Curso ‘Millennials e o marketing na literatura’

Millennials e o marketing na literatura

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Estúdio de design inglês cria estantes de livros em formato de árvore

Esse estúdio de design do Reino Unido cria fantásticos móveis artesanais que celebram a natureza, especialmente quando falamos em estantes com formato inspirado em árvores, seu produto que mais faz sucesso. Confira:

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Os amantes de literatura e natureza podem comemorar duas paixões com essas lindas estantes em formato de árvores. Um jeito diferente e descontraído de organizar os livros!

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As criações são da BespOak Interiors, uma pequena empresa da Inglaterra que fabrica móveis feitos à mão com inspiração na natureza.

Daniel Lee, o fundador da BespOak, diz que começou a trabalhar com o material desde muito jovem, quando via seu avô em sua oficina. As estantes de madeira renderam a ele o prêmio Business Innovation of the Year de 2015, da Cirencester Business Awards, que elege projetos locais inovadores.

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De acordo com o site da marca, “trazer a natureza para dentro de casa pode criar um ambiente calmo, tranquilo, através de móveis que não precisam ser tradicionais. Nós misturamos um estilo moderno e contemporâneo com madeira natural de origem sustentável para produzir belos desenhos que tornam qualquer casa atrativa“.

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Além das estantes disponíveis na loja online, a marca produz outros projetos sob medida. “O toque pessoal é importante para nós, e é por isso que gostamos de ter tempo para conhecermos cada cliente e fazer sua peça personalizada de maneira perfeita“, contam os produtores da BespOak no site.

As prateleiras incríveis estão disponíveis em uma grande variedade de formas, tamanhos e acabamentos para complementar a sua decoração existente!

Crédito de todas as fotos: Reprodução/Follow The Colours

Fonte: Follow The Colours | Stephanie D’Ornelas

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Belo Horizonte recebe a 69º Reunião Anual da SBPC

69a. Reunião Anual da SBPC

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Mestrado em Museologia holandês oferece bolsas de estudo para brasileiros

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Ilustração: MinC/Ibram

A Reinwardt Academy, Escola das Artes de Amsterdã (Holanda) está oferecendo duas bolsas, exclusivas para brasileiros, destinadas à participação na próxima turma de seu mestrado em Museologia.

As bolsas, oferecidas através do programa Orange Tulip Scholarship, cobrem a maior parte do valor das anuidades do curso, sendo cobrado valor de 2.500 euros – o valor normal seria de ‎€ 7.000 para o primeiro ano e ‎€ 3.500 para o segundo ano do mestrado.

O Mestrado Internacional em Museologia da Reinwardt Academy divide-se em três etapas: programa educacional, estágio e produção de tese. Estudantes em tempo integral completam as três etapas em 18 meses.

O programa oferece um amplo leque de conhecimento teórico, auxiliando os participantes a desenvolver uma abordagem acadêmica da Museologia combinada com competências profissionais aplicadas.

Para candidatar-se a uma das vagas, são exigidos diploma de graduação, currículo e três cartas de recomendação, além de domínio básico de língua inglesa. Saiba mais.

Fonte: Ministério da Cultura | Ibram

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Dia do Bibliotecário

CRB-6 promove evento do Dia do Bibliotecário

O Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6) está organizando atividades para o Dia do Bibliotecário 2017, em Minas e Espírito Santo. Com esse objetivo, solicita o apoio aos profissionais e empresas da área no fornecimento de brindes e material de apoio para distribuição e sorteio nos eventos a serem realizados.

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A programação completa será divulgada em breve. Estão previstos eventos em Belo Horizonte, Formiga e Montes Claros, em Minas, e em Serra, Vila Velha e Vitória, no Espírito Santo.

Ajude-nos a realizar uma grande comemoração para os bibliotecários mineiros e capixabas.

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O trabalho de bibliotecário e a série ‘The Librarians’ ajuda a inspirar futuras carreiras

Fantasia inspira realidade ou realidade inspira narrativas ficcionais?

Ana Lúcia Merege (Foto: Divulgação)

Ana Lúcia Merege (Foto: Divulgação)

Quando ‘Indiana Jones’ chegou aos cinemas a fantástica narrativa do aventureiro arqueólogo inspirou muitos a seguir a carreira, mesmo que na realidade o trabalho não seja como é relatado no filme.

Atualmente é a vez de uma franquia de fantasia, composta de telefilmes ‘O Guardiã’ (The Librarian), que além de vários filmes conta com uma série de TV popular que teve a quarta temporada confirmada, ‘The Librarians’.

Misturando realidade a uma narrativas ficcionais fantásticas, a franquia mostra um pouco do trabalho de um bibliotecário e da importância de sempre se buscar o conhecimento e ser uma pessoa questionadora.

Já a série de TV ‘The Librarians’, exibida no Brasil  inspira fãs pelo mundo em futuras carreiras, assim como os verdadeiros bibliotecários, como Ana Lúcia Merege que além de bibliotecária é escritora e pesquisadora.  Ela é autora de uma série de livros de fantasia, iniciada com ‘O Castelos das  Águias’, e em entrevista fala de sua carreira.

O Estado RJ: ‘The Librarians’ é uma série de TV que mistura o trabalho de bibliotecário a um universo ficcional sobrenatural e histórico. Qual sua opinião a respeito, em uma época que muitos afirmam que bibliotecas são obsoletas?

Ana Lúcia Merege: Acho que quem diz que as bibliotecas são obsoletas não pesquisou nem refletiu a respeito. Bibliotecas existem desde as tabuinhas de argila e existirão mesmo que um dia todo o conhecimento esteja armazenado em nuvens e metadados. É necessário que haja repertórios de informação sobre todos os assuntos, sem falar na produção cultural, que pode não ter caráter informativo, mas é nosso meio de expressão e o registro de nossa passagem pela Terra. Basta ver o quanto ainda se pesquisa e, com a ajuda desse saber acumulado (e de vasta tecnologia) se descobre sobre o passado arqueológico. Ou seja, a “cara” da biblioteca pode mudar, e isso pode exigir competências diferentes do bibliotecário, mas nós continuaremos a existir e a desempenhar nosso papel de pesquisadores.

OERJ: Há quem diga que uma narrativa de TV sobre bibliotecários, que faz sucesso mundial, pode ajudar a engrandecer a profissão. Concorda?

ALM: Concordo. Em romances americanos das décadas de 1960-70, quando se queria dizer que uma mulher era sem graça, apagada, frequentemente se dizia que ela parecia uma bibliotecária (assim como um sujeito trapaceiro tinha “cara de vendedor de carros usados”). Eu acho que mostrar o bibliotecário como um pesquisador, detetive, agente de mudanças é muito positivo. O curioso é que outras profissões em que frequentemente se faz um trabalho repetitivo e meticuloso, como a de arqueólogo, sempre foram romantizadas, como se todo arqueólogo fosse o Indiana Jones, que viaja pelo mundo e descobre templos perdidos. Se as narrativas de TV mostrarem os bibliotecários como mostram os arqueólogos ou técnicos forenses, a tendência é que sejamos muito mais valorizados.

OERJ: Além de bibliotecária também trabalha como autora e pesquisadora, isso ajudou ou atrapalhou nessa área?

ALM: Ajudou muitíssimo! Me ensinou a pesquisar, a cruzar informações, a usar palavras-chave eficazes, além de ter me aberto as portas para muitas pesquisas curiosas. E a profissão se reflete na minha escrita: muitas de minhas histórias são sobre gente que encontra ou decifra documentos antigos, ou sobre professores, bardos e mestres de sagas. Todos eles adoram livros e bibliotecas!

OERJ: Com acesso cada vez maior a informações via internet, qual as principais vantagens em se pesquisar à moda antiga, em um local, como a Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro?

ALM: Aqui você é que nem o arqueólogo que pesquisa sobre o Egito: lê um bocado a respeito antes, mexe com um monte de arquivos embolorados, mas depois tem a chance de entrar pessoalmente na tumba do faraó.

OERJ: Algum conselho para quem pensa em trabalhar na profissão?

ALM: O meu conselho é que conheçam a profissão e os vários campos de trabalho que ela oferece. Eu trabalho com documentos históricos e literários e, dentro disso, atuo mais na divulgação do acervo. Um bibliotecário pode trabalhar apenas com bases de dados, pode fazer a hora do conto numa escola, pode ser agente de informação numa comunidade ou pode indexar periódicos numa biblioteca jurídica. Saibam o que está disponível e vejam no que seu perfil se encaixa, se é que se encaixa. Na verdade, esse conselho vale para todas as profissões.

Fonte: O Estado do RJ |

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Senadores elogiam decisão do STJ sobre direitos autorais de músicas na internet

Senado Federal

Ilustração: Reprodução/Senado Federal

O Superior Tribunal de Justiça decidiu que os direitos autorais de obras musicais podem ser cobrados sobre a veiculação na internet. Senadores que participaram da CPI do ECAD – Escritório Central de Arrecadação e Distribuição comemoraram a mudança como uma medida de proteção aos autores e compositores. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) considera justa a cobrança por adequar os direitos autorais às novas tecnologias e redes sociais. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) considerou a medida acertada e entende que a cobrança sobre a veiculação de músicas na internet provocará o aumento na venda de CDs. A reportagem é de Rebeca Ligabue, da Rádio Senado.

>> Ouça aqui

Fonte: Senado Federal

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Fiscalização promove oportunidades

Após ação do CRB-6, instituições contratam bibliotecários

Inúmeros profissionais, como Célia Barbosa (CRB-6/3123), foram contratados após autuação do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6) nas instituições públicas e privadas mineiras e capixabas.

Bibliotecária foi contratada após ação do CRB-6 (Foto: Arquivo Pessoal)

Bibliotecária foi contratada após ação do CRB-6

 “O Conselho possibilita a adequação das bibliotecas e gera novas oportunidades de emprego”, afirma Célia, que já atuava em projetos temporários na Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, em Belo Horizonte. “Após a intervenção do CRB-6, fui contratada definitivamente pela Fundação. Isso me permitiu consolidar melhorias no layout, higienização, tratamento e classificação do acervo e memoriais do espaço. O CRB-6 não só viabiliza a atuação dos profissionais da Biblioteconomia, como traz visibilidade para as instituições através dos resultados do nosso trabalho”, completa.

A presidente do Conselho, Mariza Martins Coelho (CRB-6/1637) ressalta a importância das novas oportunidades geradas a partir da atuação do Conselho. “Através da fiscalização, o CRB-6 promove também o reconhecimento dos profissionais da Biblioteconomia, pois as contratações evidenciam o benefício da qualificação para as atividades”, explica.

Em defesa da profissão

No Boletim Eletrônico nº 5 de 2017  contamos a história da bibliotecária Ana Simone Diamantino (CRB-6/2184). Também publicamos no Boletim Eletrônico nº 3 de 2017 a história da bibliotecária Ana Paula Meira (CRB-6/2768), Confira!

Participe das fiscalizações

Se tiver conhecimento de alguma instituição cuja biblioteca não possui bibliotecário, denuncie. Você pode enviar sua denúncia pelo e-mail crb6@crb6.org.br. As denúncias e todo o processo de fiscalização são mantidos em sigilo. Mais informações sobre a fiscalização do CRB-6 estão disponíveis no site www.crb6.org.br.

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Grupo de Trabalho do PELLLB-MG se reúne nesta semana

Na próxima quarta-feira (15), às 13h30, o Grupo de Trabalho do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de Minas Gerais (PELLLB-MG) se reunirá para alinhar metas e diretrizes de seu plano de ação. O local do encontro será a Sala de Cursos do Anexo Professor Francisco Iglésias, na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa (Rua da Bahia, 1889 – 2º Andar, Belo Horizonte/MG).

PELLLB-MG

O GT conta com a presença de um número expressivo de bibliotecários, uma vez que será uma oportunidade para pleitear a ampliação do número de vagas para estes profissionais no sistema estadual de ensino, proposta que ainda enfrenta forte resistência da Secretaria de Educação. Participe!

Acesse aqui o documento Proposta para discussão: Plano de ação.

Saiba mais

Acompanhe a agenda e as atualizações do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de Minas Gerais (PELLLB-MG) por meio do grupo Caderno do PELLLB de Minas Gerais no Facebook.

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Jovem sírio comemora vaga em faculdade pública mineira e elogia biblioteca da instituição

Emmanuel deixou a Síria por conta da guerra (Foto: Arquivo pessoal)

Emmanuel deixou a Síria por conta da guerra (Foto: Arquivo pessoal)

O jovem sírio Emmanuel Ouba, 22, está animado com a volta às aulas no curso de medicina veterinária. Natural de Damasco, na Síria, o estudante inicia em breve o segundo semestre da graduação no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas, no campus Muzambinho (MG). O estudante ainda comemora a aprovação no vestibular realizado no meio do ano passado.

Por causa da guerra, que atinge seu país há mais de cinco anos, o rapaz veio sozinho para o Brasil em busca de melhores condições de vida e de oportunidades para estudar. Na Síria, deixou os pais, a família e os amigos.

“Com a guerra, é um perigo de sair de casa. Até em casa tem perigo. Sabe essa perseguição psicológica também? Meus pais queriam que eu saísse de lá para ficar mais em segurança”, relembrou. O jovem até chegou a estudar biologia na Universidade de Damasco, mas teve que a abandonar.

Ao chegar em São Paulo, em 2015, o desejo de retomar os estudos o acompanhou. Mas a falta de conhecimento do português era um dos principais desafios na época. Foi então que Ouba se matriculou em cinco cursos de língua portuguesa, um deles oferecido pelo Adus (Instituto de Reintegração do Refugiado), e começou a se dedicar ao idioma. Ele lembra que a necessidade foi a grande responsável por sua dedicação.

“Sempre quis veterinária. Meu avô de lá [Síria] era veterinário. Acho que é porque gosto muito de animais e de medicina. Aprender português foi difícil sim, mas aprendi porque precisei mesmo. Nem todo mundo fala inglês, muito menos árabe [aqui no Brasil]. Mas eu não falo que aprendi [o português], falo que estou aprendendo”, brincou.

Em praticamente um ano, Ouba aprendeu o português, se aperfeiçoou na língua e ainda conseguiu passar no vestibular numa instituição pública de ensino. “Quando cheguei ao Brasil, queria fazer faculdade, mas não sabia que ia entrar depois desse curto período de tempo. Pensei que que iam ser dois, três anos para eu entrar na faculdade por causa do vestibular”, contou animado.

Ao todo, foram três meses de cursinho antes do vestibular, para o qual, segundo ele, estudou “como todo aluno de cursinho estuda”. Para se manter e conseguir guardar dinheiro, o jovem dividia seu tempo trabalhando como professor de inglês em duas escolas de idioma na capital paulista. Em Minas, seu sustento é mantido com ajuda de verba pública.

“O curso [em Minas Gerais] é integral. Faço muitos estágios não remunerados, não tem como trabalhar. Mas o Instituto me dá um auxílio estudantil, que me ajuda a sustentar, e uso um pouco do dinheiro que guardei em São Paulo. Não sobra nada, mas sem o auxílio eu não estaria aqui”, afirmou.

Mesmo sentindo saudades da família e dos amigos, a expectativa do universitário para o futuro é concluir a graduação e trabalhar no Brasil.

“Estou gostando muito. As coisas boas são a qualidade, que é muito alta, a biblioteca e o refeitório, que tem comida quase de graça e é muito boa. Não tem coisas ruins”, concluiu.

Fonte: UOL | Bruna Souza Cruz

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Autora Aline Bassoli confirma presença na Flipoços

Aline Bassoli

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CRB-6 multa Governo de Minas por não contratar bibliotecários

Conselho opta por esgotar todas as possibilidades de negociação antes de partir para ação judicial

No dia 06 de fevereiro, os representantes do Conselho Regional de Biblioteconomia da 6ª Região (CRB-6) se reuniram para realização de sessão plenária de julgamento de processos administrativos fiscalizatórios, em função de irregularidades constatadas nas bibliotecas de quatro escolas da rede pública estadual de Minas Gerais.

O procurador Matheus Couto compareceu ao julgamento representando o Estado de Minas Gerais. Ele afirma que é impossível o cumprimento do disposto na autuação. Segundo ele, não existe o profissional de Biblioteconomia nos quadros de pessoal da Secretaria de Estado da Educação. Ele fez referência às leis de contratação temporária pelo Estado, dizendo que não há embasamento legal para que sejam feitas contratações temporárias, e citou que o governo extrapolou as diretrizes da Lei de Responsabilidade Fiscal. Couto pontuou, ainda, a Lei 12.244/10, que daria 10 anos para a contratação dos profissionais pelo Estado.

Os conselheiros votaram pela aplicação de multa no valor de 20 (vinte) anuidades vigentes à época desse julgamento, para cada escola irregular, em razão da infração legal, com os acréscimos e conforme as disposições dos artigos 39, I, e 40, I, ambos da Lei 9674/98, e art. 6º da Lei 12.514/11. O valor da multa aplicada à pessoa jurídica é de R$ 646,27. Sendo assim, para cada uma das escolas estaduais de Minas Gerais julgadas na sessão, o ressarcimento a ser pago pelo Estado, apenas em razão desse julgamento, é de R$ 12.925,40, o que totaliza uma multa de R$ 51.701,60.

Esta não é a primeira vez que o CRB-6 julga e multa as escolas estaduais mineiras. Entre 2014 e 2016 também ocorreram julgamentos com aplicação de multa contra o Estado de Minas Gerais.

Conselho realiza julgamento de escolas públicas estaduais de Minas (Foto: Divulgação)

Conselho realiza julgamento de escolas públicas estaduais de Minas (Foto: Divulgação)

O Estado deverá ser advertido de que, ao final do processo judicial, mantida a presente condenação e não ocorrendo o pagamento, seu débito será inscrito definitivamente no livro de dívida ativa. Isso inclui a expedição de certidão da mesma, na forma legal, para ajuizamento da execução fiscal junto à Justiça Federal, sem prejuízo de protesto da dívida, e inscrição no Cadastro de Devedores do Banco Central (CADIN).

O Estado será intimado, via correspondência com Aviso de Recebimento (AR), tendo plena ciência de que, caso queira, deverá atentar com o disposto no art. 17 da Resolução CFB 033/2001, referente ao recolhimento das custas recursais e do prazo de trinta dias para recorrer, contados a partir do recebimento da respectiva intimação.

Professor de Ensino do Uso da Biblioteca

Os conselheiros decidiram, ainda, que os profissionais leigos em biblioteconomia que exercem a profissão ilegalmente, como ocorre atualmente por meio da categoria Professores de Ensino do Uso da Biblioteca (PEUB), serão processados por exercício ilegal da profissão e multados.

Até então, a punição recaía, na maioria dos casos, sobre a instituição que mantém um leigo no exercício ilegal da profissão.

Mais julgamentos

Ainda neste julgamento, os conselheiros do CRB-6 julgaram instituições públicas do Espírito Santo, que não contavam com bibliotecários em suas bibliotecas. Todas foram multadas em 10 anuidades, cada.

Além disso, foram julgadas escolas particulares de cidades mineiras que também não contavam com bibliotecários em suas bibliotecas. Todas multadas.

Sobre a multa

É importante ressaltar que a aplicação de multa pelo CRB-6 só ocorre após esgotadas todas as formas de negociação. O objetivo principal do Conselho é que todas as bibliotecas mineiras e capixabas, sejam públicas ou privadas, tenham bibliotecários para realizar as atividades próprias da profissão. Entretanto, se uma instituição descumpre a legislação, há aplicação da multa e, sendo reincidente, o valor da multa seguinte dobra. O CRB-6 ressalta, ainda, que todo o valor das multas aplicadas às instituições são investidos em melhorias e na ampliação das fiscalizações.

A presidente do CRB-6, Mariza Martins Coelho (CRB-6/1637), afirma que a multa é o último recurso que o Conselho utiliza. “Fizemos diversos acordos com a Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais e todos foram descumpridos. Nos restou utilizar desse artificio. O CRB-6 não tem o intuito de receber multas e, sim, ver a lei sendo cumprida,  o profissional bibliotecário à frente das bibliotecas escolares, executando o seu trabalho que é regularizado por lei”, completa.

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