Adeus a Philip Roth

Autor deixa seu nome gravado na história da literatura estadunidense

Na terça-feira, 22 de maio, a comunidade literária se despediu de um dos escritores mais importantes da literatura estadunidense da segunda metade do século XX, Philip Roth. O autor tinha 85 anos e foi vítima de insuficiência cardíaca durante a madrugada.

Escritor foi uma das grandes referências literárias no pós-guerra (Imagem: Divulgação)

Aposentado desde 2010, quando lançou seu último livro (Nêmesis), Roth deixou um legado de 31 obras e teve a honra de ser vencedor dos principais prêmios literários de língua inglesa do mundo, como o National Book Awards e Prêmio Pullitzer de Ficção, além de ter sido cotado anualmente como concorrente ao Nobel de Literatura.

Foi o último de uma geração de escritores gigantes como Saul Below (1915-2005) e John Updike (1932-2009). Sua obra aborda, sobretudo, a comunidade judaico-americana, embora muitas vezes ele tenha recebido críticas por seus livros soarem como de alguém que odiava os judeus. Também foi alvo da militância feminista, que enxergava uma misoginia entranhada em sua obra. É responsável pela já clássica trilogia americana, formada por Pastoral Americana (1997), Casei com um comunista (1998) e A mancha humana (2000).

Se você não conhece a obra do autor, o jornal El País reuniu cinco obras imprescindíveis para conhecer o trabalho desenvolvido por ele desde 1959. Além da trilogia americana, a lista traz clássicos como O complexo de Portnoy (1969) e Complô contra a América (2004).

Outra sugestão é o podcast produzido pela Folha, que reuniu Jerônimo Teixeira e Eduardo Wolf para discutir a vida e obra do autor.

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