“Tenho a chance de contar a história do maior poeta brasileiro”, diz jornalista que prepara livro sobre Drummond

Em 2017, os leitores poderão esperar uma história muito bem contada sobre Carlos Drummond de Andrade. Quem garante é o jornalista Humberto Werneck (foto/divulgação), que foi convidado pela Companhia das Letras para escrever biografia do poeta. Inesperado, o pedido da editora chegou para encher o profissional de alegria e energia. “Drummond é o meu poeta, e isso desde as primeiras leituras, no começo da adolescência. Mais do que referência em literatura, sua poesia é para mim um arrimo, um socorro nas menores e maiores circunstâncias da vida”.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Mineiro nascido na década de 1940, Werneck começou sua carreira no jornalismo em 1968, quando passou a trabalhar com o contista Murilo Rubião, no ‘Suplemento Literário do Minas Gerais’. Passou por Jornal da Tarde, Veja, Jornal da República, IstoÉ, Jornal do Brasil e Playboy. Como escritor, publicou, entre outros, os livros O Desatino da rapaziada, Esse Inferno vai acabar e Sonhos rebobinados.

Em conversa com a reportagem do Comunique-se, ele contou detalhes sobre o trabalho para a obra de Drummond. “O desafio é enorme, mas mobilizador: tenho a chance de contar a história do maior poeta brasileiro de todos os tempos. Poderia querer mais?”.

Veja abaixo o bate-papo

Você imaginava receber o convite da Companhia das Letras para escrever a biografia de Carlos Drummond de Andrade? Não, não esperava esse convite, que veio me encher de alegria e energia. O desafio é enorme, mas mobilizador: tenho a chance de contar a história do maior poeta brasileiro de todos os tempos. Poderia querer mais?

A obra é só para 2017, como você vai se preparar para escrever?  Já entrei firme na pesquisa, que será enorme. O prazo é assustadoramente curto, mas tenho a meu favor a rapidez do jornalista, a ser casada com o rigor do pesquisador. Espero que dentro de um ano e meio já tenha material suficiente para começar a escrever. Mas, já tendo escrito uma biografia, O Santo sujo – A vida de Jayme Ovalle, não tenho dúvida de que no momento de entregar a última linha ainda estarei pesquisando, pois novidades insuspeitadas vão aparecer até o fim.

Quem serão os entrevistados? Numa primeira investida, que não será nada simples, irei atrás dos sobreviventes – gente que, tendo convivido com Drummond, possa dar depoimentos capazes de iluminar o personagem.

O que o leitor pode esperar do livro? Espero servir ao leitor uma história muito bem contada.

Você já escreveu sobre Drummond. O que a obra nova terá de diferente? Escrevi sobre Drummond no meu livro O Desatino da rapaziada, de 1992, e também no varejo de artigos espalhados no tempo – a começar por uma reportagem de capa (a única que o poeta mereceu em vida de uma publicação importante, acredita?) na Veja, em 1977. Entrevistei Drummond algumas vezes, uma delas para as “páginas vermelhas” da IstoÉ, em 1985. Essa experiência me será útil, mas a empreitada, agora, será incomparavelmente maior. Terei que aprofundar e esmiuçar cada aspecto relevante da vida do poeta, e tentar descobrir outros ainda inéditos.

Quem é Carlos Drummond de Andrade para você? Drummond é o meu poeta, e isso desde as primeiras leituras, no começo da adolescência. Mais do que referência em literatura, sua poesia é para mim um arrimo, um socorro nas menores e maiores circunstâncias da vida. Drummond põe em palavras o que eu não daria conta de dizer.

Fonte: Portal Comunique-se

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