Ribeirão das Neves e BH terão programa de leitura para presos

Detentos poderão usar o conhecimento adquirido para participar do Enem e na remição das penas

O programa 2ª Chance – Educação é uma oportunidade para detentos que desejam mudar de vida. Recentemente ampliado pelo Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e pelo projeto Sempre um Papo, o 2ª Chance capacita aqueles que querem participar do Enem para Pessoas Privadas de Liberdade.

(Foto: Shutterstock)

Os presídios da Região Metropolitana de Belo Horizonte abrigarão Rodas de Leitura para turmas de presos. As gestantes e o público LGBT terão rodas direcionadas, com o objetivo de trabalhar temas específicos. O programa contará também com uma campanha de doação de livros para o acervo das bibliotecas das penitenciárias. Além disso, o projeto prevê encontros com contadores de histórias voluntários e a realização de dinâmicas de leitura. Seis encontros semanais, com duas horas de duração cada um, deverão ser realizados.

O engajamento no projeto contribui para que os detentos ocupem o tempo ocioso, ao mesmo tempo em que colabora para a remição das penas. A Recomendação nº 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) define que “sejam valoradas e consideradas as atividades de caráter complementar, assim entendidas aquelas que ampliam as possibilidades de educação nas prisões, tais como as de natureza cultural, esportiva, de capacitação profissional, de saúde, entre outras, conquanto integradas ao projeto político-pedagógico (PPP) da unidade ou do sistema prisional local e sejam oferecidas por instituição devidamente autorizada ou conveniada com o poder público para esse fim.” A cada livro lido, em um prazo de 21 a 30 dias, o detento apresentará uma resenha e, após avaliação, terá quatro dias remidos de sua pena. O máximo de tempo que o detento pode remir é 48 dias – equivalentes a 12 obras – em um ano.

Para estimular os detentos, estão previstos encontros com um contador de histórias voluntário e uma dinâmica de leitura que terá o objetivo de instigar a curiosidade dos leitores. A partir do terceiro encontro, haverá quatro rodas de leitura.

O CRB-6 apoia iniciativas que tenham como objetivo a ressocialização, educação e humanização dos presos. “O CRB-6 vem acompanhando de perto as iniciativas de implantação de bibliotecas nas prisões brasileiras. Em Minas, algumas prisões já adotam a leitura como forma de redução da pena para os presidiários, visto que o hábito de ler é um caminho para consolidar a cidadania e para ressocializar o apenado”, afirma Álamo Chaves (CRB-6/2790), vice-presidente do CRB-6. Segundo ele, em São Mateus, no norte capixaba, há um projeto de remissão de pena através da leitura. “Promover a educação, a cultura e o lazer nas bibliotecas prisionais é algo urgente e nós, bibliotecários e bibliotecárias, temos um papel inescapável e basilar nesse processo. Por isso, estamos buscando conhecer os mecanismos legais, em parceria com o poder público, para tornar esta iniciativa uma realidade em Minas e no Espírito Santo”, acrescenta.

Com informações da Agência Minas.

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