Esculturas de artista autodidata recriam história da Antiguidade Clássica

As esculturas do artista Luiz Rafael permitem que o visitante da exposição “Relatos” façam uma viagem pela Antiguidade Clássica. O artista autodidata de Itacibá recria em suas esculturas história de Grécia, Roma e do Egito. A exposição “Relatos” está aberta ao público até o dia 7 de julho na Biblioteca Municipal Madeira de Freitas, em Cariacica.

Exposição “Relatos” (Foto: Século Diário)

Exposição “Relatos” (Foto: Século Diário)

Usando materiais como resina, massa epóxi, fibra de vidro e acabamento com tinta e verniz, Rafael reproduziu séries conhecidas como cenas do cotidiano egípcio (os escribas, os mercadores, a caçada do faraó no Rio Nilo usando gatos de estimação), esculturas da era clássica romana (um busto de Cleópatra, inspirada numa obra de Michelangelo, onde ele usou como modelo a atriz Angelina Jolie) e inspirações do romance épico “Quo Vadis?”, de Henryk Sienkiewicz, que se passa na Roma Antiga e fala da perseguição aos cristãos comandada pelo imperador Nero.

“Eu acredito na função didática da arte. Eu me esforço para concentrar toda a beleza existente no que foi produzido nesse período, mas quero que minha obra aguce a curiosidade das pessoas em se interessarem mais por essas civilizações”, sintetiza o artista.

Atuando como designer gráfico e fotográfico, ele faz da sua paixão pela História uma verdadeira obsessão estética, nos seus momentos de folga. “Tenho em meu ateliê mais de 40 criações, inclusive maquetes de templos e cidades antigas. O templo de Karnak, destinado à adoração do deus Rá, em Luxor, no Antigo Egito, foi um dos meus maiores desafios”, conta.

O artista não tem curso formal em Artes Plásticas. Fez cursos técnicos em artes gráficas e design. Rafael conta que despertou para o estudo da História ainda na infância. Desde criança, ele tentava reproduzir no papel os heróis e vilões que acompanhava nos desenhos animados. À medida que foi aprimorando o traço, passou a outro desafio: transformar o que desenhava em escultura. “Na minha adolescência, passei a modelar com massa epoxi e não parei mais”, relembra.

Rafael expôs em 2005 na Assembleia Legislativa, em Vitória. De lá para cá, manteve-se com mostras em seu ateliê. Agora, quer ocupar mais espaços. “É um privilégio expor minha arte em minha própria cidade. O município tem ganhado mais espaço para iniciativas como essa”, comemora.

Exposição “Relatos” (Foto: Século Diário)

Exposição “Relatos” (Foto: Século Diário)

Ele prepara uma futura exposição, desta vez com apoio da Lei João Bananeira, com esculturas sobre cavaleiros, samurais, templários e guerreiros de várias épocas. “Heróis Circulando” será lançada no Shopping Moxuara (Rodovia BR-262, Km 5, 6555 – Campo Grande, Cariacica).

Serviço:

Exposição “Relatos” – Biblioteca Pública Municipal Madeira de Freitas. Cariacica
Visitação: segunda a sexta, das 9h às 18h.
Até 7 de julho.
Informações: (27) 3386-3376.
Entrada franca

Fonte: Século Diário

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Prestando contas

CRB-6 entrega Relatório de Gestão para o TCU

No último dia 31, o Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6) entregou ao Tribunal de Contas da União (TCU) o Relatório de Gestão do exercício 2016. ”A prestação de contas garante à sociedade que atuamos em estreita observância aos princípios constitucionais estabelecidos no artigo 37 da nossa Constituição Federal”, reforça a presidente do CRB-6, Mariza Martins Coelho (CRB-6/1637).

O relatório visa comprovar a idoneidade da gestão, uma vez que os conselhos de classe estão subordinados à fiscalização do TCU. “A entrega é uma demonstração de que o CRB-6 cumpriu o seu dever para com o órgão fiscalizador e subsequentemente com os bibliotecários”, ressalta. A regularidade só será oficializada após a homologação e publicação do relatório de gestão pela unidade técnica do TCU.

Lei de Acesso à Informação

Você sabia que todas as informações financeiras, contábeis e administrativas do CRB-6 estão disponíveis no Portal da Transparência? Qualquer cidadão pode consultá-los. Confira!

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SESI-MG divulga programação cultural

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Livro conta história da Orquestra Camerata SESI-ES

São nove anos inovando no cenário da música clássica capixaba e brasileira. Portanto, nada mais justo do que ter essa trajetória impressa em livro. A publicação “Orquestra Camerata Sesi – Uma trajetória de sucesso” será lançada na próxima terça-feira, dia 20 de junho, a partir das 19 horas, em evento para convidados no Espaço Cultural Rui Lima do Nascimento, mais conhecido como Teatro do Sesi-ES de Jardim da Penha, em Vitória. A noite será também de homenagem àqueles que ajudaram a construir essa história e, é claro, de muita música de qualidade.

O livro “Orquestra Camerata Sesi – Uma trajetória de sucesso” será lançado na próxima terça-feira, dia 20 de junho, no SESI-ES de Jardim da Penha (Foto: SESI-ES)

O livro “Orquestra Camerata Sesi – Uma trajetória de sucesso” será lançado na próxima terça-feira, dia 20 de junho, no SESI-ES de Jardim da Penha (Foto: SESI-ES)

O presidente do Sistema Findes, Marcos Guerra, comemora o fato e a ocasião. “A Orquestra Camerata Sesi é sucesso por onde passa porque reúne, em um mesmo lugar, uma boa amostra do que o Sistema Findes tem a oferecer: cultura, educação e qualidade de vida. O lançamento de um livro que narra a história da orquestra é motivo de orgulho para nós, principalmente porque eterniza a contribuição de todos os voluntários do Sistema Findes envolvidos nessa trajetória.”

Já o superintendente do Sesi-ES, Luis Carlos Vieira, destaca a metodologia de trabalho que permitiu esse percurso vitorioso. “Meu trabalho foi dar condições e liberdade para a criatividade e a eficiência do maestro Leonardo David, além de implementar um sistema de gestão da área cultural que permitisse o acesso de um maior número de pessoas às apresentações da Camerata, o que inclui tanto os trabalhadores da indústria – nosso foco primordial – quanto a população capixaba, transformando a orquestra no principal indutor da cultura por parte do Sesi-ES”, conta.

O livro

O livro “Orquestra Camerata Sesi – Uma trajetória de sucesso” retrata uma história marcada pela dedicação dos músicos liderados pelo maestro Leonardo David em busca do objetivo comum de tornar a música clássica mais acessível à população e também de sempre inovar no formato de suas apresentações. Com base nesses conceitos, a Camerata Sesi-ES notabilizou-se pelos concertos que promovem a fusão musical com gêneros populares como Rap, MPB, Forró e Rock’n’roll, incluindo parcerias com bandas locais e músicos consagrados nacionalmente, entre os quais Paulo Ricardo e Leoni. Constam no currículo também apresentações para trabalhadores da indústria capixaba na Grande Vitória e interior do Estado, em projetos sociais diversos e até mesmo em fábricas.

Tendo conquistado um grande público, que vem lotando as apresentações por várias temporadas realizadas no Espaço Cultural Rui Lima do Nascimento, assim como em outros palcos, a Orquestra Camerata Sesi-ES também contou frequentemente com convidados de renome nacional e internacional em seus concertos, além de ter inovado – mais uma vez – ao promover a aproximação com o público infantil por meio da recém-criada série “Concertos Didáticos” e do projeto “Sesi Música Clássica na Escola”. Recentemente, essa trajetória bem-sucedida atingiu um de seus pontos mais altos, com a apresentação, a convite, da Orquestra Camerata Sesi-ES num dos palcos mais renomados do País: a Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro.

Fonte: SESI-ES | Fabio Martins

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Viagem pela Literatura leva contação de histórias para biblioteca municipal de Vitória

A atividade de contação de histórias terá clássicos da literatura infantil (Foto: Carlos Antolini)

A atividade de contação de histórias terá clássicos da literatura infantil (Foto: Carlos Antolini)

Muitas histórias, diversão e uma viagem pelo mundo lúdico da literatura. Essa é a proposta do projeto Viagem pela Literatura, que desembarca nesta quarta-feira (21), a partir das 14h30, na sede da Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim, no Casarão Cerqueira Lima, no Centro.

O público que comparecer ao espaço vai poder conferir a atividade de contação de histórias, que terá a participação das contadoras Alzira Bossois e Sandra Freitas, integrantes do Grupo Chão de Letras, além uma atividade de desenho relacionada as histórias que serão narradas.

Entre as histórias que serão contadas, entre outras, estão “João e o Pé de Feijão”, clássico da literatura infantil; “Kibungo” e “João Sem Medo”, contos populares; “A Menina que Aprendeu a Voar”, de Ruth Rocha; “Besouro e Prata”, de Ana Maria Machado; e “O Gato Xadrez”, de Bia Vilela.

Viagem pela Literatura

O projeto Viagem pela Literatura é realizado pela Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim desde 1994 e tem como objetivo incentivar a prática da leitura por meio de atividades desenvolvidas por atores, escritores e contadores de histórias, proporcionando o acesso ao livro de forma lúdica e contribuindo para a construção de cidadãos mais críticos.

Serviço

Viagem pela Literatura
Quando: 21 de junho, quarta-feira, às 14h30
Onde: sede da Biblioteca Pública Municipal Adelpho Poli Monjardim – Casarão Cerqueira Lima – rua Muniz Freire, 23, Cidade Alta, Centro
Aberto ao público

Fonte: Prefeitura de Vitória | Leo Vais

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Cariacica realiza primeira mostra semanal de arte e cultura

A 1ª Mostra Semanal de Arte e Cultura de Cariacica teve início nesta segunda-feira (19) e vai até o próximo sábado (24), dia de São João Batista, padroeiro do município. A programação, totalmente gratuita, irá ocupar diversos espaços do município e contará com apresentações de música, dança, teatro, artesanato e literatura. O evento é promovido pela Secretaria Municipal de Cultura (Semcult).

A abertura será com o 1º Festival de Corais de Cariacica, a partir das 19h desta segunda no Centro Cultural Frei Civitella, em Campo Grande. Vão se apresentar o Coral Cantos e Encantos, formado pelos servidores municipais, sob regência de Renato Gonçalves; Coral Aicano, regido por Jovane Rodrigues; Coral da Amizade (Cariacica), Sagrada Família (Vila Velha), Coral São José (Marechal Floriano), todos regidos por Max Carvalho, e o Coral da Ufes (Vitória), sob regência de Cláudio Modesto.

Antes dos corais, haverá um dueto de piano e violino com o pianista Max Carvalho e o violinista Augusto Kennedy. De segunda a sábado, das 16h às 20h, em frente ao Centro Cultural, haverá a Feira Semanal de Comidas e Artesanato de Cariacica com artesãos locais e produtores convidados.

Na terça-feira (20), as atenções se voltam para a Biblioteca Municipal Madeira de Freitas, que sediará uma noite de artes plásticas e bate-papo literário. A partir das 18h, o escultor Luiz Rafael discorre sobre seu processo criativo que o levou a montar a exposição “Relatos”, fazendo releituras da arte antiga do Egito, Grécia e Roma. O evento prossegue com sarau poético com a participação dos escritores cariaciquenses Bruno Mattos, Cinthia Pretti, Marcos Bubach e Idayana Borchardt. Haverá música com Dilio Lyra, apresentando músicas do CD “Depois do Sol”. No espaço de oficinas do Centro Cultural, no segundo pavimento, das 12h às 20h, retorna a exposição “Para não dizer que não falei das cores”, da artista plástica Cida Rosa.

Na quarta-feira (21) e quinta-feira (22), o Centro Cultural acolhe três mostras regionais, feitas pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu). São elas: a III Mostra Regional de Música (quarta, das 8h30 às 12h), a V Mostra de Dança (quarta, das 13h às 17h) e a VII Mostra de Teatro (quinta, das 8h30 às 17h). Todos os eventos envolvem a participação de alunos das escolas estaduais do município. Na noite de quinta (22), a partir das 19h30, lançamento do projeto de capoeira “A arte da capoeira da palma da mão a ponta do pé”, do mestre Jocinei.

Na sexta-feira (23), das 9h às 17h, no Centro Cultural, haverá o “1º Simpósio Práticas de Literatura na Escola: o Entrelaçamento Literária entre os Universos da Cultura e da Educação”. Na programação, palestras com professores e pedagogos, além da exposição de trabalhos desenvolvidos por bibliotecários da rede municipal e também apresentação dos livros “O Som das Estrelas Caídas”, da autora Idayana Borchardt, e “Folhas de Castanheira”, de David Rocha. À noite, às 19h30, o escritor Fabiano Gomes lança “Jimmy vai à Escola” no segundo pavimento do Frei Civitella. A obra traz a temática do bullying na escola, porém, usando cães como personagens.

No sábado (24), dia de São João Batista, padroeiro de Cariacica, a programação estará concentrada em Cariacica Sede. Na Praça Marechal Deodoro, a partir das 16h, oficinas de máscaras do João Bananeira. Serão disponibilizadas 400 minimáscaras de cerâmica, confeccionadas pela ceramista Elaine Sohelo, para pintura. Às 17h, apresentação da Banda de Congo São Benedito de Piranema e da Banda Fanfacongo da Apae Cariacica. Ainda no sábado, a partir das 19h, inauguração do espaço da Associação de Moradores de Vila Oásis, com apresentação da Fanfacongo, quadrilha de São João e banda de forró.

Fonte: Século Diário

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Biblioteca pública de Igarapé (MG) realiza oficina de desenhos

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Ciência vive uma epidemia de estudos inúteis

Cientistas dos EUA, Reino Unido e Holanda denunciam que a pesquisa está perdendo parte de sua credibilidade

Um dos campos em que foram detectadas deficiências é a neurociência (Foto: Universidade de Wisconsin-Madison)

Um dos campos em que foram detectadas deficiências é a neurociência (Foto: Universidade de Wisconsin-Madison)

Há séculos, não bastava a Newton e Galileu realizarem descobrimentos capazes de mudar a história. Deveriam também repetir suas experiências diante de todos os seus colegas, e esses, por sua vez, as repetiam por sua conta antes de ficarem completamente convencidos. Esse princípio de reprodutibilidade foi fundamental para o avanço da ciência desde então. Na atualidade, essa garantia essencial está se perdendo, e coloca em dúvida a validade de muitos estudos em quase todas as disciplinas.

Um grupo de pesquisadores dos EUA, Reino Unido e Holanda assinou na quarta-feira um manifesto para que a ciência recupere parte dessa credibilidade e confiabilidade perdidas. O principal autor do documento é o médico e pesquisador da Universidade Stanford (EUA) John Ioannidis. Há anos, ele é um dos pioneiros da chamada “metaciência”, uma disciplina que analisa o trabalho de outros cientistas e comprova se estão respeitando as regras fundamentais que definem a boa ciência.

Segundo uma análise, ressalta o manifesto, 85% dos esforços dedicados à pesquisa biomédica “acabam sendo desperdiçados”. “São estudos que nunca chegam a ser aplicados na clínica ou são feitos de uma forma negativa, e também muitos outros que são abandonados em etapas muito iniciais”, explica Ioannidis. “Na maior parte das vezes as experiências não são bem projetadas”, denuncia o pesquisador. “Por exemplo, somente entre 10% e 20% de todos os estudos com animais são aleatorizados para se evitar as distorções” inconscientes dos cientistas, ressalta. No caso dos testes clínicos com pacientes, “somente 5% seguem todos os passos corretamente”, denuncia. O problema afeta “quase todas as disciplinas da ciência”, afirma.

Estudos invalidados

Em 2013, o médico de Stanford publicou um estudo que afirmava que até 95% podem ser falácias sem comprovação. Outra revisão recente invalidou milhares de estudos de neurociência baseados em uma técnica de ressonância magnética. De acordo com os pesquisadores, não são só os cientistas os responsáveis, mas também as universidades, as poderosas revistas científicas que publicam os estudos, as agências financiadoras e o restante dos atores do sistema, afirma.

Uma pesquisa recente publicada pelaNature revelou que 90% dos cientistas reconhecem que existe uma crise de reprodutibilidade na ciência. Isso se deve em parte porque a forma de se produzir conhecimento na atualidade mudou tanto que seria quase irreconhecível para os grandes gênios dos séculos passados. “Antes se analisavam os dados em estado bruto, os autores iam às Academias reproduzir suas experiências diante de todos, mas agora isso se perdeu porque os estudos são baseados em seis milhões de folhas de dados brutos”, diz Ioannidis. Uma de suas análises demonstrou que a maioria dos estudos não fornece acesso aos dados brutos nos quais as conclusões se basearam. No final, os cientistas “acreditam no que veem, mas não existe uma forma de comprovar que está certo, e além disso não podemos usar esses dados posteriormente porque se perderam”, ressalta. Essa falta de transparência é um “dos maiores desafios” enfrentados pela ciência, afirma o médico.

O manifesto também denuncia que só são publicados estudos com dados novos, significativos estatisticamente e que apoiam uma teoria determinada. Muitos deles não trazem nada de valioso e, ainda pior, acabam sustentando com a estatística interpretações preconcebidas que não são certas. “Isso, lamentavelmente, não é descoberta científica, mas autoengano”, e pode multiplicar a quantidade de “falsos positivos”, diz o texto.

O Manifesto por uma Ciência Reproduzível, publicado na quarta-feira em formato aberto na Nature Human Behaviour, propõe uma série de medidas para evitar práticas ruins em todas as fases de uma pesquisa. Publicar os dados brutos e os estudos com resultados negativos é um dos passos mais importantes, afirma Ioannidis. Em geral, o método científico continua funcionando e a questão é “voltar aos seus princípios básicos”, explica.

Conhecimentos “simplistas”

“Ou detemos essa perda na reprodutibilidade dos resultados científicos ou perderemos todo o prestígio e a credibilidade que, por enquanto, a classe científica parece ter acumulado”, alerta Lluis Montoliu, pesquisador do Centro Nacional de Biotecnologia (CNB), envolvido em iniciativas para a promoção da integridade científica. “Esse é um assunto muito importante”, diz, “deveria ser obrigatório para todos os estudantes de doutorado”.

Juan Lerma, pesquisador do Instituto de Neurociências de Alicante, reconhece que muitos cientistas têm um conhecimento estatístico “simplista”. “Eu sou editor da revista Neuroscience, recebo 2.000 estudos por ano, e vejo uma deficiência geral em como trabalham com os dados estatísticos”, afirma. Lerma aponta outra causa da crise atual. “São publicados muitos estudos e muito depressa”, diz. “Não existe uma reflexão geral sobre o excesso de publicação e as pressões para se fazer estudos, as universidades medem os resultados por peso, e isso é um erro”, ressalta.

Lerma reconhece que o problema para se reproduzir estudos é “generalizado”, mesmo que isso não queira dizer que os trabalhos são ruins. Sua equipe descobriu novos neurotransmissores no hipocampo, a parte do cérebro que controla a memória, mas se passaram cinco anos antes de outra equipe conseguir identificá-los por sua conta, confirmando a descoberta, explica. “O problema é que muitos dos resultados atuais requerem técnicas muito complexas” que pouquíssimos aprendem a dominar.

Parte da culpa, acredita Montoliu, é das revistas. “Não podemos esquecer o papel cúmplice de determinados grupos editoriais, frequentemente de revistas de calibre, que preferem publicar resultados inesperados, inovadores, espetaculares, que geram muito barulho e impacto, antes de assegurarem-se e verificar sistematicamente a confiabilidade dos mesmos”, explica. Algumas instituições na Espanha já estão tomando medidas para aplacar a crise mencionada pelos assinantes do manifesto, explica Montoliu. Por exemplo, foram contratados profissionais de estatística para os comitês de ética do CNB e do próprio CSIC, o maior órgão de pesquisa pública do pais, afirma.

Fonte: El País | Nuño Domínguez

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Prefeitura de Belo Horizonte convida para oficina: O que faz de um livro um produto infantil

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, convida para a oficina:

O que faz de um livro um produto infantil, com Fabíola Farias.

A partir de uma reflexão inicial sobre distintas concepções de infância, os participantes serão convidados a analisar os elementos – texto, ilustrações, projeto gráfico, formato, materiais – que fazem com que um livro seja destinado a crianças, recebendo o rótulo de “infantil”.

A oficina será dia 22 de junho, quinta-feira, às 14h30

Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte
Centro de Referência da Juventude
Praça da Estação, sem número – Centro
Belo Horizonte – Minas Gerais
Telefone: (31)3277-8658 | 3277-8769
E-mail: bpij.fmc@pbh.gov.br
Site: www.bhfazcultura.pbh.gov.br​

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Memorial Minas Gerais Vale divulga programação

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Seminário Paulus de Educação 2017

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Livraria de BH promove feira de livros com até 80% de desconto

Os fãs de literatura já podem marcar na agenda: até o dia 31 de julho, a livraria Leitura do Shopping Cidade promove a sexta edição da Mega Feira de Livros, que conta com mais de 20 mil volumes e descontos de até 80%.

Mega Feira de Livros acontece na Leitura do Shopping Cidade (Foto: Reprodução/EBC)

Mega Feira de Livros acontece na Leitura do Shopping Cidade (Foto: Reprodução/EBC)

Os visitantes vão encontrar livros dos mais variados gêneros: romances da literatura brasileira, literatura estrangeira, auto-ajuda, infantis, religiosos e muito mais.

A Feira acontece desde 2012 e é uma excelente oportunidade para adquirir livros a preços acessíveis. O Shopping Cidade fica localizado na rua dos Tupis, 337, no Centro e funciona de 9h às 22h de segunda a sábado e aos domingos das 10h às 16h.

Serviço

Mega Feira de Livros – Leitura Shopping Cidade

Onde? Shopping Cidade – Rua dos Tupis, 337, Centro

Quando? Até 31 de julho. De segunda a sábado, de 9h às 22h; aos domingos, de 10h às 16h.

Quanto? Gratuito para entrar

Fonte: BHAZ

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