Universidade do Texas, pagou R$ 6,3 milhões por acervo de Gabriel García Márquez

Gabriel García Márquez

A Universidade do Texas, nos Estados Unidos, pagou US$ 2,2 milhões (cerca de R$ 6,3 milhões) à família de Gabriel García Márquez pela aquisição do arquivo pessoal do vencedor do Nobel de Literatura, que faleceu no ano passado. O valor foi divulgado em nota oficial pela instuição, que já havia informado em novembro de 2014 que iria adquirir os documentos. O acervo contém vários manuscritos, duas mil cartas, 40 álbuns de fotos e centenas de notas. Segundo a universidade, quase todo o material está em espanhol.

Entre os objetos mais valiosos estão o texto definitivo de “Cem anos de solidão”, que o escritor entregou à editora em 1967, e um dos poucos manuscritos que existem de “En agosto nos vemos”, seu romance inédito. Entre as cartas, há correspondências trocadas entre o escritor, Carlos Fuentes e Graham Greene; e ainda rascunhos sobre o discurso que ele fez em 1982, quando ganhou o Nobel de Literatura. A universidade afirmou que os materiais ficarão acessíveis, após o processo de documentação e catálogo.

Os arquivos do famoso poeta e escritor colombiano ficarão guardados no Centro Harry Ransom, departamento da universidade que tem uma das coleções literárias mais importantes dos Estados Unidos. Lá, estão objetos e arquivos de James Joyce, Ernest Hemingway, Jorge Luis Borges e William Faulkner.

A Universidade do Texas se negou, a princípio, a tornar público o contrato da compra e solicitou às autoridades texanas uma permissão especial para mantê-lo em segredo, contrariando uma lei estadual, mas o pedido foi rejeitado há poucos dias. Segundo a Agência EFE, a decisão de armazenar o arquivo lá foi tomada pela viúva, Mercedez Barcha, e os filhos Rodrigo e Gonzalo García Barcha. “Nós queríamos que estivesse bem acompanhado”, disse Rodrigo, ao argumentar que na Universidade do Texas há “coleções similares”.

A notícia não foi bem recebida na Colômbia. Muitos colombianos defendiam que o acervo permanecesse no país. Mas, segundo os filhos do poeta, o governo colombiano nunca “fez nenhuma oferta” pelos documentos. Gabriel García Márquez morreu no último dia 17 de abril na Cidade do México, onde morava há décadas.

Fonte: Época Negócios

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