Em Goiânia, complexo de bibliotecas do Centro Cultural Oscar Niemeyer será inaugurado até setembro

Anúncio foi feito na manhã desta terça-feira pela titular da Seduce, Raquel Teixeira

Centro Cultural Oscar Niemeyer(Foto: Reprodução)

A biblioteca do Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), em Goiânia, finalmente vai sair do papel até setembro deste ano. A informação foi divulgada na manhã desta terça-feira (31/5) pela titular da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), Raquel Teixeira, durante entrevista coletiva concedida na sede da pasta. Na verdade, a secretária garante que não se trata apenas de uma biblioteca, mas de um complexo de bibliotecas, que contará com três espaços: um para adultos, outro para o público infanto-juvenil e outro virtual.

Todo o projeto foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), sob representação da professora de Biblioteconomia da instituição, Maria das Graças Monteiro. Coordenados por ela, estudantes e servidores da universidade ajudaram na escolha dos 30 mil títulos que comporão o complexo.

“O acervo é específico das áreas de atuação do CCON, literatura e obras teóricas para o estudioso que precise fazer algum trabalho nesse sentido”, detalha Maria das Graças. “A biblioteca virtual na realidade vai agregar bases de dados de outras instituições. Com isso, a gente vai poder ter acesso a esse acervo referencial”, complementa.

Apesar do enfoque em um público específico, que busca referências em arte e cultura, Raquel garante que o espaço se manterá acessível a todos. “O acesso é público. Quem não se interesssar pode até ficar interessado, inspirado, e gostar”, diz.

Trâmites

Para a finalização do projeto, a Seduce estima que serão necessários R$ 5 milhões, valor que já está disponibilizado nos cofres da pasta. As aquisições dos títulos serão feitas em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape). O órgão tem a conveniência de comprar obras sem a necessidade de licitação, o que vai ao encontro do esperado pela Seduce, especialmente no que tange à agilidade do processo e à facilidade de se adquirir livros específicos, que não necessariamente seriam os mais baratos, como especificam os editais.

De todo o trâmite necessário para a implementação do novo espaço, além da compra das obras, resta somente a criação do regimento por parte da UFG, que vai detalhar sua estrutura de funciomento e seu corpo administrativo e laboral.

Com a criação do novo complexo, a expectativa é de que o CCON tenha um fluxo de visitantes muito maior do que o habitual. “Especialmente a biblioteca infanto-juvenil vai atrair as famílias. As crianças induzem comportamentos”, explica o diretor do Centro, Lisandro Nogueira, ressaltando que atividades recreativas, como a patinação, continuarão sendo incentivadas, atraindo ainda mais o público jovem.

Para atender a essa demanda, Lisandro anunciou que foi definida em parceria com a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) a criação de duas novas linhas de ônibus que levarão a população diretamente ao CCON a partir de julho. Até o momento, as linhas que chegam mais perto do espaço são as 015, 021, 023, 026, 193, 283, 900, 901 e 905, que fazem o trajeto até o Shopping Flamboyant.

Mitos

A secretária Raquel Teixeira aproveitou a oportunidade para reafirmar que nunca houve qualquer fundo de verdade nos rumores de que o CCON não possuia a estrutura adequada para receber as bibliotecas. “Criou-se o mito de que a biblioteca do Oscar Niemeyer não iria sair nunca porque a estrutura ficou errada e o prédio não suportaria o peso dos livros. Isso nunca existiu”, garante.

Apesar disso, o CCON passará em breve por uma reforma geral. “O Centro já tem 11 anos e é natural que ele precise de ajustes aqui e ali. É uma reforma que vai garantir a qualidade cada vez maior daquele centro”, explica a secretária.

De acordo com Lisandro, as obras estarão a cargo da Agetop, que está no processo de formulação do edital. A previsão é que a licitação seja feita em um mês e a expectativa é que o funcionamento do CCON não seja afetado. “Vamos fazer por partes. Primeiro os prédios onde tem a biblioteca, a administração e o museu; depois onde tem o monumento e por último o Palácio da Música”, detalha.

Fonte: Mais Goiás | Thiago Burigato

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