Regulamentação da profissão de contador de histórias avança na Câmara

Projeto de Lei foi aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público

Projeto de Lei nº 7.232/2017, que regulamenta a profissão de contador de histórias, foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados. Agora a matéria segue para avaliação da Comissão de Cultura, sob a relatoria do deputado Chico D’Angelo (PT-RJ).

Contadores de histórias comemoram a aprovação dada por comissão da Câmara (Foto: Gustavo Lima | Divulgação)

De acordo com o projeto, serão considerados contadores de histórias “os profissionais cuja construção do saber seja desenvolvida no cotidiano de suas comunidades, em que a oralidade exerça papel fundamental na preservação e transmissão do saber e das manifestações da cultura popular”.

Para isso, será exigido um curso de formação, com fundamentação teórico-prática, para o uso da literatura e das técnicas de contação de histórias. O projeto estabelece uma série de objetivos a ser cumpridos por esses profissionais, como a valorização do patrimônio cultural imaterial e da diversidade do povo brasileiro, o fomento à formação de profissionais qualificados e a promoção de espaços de debates e ações nas áreas de tradição oral e literária.

Para o professor Eduardo Valadares (CRB-6 /ES 615), ex-delegado do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6), que atuou durante muitos anos como contador de histórias, a regulamentação da profissão trará um ganho para os profissionais. “Contudo, há que se considerar alguns pontos importantes, como os critérios que serão estabelecidos para que se defina quem poderá ser classificado como um contador de histórias profissional”, diz.

Ele observa, entretanto, que ainda que existam diversos cursos de formação, há pessoas que possuem talento inato e não podem ser desconsideradas. “Entendo que é necessário promover um debate com as associações e profissionais que exercem essa atividade para que critérios claros e horizontais sejam estabelecidos, beneficiando assim a sociedade e os contadores de histórias. ”

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