Escritora Lívia Corbellari lança livro de estreia na poesia

Evento será dia 6 de novembro, na Cervejaria Mula Rouge, em Vitória (ES)

A escritora Lívia Corbellari marca sua estreia na poesia com o livro de poemas “Carne viva”, publicado pela editora Cousa. A obra discursa sobre o corpo, a cidade, o sexo e o amor e será lançada dia 6 de novembro, quarta-feira, às 19 horas, na cervejaria Mula Rouge, no centro de Vitória.

“Carne Viva” reúne poemas escritos entre 2015 e 2016, envolvendo temáticas do cotidiano sobre a perspectiva feminina. A autora conta que a maioria dos poemas são curtos e intimistas, refletindo vivências experimentadas por ela ou por pessoas próximas. “Os poemas passeiam por diversas nuances, mas acredito que o principal é a abordagem do corpo e como reage às sensações de dor e prazer”, afirma.

Os poemas apresentam um retrato da brutalidade do tempo, da destruição, do amor e, sobretudo, da força da luta feminina, considerada símbolo de resistência.

Nota sobre a autora

Lívia Corbellari nasceu em Salvador, em 1989 e mora em Vitória desde 1996, onde é jornalista e mantém o projeto literário “Livros por Lívia”. Ela também participa do núcleo editorial da Revista Trino sobre literatura brasileira e contemporânea.

Lançamento do livro “Carne viva”

Data: 6/11 (quarta-feira)

Hora: 19h

Local: Cervejaria Mula Rouge.  Rua Doutor Azambuja (Cruzamento com Gama Rosa), Centro, Vitória.

Valor: R$ 20

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Livro da Historiadora Mineira Heloisa Starling é premiado pela Biblioteca Nacional

 

livro ser republicano no Brasil colonia - CRB-6

        (Crédito: Divulgação)

A obra “Ser republicano no Brasil Colônia – a história de uma tradição esquecida, da historiadora, cientista política e professora da UFMG Heloisa Starling, ganhou o Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2019, na categoria Ensaio social.

Publicado em 2018 pela Cia. das Letras, resultado de pesquisas que duraram mais de uma década, o livro trata dos valores republicanos que inspiraram projetos e revoltas muito antes da derrubada do Império no Brasil, em 1889.

A pesquisadora aborda, entre outros temas, movimentos que agitaram Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco, entre o fim do século 17 e o início do 18. “O repertório da cultura do republicanismo, baseada em princípios como bem público, igualdade e justiça, circulou intensamente entre os colonos, mas eles não estavam interessados na doutrina ou em construir uma teoria. O que se buscava era a aplicabilidade daquele ideário para entender a crise e enfrentar a conjuntura desfavorável”, afirmou Heloisa, em entrevista ao Boletim UFMG.

Realizado anualmente desde 1994, o Prêmio Literário Biblioteca Nacional contempla nove categorias. Heloisa Starling está acompanhada, entre os vencedores deste ano, de nomes como Elvira Vigna (conto), José Miguel Wisnik (ensaio literário), Paulo Henriques Britto (poesia) e Luís Bueno (romance).

Heloisa Murgel Starling, professora do Departamento de História, é autora também, entre outros, de “Brasil, uma biografia” (2015, com Lília Schwarcz) e “República e democracia: impasses do Brasil contemporâneo” (2017).

Fonte: Portal UFMG

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Posto de Combustíveis no Paraná tem Biblioteca com Livros para Empréstimo ou Doação

(Crédito: Divulgação)

Os motoristas que abastecem no Auto Posto Vicente Machado, em Curitiba (PR), encontram uma estante com mais de 50 livros disponíveis para empréstimo gratuito ou doação. Quase 800 livros passaram pela estante da loja de conveniências, desde que o projeto foi implementado, há seis meses.

As obras diversas são decorrentes de doações de dezenas de pessoas. A proposta dessa ‘Biblioteca’ dentro da loja de conveniências é promover a leitura dos títulos que ficam esquecidos dentro de caixas e porões.

A iniciativa é do proprietário do posto, Luiz Antonio Teixeira, 52 anos. “Eu tinha uns livros lá em casa e percebi que, depois de ler uma ou duas vezes, só ficariam parados na estante. Observei que outras pessoas poderiam aproveitar também aquele conteúdo e decidi colocar no posto”, conta.

Em média, a estante conta com um acervo de 50 a 80 exemplares. Os clientes e funcionários do estabelecimento têm plena liberdade para devolver – ou não – os livros escolhidos. “Não temos controle e não obrigamos a pessoa a devolver. A única coisa que pedimos é que os interessados também doem para evitar ficar sem opções na estante. O giro é automático e o número varia conforme o dia. No fim de semana, por exemplo, tem muito jovem que frequenta o posto e aproveita para levar um livro”, afirma.

Em cada exemplar, há um carimbo de uma frase informando que o livro é fornecido gratuitamente e com o pedido que, caso o cliente consiga devolvê-lo, os futuros leitores agradecem.

O proprietário explica que os motoristas de aplicativo são os que mais fazem uso dos livros, ao lado das pessoas que trabalham próximo ao posto. “A proposta é os clientes aproveitarem a leitura. Estamos estimulando o hábito de ler”, destaca.

Quando a iniciativa começou, em abril, Luiz pegava livros do seu próprio acervo pessoal. Com o passar do tempo, começou a pedir doações de vizinhos, aproveitando o grupo de WhatsApp do condomínio, onde mora.

Ele conta que não enfrentam mais esse problema e acredita que os clientes entenderam o objetivo da ação.

Fonte: razoesparacreditar.com

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III Bienal do Livro de Contagem (MG) Terá Atividades em Cinco Espaços da Cidade

        (Crédito: Divulgação)

A 3ª edição da Bienal do Livro de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, acontece de 8 a 11 de novembro com programação em cinco espaços da cidade.

A programação diversificada atende os públicos com a presença de figuras da literatura e da música, como Duda Salabert, Elza Soares, Ailton Krenak e a homenageada, a escritora Conceição Evaristo.

A participação na Bienal é gratuita e não requer inscrição

Clique aqui para conferir a programação completa com os locais das atrações

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UFES Divulga Edital para Seleção de Aluno Regular do Mestrado em Ciência da Informação

UFES - CRB-6

A Coordenação do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal do Espírito Santo (PPGCI/UFES) divulga edital para seleção de alunos regulares para o Mestrado em Ciência da Informação.

As inscrições para as nove vagas no 1º semestre de 2020 podem ser feitas até 14 de novembro.

Clique aqui para acessar o edital.

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Projetos no Brasil e EUA Combatem o Preconceito Racial com Distribuição de Livros

O poeta baiano Castro Alves se insurgiu contra a escravidão e também era um defensor da cultura e sua difusão. No Rio Grande do Sul, a pesquisadora Winnie Bueno  combate o racismo com a distribuição de livros para pessoas negras. Cerca de mil títulos chegaram aos destinatários, desde 20 de novembro do ano passado: Dia da Consciência Negra.

“Observamos as pessoas brancas publicando mensagens de antirracismo no Twitter. Comentamos que seria mais útil doar um livro para quem precisasse. Desde então, conecto voluntários com as pessoas negras que precisam”, afirma Winnie.

A iniciativa conecta leitor, livro e doador. A conexão não ocorre através de aplicativo, mas pela própria pesquisadora, dividindo seu tempo de ativista e doutoranda em sociologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

“É o livro que a pessoa precisa. Não é só repassar os livros que não se quer mais para uma instituição. A maioria dos pedidos é por intelectuais negros”, afirma. Outros pedidos comuns vêm de universitários que precisam de obras de microbiologia, fisiologia a cursos de direito. O motivo para distribuir publicações está no fato de os “livros serem revolucionários e propiciarem uma emancipação intelectual.”

Ela explica que as obras serviram de refúgio durante a própria infância e adolescência no interior, em que era a única criança negra da escola. “Os livros me ajudaram a entender o mundo e, nos momentos de solidão, eram para onde corria”, lembra. Sua mãe se esforçava para encontrar obras com protagonistas negros.

É importante para as crianças negras o acesso a livros infantis com protagonistas negros. O projeto Young, Black & Lit atua, principalmente, nas cidades americanas de Chicago e Evanston (EUA) com dedicação a doação de obras com essa característica.

“Os pesquisadores concordam que quando livros servem de espelhos para as crianças verem a si mesmas, suas famílias e comunidades refletidas, se sentem valorizadas. Quando permitem que encontrem semelhanças e diferenças comuns com outras culturas para se sentirem mais conectadas”, diz Krenice Roseman, cofundadora do projeto.

A iniciativa já presenteou 1.829 livros, desde maio de 2018. Uma das formas de doação é com feiras em comunidades para as crianças escolherem os livros. “A identificação com os personagens também aumenta as chances de se tornarem leitoras ao longo da vida”, observa Roseman.

Em Porto Alegre, outro projeto leva livros a quem quer ler. A pedagoga Vitória Sant’anna decidiu criar uma Biblioteca em seu condomínio, no centro da cidade, em um local estigmatizado como “Carandiru”. Ela se sentiu motivada, depois de levar centenas de crianças para assistir a “Pantera Negra” no cinema.

“Daremos prioridade para autores negros que trabalhem a questão da representatividade nos livros. A ideia é se valorizar e se reconhecer pela literatura. Temos 239 famílias aqui. Esse é o número de pessoas atingidas pela Biblioteca. Queremos que não sejam só crianças,” explica.

Fonte: Folhape

 

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Evento Discute Racismo no Contexto Acadêmico

Racismo no meio academico - CRB-6

(Crédito: Divulgação)

O Projeto Observatório do Racismo e da Informação (ORI) do Núcleo de Estudos sobre Performance, Patrimônio e Mediações Culturais (NEPPaMCs) da UFMG, promove o evento “Racismo no meio acadêmico e profissional’, 8 de novembro, de 8h às 18h, na Escola de Ciência da Informação (ECI) da Universidade.

A programação do evento conta com palestras, rodas de conversa e mesas redondas para abordar o racismo no contexto da academia e vida profissional de Bibliotecários, educadores, arquivistas, museólogos, estudantes e pesquisadores de pós-graduação.

Clique aqui para acessar a programação e realizar a inscrição.

Serviço
Racismo no meio acadêmico e profissional
Quando: 8 de novembro, de 8h às 18h
Onde: Sala 1000 – Escola de Ciência da Informação (ECI) da UFMG

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Semana do Livro e da Biblioteca é Celebrada com Evento na UFES

Semana Nacional do Livro - CRB-6

(Crédito: Divulgação)

A Biblioteca Central da UFES em parceria com Projeto de Extensão Informa-Ação e Cultura, ligado ao Departamento de Biblioteconomia do CCJE-UFES, promove diversas atividades para celebrar a Semana do Livro e da Biblioteca nos dias 29 e 30 de outubro, em sua unidade.

A programação apresenta palestras, mesas redondas, recital de poesias e workshop, entre outras atividades. A entrada é gratuita e as inscrições serão feitas no dia, no próprio local do evento, com emissão de certificado aos participantes.

Confira a programação:

Dia 29/10 (terça-feira)

– 13h – Mesa de abertura: Fábio Massanti Medina (Diretor do Sistema Integrado de Bibliotecas da Ufes), Paula Regina Ventura Amorim Gonçalez (Chefe do Departamento de Biblioteconomia) e Lucileide Lima Nascimento (Subcoordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação)

– 13h30 às 14h30 – Oficina de Narrativas e Música para educadores com Márcia Coradine (Professora da Prefeitura Municipal de Vitória e artista capixaba)

– 15h – Abertura da exposição “O negro na literatura” sob a coordenação de Ingrid Pereira (Bibliotecária da Prefeitura Municipal de Cariacica)

– 18h às 19h30 – Encontro com o escritor sobre o tema a produção poética com os autores Clério José Borges e João Roberto Vasco (Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores)

– 19h30 às 21h – Mesa redonda: O inter-relacionamento das práticas de leituras e das atividades culturais em espaços de informação, educação e cultura com Djair Rodrigues de Souza (Bibliotecário da Biblioteca Central da UFES) e Merielem Frasson (Bibliotecária da Biblioteca Rui Tendinha do Incaper)

 

Dia 30/10 (quarta-feira)

– 15h às 17h – Workshop com o tema a prática da Contação de história com João Vitor (Ator e contador de histórias autônomo)

– 18h30 às 20h – Mesa redonda: A democratização de processos de leituras e processos culturais com Rossanna dos Santos Santana Rubim (Bibliotecária do Ifes), Rogério Borges (Secretário de Cultura da Ufes) e Wilberth Claython Ferreira Salgueiro (Diretor da EDUFES)

– 20h – Encerramento com sorteios e recital de poesia sob a coordenação de Rita Rocha (Biblioteca PMV).

Público alvo: Docentes e discentes do Curso de Biblioteconomia, Letras, Pedagogia e outros cursos de graduação e Pós-Graduação da Ufes, gestores culturais, professores, Bibliotecários e demais membros da comunidade interna e externa interessados pelos temas.

Serviço

Semana Nacional do Livro e da Biblioteca
Quando: 29 e 30 de outubro. Confira programação
Onde: auditório Carlos Drummond de Andrade Av. Fernando Ferrari, 514 – Goiabeiras, Vitória – ES, 29075-910

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INCAPER Comemora Dia Nacional da Língua Portuguesa

        (Crédito: Divulgação)

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Cultural (INCAPER), em parceria com o Governo do Estado do Espírito Santo, promove evento para celebração do Dia Nacional da Língua Portuguesa, 31 de outubro, de 8h às 12h.

Confira a programação:

 

A programação ainda inclui Banca de Troca de Livros e o Varal da Língua Portuguesa.

Clique aqui para preencher o formulário e se inscrever no evento.

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CBL e Suzano se unem para Campanha do Dia Nacional da Compra de Livro

Dia nacional do livro - CRB-6

(Crédito: Divulgação)

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) se uniu à fabricante de papel Suzano na promoção da “Campanha do dia Nacional da Compra de Livro” para comemorar o Dia Nacional do Livro, celebrado em 29 de outubro.

A ação convida editoras, escritores, livrarias e grandes marcas a se juntarem ao projeto para realizar a maior ação de livros da história com a promoção do incentivo ao hábito da leitura para o fortalecimento do mercado literário.

A cada dez livros vendidos, a empresa Papel Pólen convida as editoras a doarem um livro para o Projeto “Bibliotecas Comunitárias” do Instituto Ecofuturo focado na formação de novos leitores brasileiros.

O movimento acontece até 1º de novembro.

Clique aqui para conhecer a campanha.

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Ações de Marketing e Incentivo à Leitura são Temas de Palestra Promovida pela ABMG

(Crédito: Divulgação)

A Associação de Bibliotecários de Minas Gerais (ABMG) promove a palestra “Ações de Marketing e Incentivo à Leitura realizadas na Biblioteca Corporativa Sebrae Minas”,  dia 30 de outubro, na Escola de Ciência da Informação (ECI) da UFMG, como parte do Projeto “Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU)”.

Os Bibliotecários Elisa Dobrillovich (CRB-6/3329) e Yuri Martins (CRB-6/3271)  abordarão a importância do marketing para a promoção a aproximação dos usuários no espaço da Biblioteca.

Para participar do evento não é necessário se inscrever.

Serviço
Ações de Marketing e Incentivo à Leitura na Biblioteca Corporativa Sebrae Minas
Quando: 30 de outubro, de 19h às 21h30
Onde: Sala 1000 da Escola de Ciência da Informação (ECI) da UFMG
Evento gratuito e com emissão de certificado

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O que a Ciência da Computação pode Aprender com a Biblioteconomia e com a Ciência da Informação?

*Artigo publicado originalmente na revista Forbes sob o título
Computer Science Could Learn A Lot From Library And Information Science”.
Autor: Kalev Hannes Leetaru | Tradução: Chico de Paula

Os currículos de ciência da computação enfatizam o poder dos dados, incentivando a coleta e acumulação, abrindo caminho para novas formas de mineração e manipulação de usuários, reforçando-o como alternativa para a riqueza na economia moderna e proselitizando a ideia que os dados podem resolver todos os problemas dos males sociais.

Por outro lado, os currículos de Bibliotecas e ciências da informação enfatizam historicamente a privacidade, as liberdades civis e o impacto na comunidade, combinando a discussão do gerenciamento de dados públicos com a minimização dos privados. Os futuros líderes de tecnologia poderão aprender muito com seus colegas de Biblioteca.

Como jovem estudante de ciência da computação no que era o programa de ciência da computação no 4º lugar no país (hoje nº 5), meus cursos foram preenchidos com todo tipo de prática e teoria sobre como adquirir, gerenciar e explorar os maiores conjuntos de dados do mundo.

O foco estava na capacidade do que “poderia” ser feito com dados e não do que “deveria” ser feito com eles. A ideia de que uma conquista técnica deveria ser evitada, porque poderia prejudicar a sociedade, nunca foi levantada. A ideia que os dados deveriam ser minimizados para proteger a privacidade nem sequer era um conceito. O design de sistemas seguros enfatizou como proteger os dados contra acesso não autorizado, mas nunca o conceito sobre como proteger os usuários, cujos dados estavam danificados.

Nunca foi apresentado o conceito de um Conselho de Revisão Institucional ou o conceito de avaliar o dano social da pesquisa, mesmo quando os conselhos de revisão de segurança e arquitetura eram um tópico de discussão regular.

Por outro lado, como um estudante de doutorado no programa de Biblioteconomia e Ciência da Informação (LIS) da universidade, a poucos quarteirões de distância, era como entrar em um mundo totalmente novo.

O conceito de dano social foi trazido à tona no primeiro semestre, enfatizando a ideia de evitar pesquisas promissoras que poderiam causar danos significativos a comunidades vulneráveis. A ideia de revisão de pesquisa pelo IRB e a noção de que até mesmo dados público para download, como mídias sociais, os conjuntos de dados ainda exigiam uma consideração completa dos riscos e uma revisão ética completa.

Os algoritmos não eram mais pilhas de código, sendo uma compilação de suposições, prioridades, visões de mundo e preconceitos humanos que guiavam a criação desse algoritmo em particular e não um muito semelhante, mesmo que o próprio código fosse produzido por meio de aprendizado de máquina. De fato, esses são conceitos ainda ausentes da ciência da computação atualmente, em que os modelos são descritos como substitutos “imparciais” para programadores tendenciosos.

A segurança dos dados não era mais a “cibersegurança” centrada na tecnologia, mas a “privacidade” centrada no usuário para salvaguardar os dados, significava proteger o usuário contra danos e não apenas bloquear um servidor. Mesmo além dos conceitos de privacidade e dados, existe um vasto mundo em que os programas LIS podem ensinar aos cientistas da computação como pensar em seus usuários.

Uma compreensão mais profunda do comportamento das informações pode ajudar as plataformas a projetarem sistemas mais resistentes à propagação de falsidades digitais e evitar armadilhas comuns.

Uma compreensão de como as sociedades geraram, gerenciaram, consumiram e utilizaram informações ao longo da história e, especialmente, as maneiras pelas quais as sociedades em todo o mundo diferiram em suas abordagens, podem oferecer uma orientação poderosa na configuração dos sistemas de informação atuais. No lugar da visão centrada no ocidente sobre o gerenciamento de informações, a interação entre informação e sociedade em outras partes do mundo oferece diversas lições sobre como combater a disseminação de falsidades digitais, influência estrangeira e manipulação intencional indutora de violência atualmente.

A teoria da catalogação pode ajudar os pesquisadores atuais de IA [inteligência artificial] a contemplarem como construir seus classificadores taxonômicos, enquanto os abstratores e Bibliotecários de referência podem transmitir sua imensa sabedoria e experiência nos assistentes digitais de amanhã, alto-falantes inteligentes e sistemas de perguntas e respostas.

No entanto, os currículos do LIS são muito mais que gerenciar arquivos de artefatos físicos e assinaturas eletrônicas. Há muito tempo, o envolvimento da comunidade é uma grande ênfase, com disciplinas como “informática comunitária” enfatizando como as tecnologias da informação e comunicação podem capacitar e fortalecer as comunidades.

Em um mundo digital, em que “valor” é tipicamente definido por “interesse do anunciante”, as principais plataformas da Internet podem aprender muito com um pensamento mais amplo sobre como suas ferramentas capacitam ou reprimem a comunidade e as mudanças significativas que podem fazer para apoiar melhor as comunidades vulneráveis.

De fato, grande parte do dano causado pelas plataformas sociais nas comunidades vulneráveis do mundo, suas contribuições à violência étnica, genocídio, crimes de ódio e outros horrores poderiam ter sido consideravelmente mitigados, se as empresas, desde o início, tivessem abordado seus projetos de mentalidades centrados na comunidade, em vez de construir um sistema à sua própria imagem e responder a cada dano com as palavras de hoje “opa o nosso erro, mas ninguém poderia ter previsto isso” como respostas.

No que seria impensável durante minha própria gestão, os candidatos a emprego LIS, atraídos pela ciência da computação, estão cada vez mais descartando a privacidade, os danos sociais, a revisão ética e o envolvimento da comunidade em favor do entendimento orientado a dados a todo custo.

Infelizmente, na medida em que as escolas de Biblioteconomia e Ciência da informação ingressam nas iSchools e contratam vagas de cientistas da computação, as tradições acadêmicas do foco humano centrado na comunidade do LIS estão dando lugar ao foco técnico da ciência da computação orientado por dados.

No fim, há muito que os cientistas da computação podem aprender com a comunidade de Bibliotecas e ciências da informação. Se eles se apressarem, poderão aprender um pouco disso, antes que tudo dê lugar à onda baseada em dados que atravessam a academia.

Fonte: Biblioo cultura informacional

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