Livros sobre a cidade de Pitangui (MG) serão lançados em Belo Horizonte no domingo

Autores da Coleção Pitangui 300 anos (Foto: Selma Assis)

Autores da Coleção Pitangui 300 anos (Foto: Selma Assis)

Três novos títulos da Coleção Pitangui 300 anos serão lançados no próximo domingo (4), em Belo Horizonte. “Tão longe, tão perto” retrata a vida nos nove povoados de Pitangui; “O palco e a tela” conta a história do teatro e do cinema no município; “De gol em gol” conta a história do futebol em Pitangui, cidade de 27 mil habitantes que possui, em sua área urbana, seis estádios, dos quais cinco equipados com iluminação para jogos noturnos. O lançamento será, a partir do meio-dia, no restaurante Rancho Fundo, no bairro Buritis.

“Tão longe, tão perto” foi escrito pelo jornalista Ricardo Welbert, que visitou todos os povoados e entrevistou perto de cem pessoas. O livro mostra um lado ainda pouco conhecido de Pitangui, a tricentenária cidade que tem suas ladeiras, seus casarões em estilo colonial, suas praças e igrejas como referência. Porém, poucos sabem que os povoados também têm vida própria, com comércio, escolas, atendimento médico, campos de futebol e até sinal de celular e internet.

Ricardo Welbert é pitanguiense. É jornalista formado pela Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg). Em sua cidade natal, iniciou carreira como repórter do jornal “O Independente”. Também passou pelas rádios Onda, Ativa e Amigos FM. Foi assessor de imprensa da prefeitura de Pitangui. Mudou-se para Divinópolis, onde foi repórter do jornal “Agora” e da rádio Sucesso FM. Atualmente, é repórter de web na TV Integração, onde escreve para os site G1 e GloboEsporte.com.

“O palco e a tela” também revela um lado pouco conhecido de Pitangui: o da paixão pelo teatro, que, no final do século 19 e primeira metade do século passado, foi uma importante manifestação cultural na cidade. Pitangui chegou a ter várias companhias, como a Sociedade Theatral, a Sociedade de Amadores Pitanguyenses e o Grupo de Teatro da Companhia de Tecidos Pitanguiense, o Cetepense. Todos tinham seus próprios elencos e excursionavam pelas cidades da região. Mas, a partir dos anos de 1940, o teatro foi cedendo lugar ao cinema. O Cine Pitangui, na praça Governador Benedito Valadares, era programa obrigatório para quem apreciava a sétima arte ou queria apenas desfrutar de momentos de lazer. Quando fechou suas portas, em 1983, o cinema deixou muitas saudades.

“O palco e a tela” foi escrito pelo historiador Licínio Filho, um belo-horizontino que desde 1999 mora em Pitangui, onde tornou-se um pesquisador da história do município. Licínio é historiador formado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Belo Horizonte em 1997, ano em que iniciou sua carreira docente. Tem especialização em História do Brasil Contemporâneo pelo Uni-BH e MBA em Gestão Estratégica (concentração em pessoas) pela Face/UFV. É também um dos coordenadores do blog “Daqui de Pitangui”.

“De gol em gol” foi escrito por Marcos Antônio de Faria, o Barrica, a partir de entrevistas com jogadores, ex-jogadores e dirigentes dos clubes de futebol de Pitangui. O livro descreve, em detalhes, cenas de partidas importantes e casos pitorescos, como o dos times formados apenas por crianças e o do padre que era jogador e ameaçou excomungar um atleta do time adversário se ele continuasse a atuar de forma violenta no jogo.

Marcos Antônio de Faria é também um personagem da história do futebol de Pitangui, onde atuou com goleiro, no Clube Atlético Pitanguiense (CAP), São Francisco e Sacramento. Fora das quatro linhas do gramado, foi secretário e presidente do CAP, um dos fundadores e também presidente do Serrano Esporte Clube e colaborador da Liga Esportiva Pitanguiense (LEP).

Histórias das pessoas comuns

A coleção Pitangui 300 anos é composta por livros de bolso que contam, cada um, uma parte da história de Pitangui. Os livros foram lançados primeiro em Pitangui e municípios da região e somente agora estão tendo lançamento na capital. Essa inversão não aconteceu foi por acaso. Ela tem o sentido simbólico de mostrar que também no interior se produz livros de excelente qualidade.

Os livros da Coleção Pitangui 300 anos não trabalham com os grandes eventos da história do município. Seu foco é a história das pessoas comuns. É a história dos atores de teatro, do dono do cinema, dos jogadores de futebol e dos anônimos moradores dos povoados de Pitangui. Ao dar mais valor às histórias das pessoas, o jornalista Marcelo Freitas, coordenador do projeto, acredita que os livros da Coleção Pitangui 300 anos acabarão extrapolando os limites de Pitangui, atingindo o que ele define como o “sentido universal”. E é o sentido universal que, segundo ele, faz com que os livros possam ser lidos e apreciados por qualquer pessoa que goste de boas histórias.

Fonte: Agência Minas | BHAZ

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