Editora UFMG inaugura livraria no Espaço do Conhecimento com lançamento de obra sobre arquivos literários

Espaço do Conhecimento UFMG integra Circuito Cultural Praça da Liberdade e fica ao lado da antiga Secretaria da Educação [prédio rosa, atual Museu das Minas e do Metal] (Foca Lisboa/UFMG)

Neste sábado, 14, a Editora UFMG vai inaugurar uma livraria no Espaço do Conhecimento, na Praça da Liberdade. A nova unidade também vai comercializar livros de outras editoras universitárias. Os livros da Editora UFMG serão vendidos com desconto fixo de 20% na loja.

O evento de inauguração, a partir das 11h, será marcado pelo lançamento de Arquivos literários – Teorias, histórias, desafios, livro em que o professor da Faculdade de Letras Reinaldo Marques discute o arquivo como figura epistemológica.

A nova livraria da UFMG funcionará das 10h às 17h, de segunda a sábado, e contará com dois profissionais para o atendimento ao público. Na quinta-feira, o horário de funcionamento será estendido até 21h.

Ana Flávia Machado, diretora científico-cultural do Espaço do Conhecimento, destaca que a nova loja vai gerar ganhos significativos para o museu da UFMG, haja vista que o público de ambos é formado por pessoas interessadas em ciência e cultura.

“Sediar uma filial da Livraria UFMG abre oportunidade para que o nosso público tome conhecimento e adquira obras produzidas no âmbito da Universidade. Assim como o próprio museu, a Livraria é um veículo de divulgação do trabalho acadêmico, tanto científico quanto cultural”, lembra.

Para Wander Melo Miranda, diretor da Editora UFMG, a livraria é “mais um importante espaço para a divulgação da produção editorial da UFMG e de outras editoras universitárias do Brasil”. O professor da Faculdade de Letras destaca o caráter estratégico da localização da nova loja.

“Com essa nova instalação, passaremos a fazer parte do Circuito Cultural Praça da Liberdade, localização privilegiada para oferecermos nova forma de acesso aos livros produzidos pela Editora UFMG e pelas demais editoras universitárias brasileiras. Eles não são tão fáceis de encontrar em Belo Horizonte”, aponta.

O arquivo literário

Um arquivo literário se configura na medida em que o arquivo pessoal do escritor é levado – por ele mesmo, por familiares, por pesquisadores – do espaço privado para o espaço público, o que acaba por situá-lo em um entre-lugar.

Desse deslocamento, defende Reinaldo Marques [em foto de Foca Lisboa/UFMG], emerge um espaço atravessado por forças e tensões, que sugerem a memória como um campo de luta política.

Em Arquivos literários – Teorias, histórias, desafios, o professor de teoria da literatura e literatura comparada da Faculdade de Letras reúne uma produção intelectual oriunda de mais de duas décadas de investigações relacionadas a esse tipo de arquivo.

As pesquisas de Reinaldo remontam ao pós-doutorado que desenvolveu sobre o assunto na PUC-Rio, nos anos de 2005 e 2006, à investigação que fez do arquivo de Henriqueta Lisboa, anos antes, no Acervo de Escritores Mineiros (AEM), abrigado pela UFMG, e a sua atuação como diretor do AEM, a partir de meados da década de 1990.

Reinaldo lembra que nesse deslocamento do privado ao público o arquivo pessoal do escritor é submetido a saberes especializados, como a biblioteconomia, a arquivologia e a museologia. Segundo o pesquisador, essa submissão resulta nos mais diversos desafios, que dizem respeito tanto à relevância da memória pública para a cultura e ao interesse público quanto à privacidade e à ética.

Fonte: UFMG

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