Pesquisa Revela que Bibliotecas Melhoram Aprendizado de Matemática

 

Frequentar uma Biblioteca integrada ao projeto pedagógico da escola melhora a leitura e o conhecimento em língua portuguesa, incrementando o aprendizado em matemática. A conclusão é da pesquisa do Instituto Pró-Livro que será apresentada no Fórum de Educação da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, nesta semana.

O estudo entrevistou professores de português, diretores e bibliotecários das 500 escolas públicas com melhor nota na Prova Brasil, comparando as diferenças entre os resultados obtidos e as atividades desenvolvidas. Sem antecipar todos os dados, a coordenadora da pesquisa, Zoara Failla, conta que foi possível identificar uma influência positiva das bibliotecas em aprendizado dos alunos do 5º ano do ensino fundamental.

A pesquisa considera diversos fatores, inclusive físicos, como a infraestrutura da biblioteca, a acessibilidade e a conexão à internet. Também são consideradas a atuação do responsável pela biblioteca e do professor entrevistado, a disponibilidade de acervo e recursos eletrônicos e o uso desse espaço pelos alunos.

O grupo de escolas mais bem avaliado na disponibilidade de acervo e recursos eletrônicos teve um acréscimo de dez pontos em matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), enquanto, em português, o incremento da nota foi de 6 para o acervo e de 10 pontos para recursos eletrônicos. Quando considerados todos os critérios, há uma associação positiva das bibliotecas bem avaliadas com o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

“Ficamos surpresos, mas, quando pensamos matemática, o enunciado do problema é fundamental. É preciso ter compreensão leitora para resolver um problema”, disse Zoara Failla, em entrevista à Agência Brasil.

A pesquisadora afirmou que ter uma biblioteca não é o bastante para as escolas impactarem a formação dos alunos. É preciso que o espaço seja aproveitado de forma multidisciplinar para as atividades orientadas incentivarem os alunos a pesquisarem no acervo. “É preciso ter uma mediação. As atividades devem ser orientadas pelo currículo escolar e projeto político-pedagógico. O conjunto de possibilidades e ações impactarão a aprendizagem”, observou Zoara.

As conclusões incluirão ainda informações sobre como a existência de uma biblioteca ativa é especialmente positiva em escolas que atendem a populações mais vulneráveis. No dia 23 de setembro, os dados serão novamente apresentados em São Paulo, em um seminário no Itaú Cultural.

Fonte: O Documento

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