CRB-6 responde reportagem que professa o fim da profissão

Uma declaração dada pelo professor de cultura digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Gil Giardelli, especialista em “robô sapiens” e inovação radical pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, motivou a publicação de matérias em veículos de comunicação, em Minas Gerais e no Espírito Santo. De acordo com ele, 55% dos empregos existentes hoje serão extintos.

Na lista das profissões “condenadas” está a Biblioteconomia. O jornal O Tempo veiculou matéria em seu caderno de Economia, no dia 9 de agosto, sobre o assunto, porém, sem ouvir profissionais da nossa área. Frente a essa situação, o Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6) enviou ao jornal o seu posicionamento sobre o assunto. Um resumo foi veiculado no dia 12 de agosto.

NOTA 5.1 - O Tempo 12.08.15

O texto completo enviado pelo CRB-6 ao jornal O Tempo pode ser lido abaixo.

O Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6), por meio de sua presidente, Mariza Martins Coelho (CRB-6/1637) vem se posicionar em relação à matéria veiculada no jornal O Tempo, de Belo Horizonte, na data de 9 de agosto de 2015, no caderno de economia, com o título “Até 2020, 55% dos empregos existentes hoje serão extintos”, repercutindo fala do professor de cultura digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Gil Giardelli, especialista em “robô sapiens” e inovação radical pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.

De acordo com a matéria, a profissão de Bibliotecário estaria condenada à extinção, informação essa da qual o CRB-6 discorda veementemente.

Sobre o assunto, recentemente um artigo publicado por mim em jornal de grande circulação, intitulado “O papel dos bibliotecários: Meio século pela educação”,  onde afirmo o seguinte comentário “O advento da internet provocou dúvidas sobre o futuro das bibliotecas e, por consequência, do bibliotecário. Muito se especulou sobre o fim desses espaços à medida que a rede de computadores crescia. Mas isso não se provou verdadeiro. E, certamente, não irá acontecer.  As novas tecnologias da informação provocaram mudanças no perfil do profissional, exigindo dele o desenvolvimento de novas habilidades. Hoje, o usuário tem a disposição uma infinidade de informações e sede de novos conhecimentos, o que faz serem ainda mais vastos o campo de atuação do bibliotecário e a abrangência das bibliotecas mundo afora”.

Somente para ilustrar, antes da internet, na instituição em que trabalho como bibliotecária (SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) havia em seu quadro de funcionários 15 bibliotecários. Hoje somos aproximadamente 60 bibliotecários.

Atualmente todas as bibliotecas possuem acesso à internet, com acervos automatizados. Frente a esta realidade, o bibliotecário tem se firmado como profissional importante na formação educacional dos jovens.

Voltando ao artigo, também cito as novas possibilidades de trabalho que têm surgido, como as redes de informação, empresas de tecnologia, indústrias, organizações do terceiro setor, consultorias, desenvolvimento de pesquisas, organização de acervos partículas e tantas outras.

O campo de atuação do profissional bibliotecário é muito amplo. Ele tem se renovado e ampliado, e não o contrário.

Aproveito para parabenizar os 45 novos bibliotecários que formaram na Escola de Ciência da Informação da UFMG, no final de semana passado.

Permanecemos à disposição para mais informações.

O Jornal A Tribuna, do Espírito Santo, também fez matéria sobre o assunto; antes, porém, solicitou um posicionamento do CRB-6. A reportagem saiu com um erro, ao dizer que “[…] segundo Mariza, atualmente, todas as bibliotecas possuem acesso à internet, com acervos automatizados […]”.   Na verdade o que foi dito é que a biblioteca do Senai, onde a presidente do CRB-6 trabalha, possui  acesso à internet, com acervos automatizados.

Confira a matéria na íntegra:

NOTA 5.2 - A TRIBUNA

NOTA 5.3 - 11.08 - A Tribuna pag 3-page-001 ED

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