Biblioteca escolar é tema de seminário promovido pelo CRB-6

O encontro debateu a relevância desses espaços nas instituições de ensino e para elevar a qualidade da educação no Brasil

Os desafios para a criação e manutenção das bibliotecas escolares, bem como as políticas públicas que viabilizam o seu funcionamento, foram o tema de seminário “Políticas Públicas de Educação e Biblioteca Escolar”, promovido pelo Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6), por meio da Comissão Temporária de Bibliotecas Escolares. Um público de mais de 160 pessoas acompanhou as palestras ministradas no dia 11 de abril, na Escola de Ciência da Informação, da Universidade Federal de Minas Gerais (ECI/UFMG). O evento contou com presença do Wellington Marçal, diretor do Sistema de Bibliotecas da UFMG, do Carlos Alberto Ávila, diretor da Escola de Ciência da Informação da UFMG, além de Kátia Pacheco e Dalgiza Andrade, ambas conselheiras do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB).

Autoridades participam do seminário em Belo Horizonte (Foto: Fabiana Senna)Autoridades participam do seminário em Belo Horizonte (Foto: Fabiana Senna)

Segundo a professora do curso de Biblioteconomia da UFMG e umas das palestrantes do evento, Marília Paiva (CRB-6/2262), a falta da mediação técnica feita pelo bibliotecário inviabiliza o melhor aproveitamento do acervo. “Nós não defendemos a contratação do bibliotecário porque queremos uma vaga e, sim, porque com a presença desse profissional os livros cumprem o seu valor social. Afinal, bibliotecas melhores resultam em escolas melhores”, ressalta ela. Marília Paiva completa sua fala apontando a dualidade da função das bibliotecas escolares. “Elas são atividades-fim e meio das escolas, uma vez que fomentam o ensino e o aprendizado nas instituições”, destaca.

O presidente do CFB, Raimundo Martins (CRB-11/039), também marcou presença no evento e defendeu a necessidade de criação de uma legislação específica, pelo poder público municipal e estadual, que estabeleça a finalidade das bibliotecas escolares – o que fazem, a quem se destinam, qual é o seu acervo, etc. “Esses espaços são quase que clandestinos. Estão fisicamente presentes nas instituições de ensino, mas não estão em mais lugar nenhum. Nem no próprio projeto pedagógico da escola. A existência não garante o serviço, tem que ter objetivação. Uma biblioteca tem que ter projeto técnico, político e social. Se não der conta disso, não justifica existir”, pondera o presidente.

Mais de 160 pessoas acompanharam as palestras (Foto: Fabiana Senna)Mais de 160 pessoas acompanharam as palestras (Foto: Fabiana Senna)

Legislação

“Não temos atualmente profissionais bibliotecários formados suficientes para cumprir a Lei 12.244/2010 tampouco estrutura adequada para que as bibliotecas escolares deixem de ser meros depósitos de livros”, analisa a coordenadora da Comissão Temporária de Bibliotecas Escolares do CRB6 e também umas das organizadoras do seminário, Sindier Antônia Alves (CRB-6/1542).

É neste sentido que o seminário “Políticas Públicas de Educação e Biblioteca Escolar” dá continuidade aos esforços de ampliar a discussão do tema e mobilizar o poder público. Em novembro de 2015, a comissão organizou o seu primeiro grande evento – o seminário “Biblioteca Escolar e Contemporaneidade” – e já programa um próximo debate para outubro deste ano. Confira aqui as fotos do evento.

Confira também alguns vídeos com depoimentos dos palestrantes do seminário “Políticas Públicas de Educação e Biblioteca Escolar”:

Mariza Martins Coelho, presidente do CRB-6

Wellington Marçal, diretor do Sistema de Bibliotecas da UFMG

Alice Silva, palestrante “Entrelaçando saberes: uma trajetória em construção”

Marília Paiva, palestrante “As políticas da educação e as bibliotecas escolares”

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