Especialistas de todo o mundo visitam exposição Historica Cartographica Brasilis

Cerca de 60 participantes da pré-conferência Symposium on Atlases, Topography and the History of Cartography [em tradução livre, Simpósio sobre Atlas, Topografia e a História da Cartografia], que aconteceu de 19 a 21 de agosto no Rio de Janeiro, participaram da visita à exposição Historica Cartographica Brasilis, onde foram recebidos pela chefe da Divisão de Cartografia da Biblioteca Nacional, Maria Dulce de Faria. Segundo ela, a data da mostra foi definida de forma a coincidir com o evento. “Escolhemos a dedo as 40 peças mais belas e significativas do nosso acervo para mostrar aos visitantes do mundo todo”, contou Dulce. A pré-conferência antecede o 27th International Cartographic Conference (ICC) [em tradução livre, 27ª Conferência Internacional de Cartografia], realizada pela primeira vez no Brasil, de 23 a 28 de agosto.

Participantes do evento internacional Pre Conference Symposium on Atlases, Topography and the History of Cartography posam na escadaria situada na entrada principal da Biblioteca Nacional (Foto: Reprodução)

Participantes do evento internacional Pre Conference Symposium on Atlases, Topography and the History of Cartography posam na escadaria situada na entrada principal da Biblioteca Nacional (Foto: Reprodução)

Os membros do comitê organizador do simpósio Cláudio João Barreto dos Santos e Ana Cristina Rocha Resende conduziram o grupo pela primeira visita técnica do dia, que depois seria seguida por uma ida ao Museu Naval. Para Ana Cristina, funcionária da Diretoria de Geociências do IBGE, o que mais chamou a atenção na exposição Historica Cartographica Brasilis in Biblioteca Nacional foi a qualidade do acervo e o ótimo estado de conservação das peças. Já Cláudio João, que além de funcionário aposentado do IBGE também é professor adjunto da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ), se impressionou com a primeira edição da Geographia de Ptolomeu, de 1486, que mostra a primeira projeção cartográfica: “dei aulas sobre isso toda a minha vida e nunca tinha visto essa peça, nem tinha ideia que ela fazia parte do acervo da Biblioteca. Estou impressionado com a qualidade da coleção”, disse ele.

Os visitantes estrangeiros também elogiaram a mostra. O organizador da pré-conferência, membro da Atlas Comission da ICC e representante da Academia Austríaca de Ciências, Peter Jordan, gostou da oportunidade de ver mapas antigos da América do Sul, especialmente do período colonial. “Também achei interessante observar os nomes antigos das localidades, já que uma das minhas especialidades é a toponímia”, explicou. Para o professor da Universidade do Texas Imre Demhardt, que ministra a disciplina História da Cartografia, o destaque da coleção foram os mapas da região amazônica do século XVIII, baseados parcialmente em relatos orais.

Fonte: Fundação Biblioteca Nacional

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