Gerenciamento da informação em prol do trabalhador

Conheça o trabalho realizado no Sindicato dos Servidores da Justiça de Minas Gerais

São mais de 60 sites consultados por dia em busca de notícias relevantes para os trabalhadores do Tribunal de Justiça (TJMG) e da Justiça Militar (TJMMG) de Minas Gerais. As mais importantes são usadas para alimentar o site. Além disso, um informativo é enviado diariamente com as principais informações coletadas. “É preciso delimitar esse mundo de conhecimentos. Se você envia muito conteúdo, as pessoas acabam não lendo”, conta a bibliotecária Stefanie Cristina Nascimento dos Santos (CRB-6/3328), que há quatro anos atua como analista de informação do Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância do Estado de Minas Gerais (Sinjus-MG).

Bibliotecária realiza a gestão de informação de todo o sindicato (Foto: Arquivo pessoal)

Quando ela foi contratada, a ideia era criar uma biblioteca para o sindicato. Aos poucos, porém, ela se direcionou para outra área. “Tudo é informação. Com o excesso de notícias que temos, é preciso usar as técnicas da Ciência da Informação para gerir o fluxo.”

Hoje, o site funciona como um portal, mantendo os trabalhadores informados sobre as áreas em que atuam. “Fiz um projeto recente para reformulação, pensando em como a arquitetura da informação poderia contribuir com o usuário”, diz. Stefanie precisou fazer cursos para dominar recursos tecnológicos, como as métricas de análise. Para isso, contou com o apoio do Sinjus-MG. “Já fomos até o Google para saber mais da tecnologia, por exemplo.”

Segundo ela, esse aprimoramento contribui para filtrar melhor as informações que recebe. “É importante para distinguir o que é verídico do que não é. Antes era mais fácil analisar isso, mas hoje o fluxo de notícias é muito intenso”, revela. Agora, a proposta é criar um banco de dados para o sindicato, de modo a armazenar as pesquisas e facilitar a consulta no futuro.

O sonho da biblioteca, porém, não ficou parado. Uma das atividades realizadas pelo Sinjus-MG é uma roda de leitura com os aposentados, que possibilita que eles escolham o livro a ser discutido e se reúnam para conversar sobre a obra. A expectativa de Stefanie é construir a biblioteca para dar apoio a projetos como esse. “Queremos trazer outros tipos de conhecimento para os associados. Eles ficam presos ao mundo do Direito, então a ideia é levar mais literatura. Abrir a mente das pessoas com novas histórias.”

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