Celulares proibidos nas bibliotecas  

Projeto de Lei restringe o uso do aparelho em diversos espaços

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, em reunião extraordinária realizada no dia 14 de dezembro, o Projeto de Lei nº 770/15. Ele traz mudanças significativas para a Lei nº 14.486/2002, ao ampliar a lista de locais onde é proibido o uso de celular e de outros aparelhos eletrônicos, incluindo bibliotecas e lugares de estudo da rede pública estadual de ensino.

(Foto: Freepik)

Segundo o autor da proposta, deputado Gilberto Abramo (PRB), a mudança vem não só para evitar a distração dos alunos e o desrespeito ao professor, mas também para “assegurar a ideia principal do ambiente escolar como veículo essencial para educação, bem como resguardar a boa qualidade do ensino em todos os níveis“. O texto aprovado estabelece que:

“Art. 1º – Fica proibida a conversação em telefone celular e o uso de dispositivo sonoro do aparelho em salas de aula, teatros, cinemas e igrejas, bem como o uso de walkmandiskman, iPods, MP3, MP4, fones de ouvido ou blue toothgame boy, agendas eletrônicas e máquinas fotográficas nas salas de aulas, salas de bibliotecas e outros espaços de estudos, por alunos e professores da rede pública estadual de ensino.”

Agora a PL segue para sanção do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.

Vozes contrárias

Apesar da aprovação, a PL tem gerado discussão entre os profissionais da área. A bibliotecária e conselheira do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6) Mirian Scalabrini (CRB-6/769) é contrária à proibição. E cita como exemplo a biblioteca da Fundação Dom Cabral, em Nova Lima/MG, onde trabalha.

“A biblioteca funciona como ponto de encontro para soluções educacionais e a discussão faz parte do aprendizado. Quem procura um ambiente para estudo é direcionado para um espaço próprio, reservado a esse fim”, diz. Para ela, o celular é uma nova ferramenta educacional e a proibição “só cria motivos para inibir o uso de ferramentas que são instrumentos de apoio à incorporação do conhecimento”.

E você, o que pensa sobre o assunto? O CRB-6 quer ouvir a sua opinião aqui nos comentários!

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One Comment

  1. Raimundo J. Silveira
    Posted 26 de dezembro de 2017 at 21:20 | Permalink

    Boa noite, Colegas bibliotecarios(as)! Sou aposentado por invalidez, nao trabalho, mas digo aos conhecidos bibliotecario para sempre. Atitude louvavel desta casa de leis, que vai ajudar e muito nas bibliotecas, e tbem salas de aula. Qto a citaçao da colega conselheira, é preciso que haja espaços proprios ao que ela menciona. Conforme a necessidade e precissao de tal equipamentos tecnologicos. Os espaços apropriado deve ter termos de uso somente temas relacionados ao que tiver em discus sao.
    Qdo eu trabalhava na Biblioteca de Formiga, B. Socrates B. Menezes, logo no inicio da febre de celulares, alunos do ens. medio, reunidos pra pesquisar, formaram duas turmas, distante alguns metros uns dos outros. A biblioteca setor pesquisa, estava lotada, crianças e adolescentes jovens. Um jovem da turma junto na mesma mesa, começou a ligar pra uma colega de outra mesa, eu ia ate a mesa e pedia pra falar baixo, podia discutir o assunto em tom baixo. Creio que aconteceu 3 vezes, apos pedir pessoalmente a este aluno que nao estava com nenhum livro ou revista, somente com o celular, que ele deixasse de usar o celular, ele continuou voltei ate ele, e pedi que ele saisse da bilioteca e fosse pra praça em frente enquanto aguardava colegas, minhas colegas estavam em uma reuniao na propria bilioteca preparando atividades culturais, uma delas desceu ate acontecia, e me disse o que esta acontecendo, eu disse este aluno, esta me desafiando, usando o celular e pertubando a todos, pedi pra ele se retirar de forma e maneira educada. Ele sai e algumas semanas voltou com colegas e comportou conforme o ambiente exige pra bom atendimento.

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