Nielsen chega ao Brasil

Presente em 9 países em todos os continentes, a ferramenta BookScan da Nielsen faz sua estreia no Brasil essa semana, com o relatório de vendas de livros recolhidos diretamente dos varejistas.

O que atraiu a BookScan ao Brasil, segundo Jonathan Nowell, Presidente da Nielsen Book, foi o enorme potencial de um mercado editorial em franca expansão. “Com uma população de quase 200 milhões que começa a se educar, eu acho que editoras e varejistas têm enormes oportunidades pela frente”, contou o CEO ao PublishNews.

No Brasil, a ferramenta está sob o comando de Luiz Gaspar e conta com a consultoria de Gerson Ramos. Ambos também apostam no potencial do mercado brasileiro, e a famigerada falta de dados do mercado não os assusta. “Trabalhamos durante um ano para poder entender os dados, fizemos um investimento para receber os dados com qualidade e apurar se ele efetivamente coincidia com a realidade, há um controle estatístico muito forte, não é expansão de uma amostra” afirmou Gaspar. Segundo o gerente, a empresa fechou parceria com as maiores cadeias de livrarias e e-commerce e deverá representar entre 50 e 60% do mercado nacional. A empresa não cobre ainda as vendas de e-books, o foco do serviço por enquanto é divulgar quantos livros foram vendidos e a que preço que foram vendidos, permitindo assim uma comparação preço capa e preço de mercado.

Para as editoras, a ferramenta seria uma alternativa aos relatórios das livrarias: “O mercado trabalha muito com consignado, mas as editoras não sabem o quanto de fato foi vendido naquela semana, elas dependem do relatório do varejista pra falar quanto foi vendido, então a ideia de ter um relatório semanal é também ajudar nesse aspecto”, reforçou Gaspar.

Alguns dados interessantes já despontam, como a diversidade de títulos vendidos: segundo o consultor Gerson Ramos, que se disse também surpreso com o achado, há uma média de 60 mil títulos diferentes sendo vendidos por semana. A BookScan completa essa semana 4 semanas de operação, e disponibiliza uma lista de acesso imediato com os 500 títulos mais vendidos. Há, segundo Ramos, um rodízio de uma semana pra outra de cerca de 20% da lista, o que mostra uma possível ruptura de atendimento das editoras, que não estariam conseguindo analisar essa oferta.

A concorrência no fornecimento desse tipo de dado, representada no Brasil pela atuação da GfK e seu Painel de Livros, não abala a confiança de Nowell: “Estou confiante na nossa concorrência, e que seremos melhores. A Nielsen tem um histórico de reputação no fornecimento de dados organizados e precisos, essencial para os livreiros e editores” afirmou categoricamente o presidente. O mercado, por sua vez, só tem a comemorar, afinal uma maior concorrência e geração de dados só tende a aumentar o profissionalismo da indústria.

Fonte: Publishnews

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