Muita dedicação à pesquisa e à profissão

Eduardo Valadares, atual delegado do CRB-6, é aprovado em concurso para a UFMG

A Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (ECI/UFMG) contará com um novo professor em sua equipe. Eduardo Valadares, atual delegado do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6), no Espírito Santo, foi aprovado em um concurso público para a universidade, e espera iniciar suas atividades ainda este ano.

NOTA 1 (Small)Eduardo atua como delegado do CRB-6 no Espírito Santo (Foto: Divulgação)

O bibliotecário, que tem formação voltada para a área de bibliotecas escolares, conta que pesquisa sobre o tema desde 2007. Para ele, esse foco garantiu um bom resultado na prova. “Inicialmente, meu interesse não foi com a exclusiva intenção de me preparar para concursos, mas sim qualificar minha atuação como bibliotecário escolar. Porém, com certeza essa dedicação de quase dez anos foi um fator decisivo para a minha aprovação”, conta.

O trabalho de pesquisa foi desenvolvido paralelamente com outras atividades e trouxe muitos resultados para a trajetória de Eduardo. Por esse motivo, o bibliotecário sugere que esse pode ser um caminho para os profissionais que estão pensando em qual setor atuar. “A opção de carreira acadêmica, na universidade, deve ser levada em consideração. Muito se discute sobre os trabalhos desenvolvidos em bibliotecas escolares, públicas, especializadas e universitárias, mas devemos ter em mente que é possível atuar, também, na docência.”

Sobre suas futuras pesquisas na universidade, Valadares quer continuar se aprofundando em questões de bibliotecas escolares tão logo consiga ingressar no doutorado. Além disso, pretende permanecer em contato com o CRB-6. “Na condição de professor, é interessante que haja uma aproximação entre a área da academia e os profissionais mineiros e capixabas. Por isso, no que depender de mim, estarei sempre próximo do Conselho”, afirma.

Futuro da profissão

Atualmente, muito se discute sobre o que esperar do futuro da Biblioteconomia. Segundo Eduardo, essa é uma questão que vai ao encontro a vários fatores sociais contemporâneos, que, entre as principais transformações, exigem um processo crescente por demanda de informação, o que representa grandes desafios para a maioria das profissões. Dessa forma, o principal é que os profissionais se preparem para trabalhar com as novas tecnologias, indispensáveis para qualquer campo de atuação. “A Biblioteconomia tem um futuro promissor. Nosso maior incentivo é continuar oferecendo um serviço de qualidade ao usuário final, frente a tantas ferramentas disponíveis para isso. Devemos prestar atenção especial às mudanças do mercado e ao aparecimento dessas novas ferramentas”, afirma.

Contador de histórias

Além de suas funções como bibliotecário e pesquisador, Eduardo também desenvolveu trabalhos como contador de histórias. O interesse na atividade surgiu ainda na graduação, em 2002. “Eu comecei a me familiarizar com a contação por meio de oficinas e pequenos cursos. Durante os primeiros contatos, fui descobrindo que tinha certa habilidade para contar histórias.”

A profissionalização na área veio em 2009. Por isso, Eduardo se diz, além de bibliotecário, também um contador de histórias. “Além da recompensa afetiva de trabalhar com jovens e crianças, também existe o retorno financeiro. Hoje em dia, é possível viver como contador de histórias”, finaliza.

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One Comment

  1. Adriana Fonseca
    Posted 2 de março de 2016 at 8:10 | Permalink

    Que legal Eduardo, muito bom contar com profissionais
    como você! Parabéns!

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