtos e serviços de informação para prestar uma melhor assistência aos pacientes. Nesse contexto, o bibliotecário especialista em saúde, chamado de bibliotecário clínico, atua na área médica na busca por informações específicas para o cuidado ao enfermo”, explica Amanda, doutoranda em Gestão e Organização do Conhecimento.

Além disso, esse profissional auxilia o corpo clínico na publicação de trabalhos científicos e a equipe de residentes no que diz respeito à normalização bibliotecária e organização e gestão de atividades da biblioteca médica. “O bibliotecário clínico, além de dominar conhecimentos da área da biblioteconomia, precisa apresentar habilidades e conhecimentos relacionados à área da saúde, como: capacidade de elaborar perguntas e aprender sobre questões clínicas e científicas; conhecimentos sobre anatomia e fisiologia; conhecer o vocabulário médico e pesquisas clínicas; e ter fluência em idiomas”, destaca.

A bibliotecária salienta, ainda, a relevância da atuação para a sociedade atual. “Com a chegada da internet, o acesso a informações relacionadas à saúde se tornou muito mais ágil. Entretanto, também é disponibilizada na rede uma enorme quantidade de informações errôneas. Nós possuímos habilidades para selecionar estudos a partir de fontes adequadas, como, por exemplo, as bases de dados. É importante selecionar, organizar e disponibilizar aos profissionais da saúde recursos de qualidade, para que eles possam prestar uma melhor assistência ao paciente”, afirma.

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