Livros de colorir para adultos viram febre pelo mundo afora

“Jardim Secreto”, de Johanna Basford, já vendeu mais de 1,4 milhão de cópias e virou best-seller

Troca. A bibliotecária e blogueira Fernanda trocou um pouco os romances pelos livros de colorir

Troca. A bibliotecária e blogueira Fernanda trocou um pouco os romances pelos livros de colorir

O primeiro lugar na lista de best-sellers da livraria Amazon neste mês foi um livro de colorir. E para adultos. “Jardim Secreto”, de Johanna Basford, publicado no Brasil pela editora Sextante e disponível nas maiores livrarias por cerca de R$ 29, já vendeu mais de 1,4 milhão de cópias e virou uma febre mundial.

À primeira vista, o dado pode surpreender. Mas basta lembrar que somos uma sociedade em que 75% dos adultos declararam estar sob um nível alto ou moderado de estresse, segundo pesquisa da American Psychological Association, realizada no mês passado para entender essa corrida em massa atrás de uma atividade tão relaxante quanto colorir.

“Esse tipo de livro é um espaço para usar a criatividade. As pessoas fazem isso para elas, não têm obrigação com ninguém mais, não têm prazo para cumprir. A pessoa se deixa perder”, analisa a psicóloga Michelle Aguilar Dias Santos, pesquisadora dos temas da criatividade e do brincar na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Ela defende que o adulto não só pode, como deve ter um espaço em seu dia a dia para as brincadeiras. “É uma forma de enfrentar a realidade sem ser submisso a ela. Há pessoas que ficam atreladas à realidade e perdem a capacidade de brincar. Isso precisa ser trabalhado, pois brincar é relaxar”.

O relaxamento é o resultado alcançado pela bibliotecária Fernanda Alvarenga, 35, autora do blog Viagem Literária, que começou a colorir o “Jardim Secreto” há cerca de um mês. “Estou viciada! O livro é anunciado como uma terapia antiestresse e realmente é. Você fica horas envolvida com o passatempo”, conta. Para o novo hobby, ela se muniu de um arsenal para satisfazer seus desejos por cores diferentes. Já são mais de 150 lápis de cor, quase 40 canetas coloridas e 24 gizes pastel. “Acho que já gastei uns R$ 200 ou mais, prefiro não contar muito”.

Dicas. Ver um resultado bonito é importante para quem se dedica ao hobby de colorir. Para ajudar com isso, O TEMPO consultou Cris Peter, colorista profissional gaúcha que já foi indicada ao prêmio Will Eisner, maior premiação do universo dos quadrinhos.

“Sempre gosto de escolher duas cores principais, uma quente (como vermelhos, laranjas e amarelos) e uma fria (família dos roxos, verdes e azuis), e depois pegar outros tons dessas mesmas cores”, explica.

“Recomendo fazer sempre movimentos circulares, para preencher toda a área, e leves, para não ter uma lesão com o tempo”, ensina. Para resolver os gastos com as “montanhas” de lápis, uma dica: “Vá a lojas especializadas e compre somente os tons que você usa ou de que gosta mais. Assim, você não fica com aquelas cores que não usa encostadas”.

Só online

Faça você mesmo. Para quem quer se aventurar na arte de colorir, disponibilizamos no Portal O TEMPO uma mandala em preto e branco, com dicas da colorista Cris Peter, para você imprimir e soltar a imaginação.

Fonte: O Tempo | Raquel Sodré

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