Leitura de berço: incentivo ao hábito deve começar cedo

O brasileiro está lendo menos. Foi o que revelou a pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, feita pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope Inteligência. Mas essa não é a realidade das crianças que tem o bom exemplo em casa e recebem de seus pais o primeiro incentivo que precisam para criar o gosto pelos livros.

“O Marcos Vinicius é um devorador de livros. Uma vez nós estávamos num aeroporto e dei um almanaque com muitas páginas para distraí-lo. Duas horas depois ele me disse que já tinha acabado de ler”, conta a cantora Milena di Castro, mãe do menino de 8 anos de idade.

Aos 3 anos Vinicius ainda não sabia ler e Milena contava as histórias para ele, com direito a interpretação de todas as vozes dos personagens da Turma da Mônica, do Maurício de Souza. “Lembro do Vinicius tentando ler sozinho, mas era muito novo para ser alfabetizado, então abria os livros, via as figuras e criava as histórias a partir delas”, diz a mãe.

Livros com muitas ilustrações e pouco texto são ideais para crianças que poderão criar histórias com base nos desenhos ou interpreta-los, além de acostumá-los desde muito cedo com o manuseio dos livros.

A apresentadora Vivian Alencar aprendeu a gostar de ler por causa do seu pai. “Ele é um grande contador de histórias”, afirma ela, que busca transmitir essa paixão aos filhos também. Por isso, o pequeno Arthur cresceu ouvindo muitas narrativas contadas por sua mãe. “Leio para ele e o avô também lê. Me preocupo sempre em deixar os livros, principalmente os infantis, numa altura que ele alcançe, na estante”, explica Vivian.

Quem lê mais sabe mais

Segundo a pedagoga Rita Barros, as crianças que leem desenvolvem a criatividade, imaginação, memória e a cultura. “Elas aprendem a interpretar a história que estão ouvindo ou lendo, o benefício é visto em todas as disciplinas já que a leitura é a base de todas elas”, afirma a pedagoga, que garante: “Os laços familiares se fortificam entre pais que leem para os filhos”.

Exemplo

O exemplo é o maior impulso que os pais podem dar para que seus filhos não torçam o nariz diante de um livro, diz a pedagoga, que dá outra dica preciosa: “Leve seus filhos para passeios a feiras de livros, bibliotecas, livrarias. São lugares encantadores para as crianças”, sugere.

Fonte: A Crítica

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