Tradução de autores brasileiros se torna negócio rentável

Ganhos com a venda de direitos autorais mais que dobraram em dois anos. Ministério da Cultura promete investir R$ 70 milhões até 2020 na área.

A tradução de obras de escritores brasileiros tem se tornado um negócio rentável. Os ganhos com a venda de direitos autorais mais que dobraram em dois anos.

Poderia ser só mais um turista argentino no bairro boêmio da Lapa, no Rio de Janeiro, mas não se engane. Cristian de Napoli é escritor e tradutor. Está na cidade a trabalho e vai traduzir “A Vida Como Ela É”, de Nelson Rodrigues, para o espanhol.

“É uma grande responsabilidade e um grande prazer ao mesmo tempo, porque, pessoalmente, gosto muito da escrita dele”, diz Napoli. Cristian faz parte de um time de estrangeiros que veio a convite da Biblioteca Nacional para traduzir 14 livros de autores brasileiros para outros idiomas.

A ideia é que os tradutores passem uma temporada conhecendo melhor o lugar em que os escritores vivem ou viveram, entrando no clima. “Quando a gente precisa fazer uma pesquisa histórica, é muito mais importante se a gente conseguir trabalhar in situ, no lugar”, diz o tradutor.

Aos poucos, a tradução começa a ganhar mais cara de mercado, e com as cifras que essa palavra pressupõe. O Ministério da Cultura promete investir R$ 70 milhões até 2020 com um objetivo: levar o que se escreve aqui no Brasil para o mundo afora, seja em que língua for.

As editoras já perceberam que vender os direitos de livros brasileiros pode ser um ótimo negócio. Em 2010, a venda desses direitos autorais, pela Câmara Brasileira do Livro, rendeu R$ 1.009.800. Em 2011, R$ 1.795.200. No ano passado, R$ 2.448.000.

“O mercado brasileiro tem tido cada vez mais interesse no mercado internacional e os títulos que são mais procurados são os títulos relacionados a nossa realidade, a nossa cultura e a nossa dinâmica como país”, afirma Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro. Sorte do resto do mundo que o Brasil tem agora mais um produto “tipo exportação”.

>> Veja vídeo

Fonte: G1 | André Curvello

This entry was posted in Artigos, matérias e entrevistas and tagged , , . Bookmark the permalink. Post a comment or leave a trackback: Trackback URL.

Comentar

Your email is never published nor shared. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*
*