Integrante da Comissão de Bibliotecas Escolares do CRB-6 defende tese de doutorado

Estudo investigou a contribuição dada por estes espaços à formação dos alunos

A bibliotecária Marília Paiva (CRB-6/2262) apresentou, no dia 31 de outubro, sua tese de doutorado na Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (ECI/UFMG). A pesquisadora, que integra a Comissão de Bibliotecas Escolares do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6) avaliou a contribuição da biblioteca escolar no chamado “efeito escola” – indicador relacionado à Prova Brasil-Leitura em Belo Horizonte, Contagem e Betim.

Integrante da Comissão de Bibliotecas Escolares do CRB-6 defende tese (Foto: Arquivo Pessoal)

Integrante da Comissão de Bibliotecas Escolares do CRB-6 defende tese (Foto: Arquivo Pessoal)

O CRB-6 entrevistou a profissional para saber mais sobre as descobertas feitas durante a produção de sua tese. Confira:

Fale sobre o tema do seu trabalho e o processo de construção de sua defesa.

O tema da minha pesquisa foi a biblioteca escolar e sua potencial contribuição aos resultados dos alunos, aferidos pelos testes padronizados, usando o indicador efeito escola sobre a prova Brasil-Leitura. Ao todo, visitei 24 bibliotecas escolares nas cidades de BH, Betim e Contagem, sendo seis do sistema estadual, seis do sistema de ensino de BH, seis do sistema de Contagem e seis do sistema público de Betim. Em cada biblioteca fiz uma observação de pelo menos duas horas, entrevistei o responsável pela biblioteca e coletei questionários de um professor de português do 5º ano, de um coordenador pedagógico e do diretor.

Qual sua relação com o tema do trabalho?

Comecei minha vida profissional em bibliotecas numa biblioteca escolar. Fui técnico de biblioteca – na verdade, a função era auxiliar de biblioteca – numa escola pública na periferia de Betim durante oito anos e três meses.

Posteriormente, depois que me tornei professora da UFMG, passei a compor o Grupo de Estudos em Biblioteca Escolar (GEBE). Além disso, defendi no mestrado dissertação sobre políticas públicas para bibliotecas públicas – embora não se tratasse de biblioteca escolar, a temática da política pública para bibliotecas passou a ser, desde então, minha preocupação constante.

Como você vê o mercado de atuação do bibliotecário em bibliotecas escolares?

Mercado em ampliação – e potencial imenso de crescimento maior ainda, por causa da lei das bibliotecas escolares.

Qual a importância das bibliotecas escolares hoje? O que elas devem fazer para atrair frequentadores?

Eles são tão relevantes como sempre foram, mas com possibilidade de atuação ainda maior, tendo em vista as questões colocadas por uma sociedade cada vez mais imersa num mar de informações e com uma exigência de letramento em vários níveis cada vez maior. As bibliotecas escolares devem procurar, em primeiro lugar, ser relevantes para as próprias instituições de ensino nas quais funcionam. É o uso da biblioteca escolar pelo seu público preferencial (alunos e professores) que a tornará visível e importante. A partir daí, ela acompanhará a visibilidade que a escola tiver.

Como é o trabalho na Comissão de Bibliotecas Escolares do CRB-6?

O trabalho na Comissão de Bibliotecas escolares do CRB6 é voluntário e temos atuado em três frentes:

A primeira delas são encontros de formação para bibliotecários e equipe de bibliotecas escolares, abertos a alunos de Biblioteconomia e a outros interessados, que tratam de alguns temas que devem compor a formação desses profissionais – educação, influência de leis da educação nos acervos etc. Buscamos sempre convidar profissionais bibliotecários atuantes em boas bibliotecas escolares para narrar experiências relevantes e bem sucedidas.

A segunda são visitas técnicas a boas bibliotecas escolares coordenadas por bibliotecários para conhecer diferentes formatos e formas de atuação dessas bibliotecas em suas respectivas escolas, de modo a ampliar as relações com bibliotecários desse tipo de biblioteca; convidá-los a expor suas experiências em mídias do CRB; divulgar experiências de sucesso de bibliotecas escolares e participar dos eventos de formação.

Por último, a participação no Grupo de Trabalho junto à SEE-MG com o objetivo   de garantir que as bibliotecas do sistema público estadual de ensino sejam ocupadas ou pelo menos coordenadas por profissionais bibliotecários. Antes que esse objetivo seja alcançado, tentamos inserir o profissional nos editais que permitem contratação para a função de Professor do Ensino do Uso da Biblioteca (PEUB), que, atualmente, é a forma de atuação nas bibliotecas escolares estaduais.

A doutora Marília Paiva foi palestrante do CRB-6 no evento sobre biblioteca escolar que aconteceu em Vitória, divulgado no último boletim. Leia aqui.

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