Site de busca ajuda pesquisador da UFMG a refinar registro de produção científica na Plataforma Lattes

Com nova ferramenta de busca, pesquisadores da UFMG poderão refinar informações sobre sua produção científica

Ao digitar a expressão “câncer cabeça e pescoço” no site Somos UFMG, ferramenta de busca recém-lançada que permite acessar dados, por meio de gráficos e indicadores visuais (tags), da produção científica de pesquisadores da Instituição registrados na plataforma Lattes, a professora Maria de Fátima de Leite, do Departamento de Fisiologia e Biofísica do ICB, não encontrou o próprio nome, embora tenha orientado tese de doutorado sobre o assunto, defendida este ano, e seu currículo na base do CNPq esteja atualizado.

“Observei que, além de inserir determinadas expressões que representem melhor minhas áreas de pesquisa, preciso padronizar informações, como o nome de colaboradores”, afirma a professora. Até o final do ano, ela e os cerca de 2.800 pesquisadores incluídos no Somos UFMG (www.somos.ufmg.br) poderão conhecer a ferramenta, enviar críticas e ajudar a solucionar possíveis problemas e revisar seus currículos Lattes por meio de login e senha do MinhaUFMG. A partir de janeiro, o acesso será franqueado a qualquer usuário da internet.

O fato de apontar a necessidade de refinar informações registradas no Lattes já é, por si só, uma das principais virtudes da ferramenta. “Na fase de testes, percebi que nem sempre nosso currículo nos reflete como gostaríamos”, comenta o professor Ado Jorio, idealizador do projeto e diretor da ­Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), órgão responsável pelo desenvolvimento do Somos, vinculado à Pró-reitoria de Pesquisa.

Segundo ele, é comum que, ao preencher o Lattes, os pesquisadores usem palavras-chave que não espelham corretamente os assuntos com os quais trabalham, “simplesmente porque tais informações nunca foram visualizadas no formato utilizado pelo Somos”. Por isso, acrescenta, provavelmente grande parte do corpo docente da UFMG vai reorganizar ­informações na Plataforma Lattes, “para que elas apareçam no Somos como gostariam”.

Maria de Fátima: ferramenta permitiu descobrir outras pessoas que pesquisam o cálcio (Foto: Reprodução)

Maria de Fátima: ferramenta permitiu descobrir outras pessoas que pesquisam o cálcio (Foto: Reprodução)

Funcionalidades
Mais do que tornar visualmente atrativos os dados contidos no Lattes, o Somos cumpre a função de agregar informações que facilitam a busca por temas, pessoas ou áreas de interesse. “Com essa ferramenta, descobri várias pessoas que, como eu, pesquisam o cálcio, com as quais posso fazer contato e, quem sabe, realizar projetos conjuntos”, informa Maria de Fátima Leite.

Recentemente, ainda na fase de testes, o uso do site permitiu que a CTIT reunisse 29 docentes, de diferentes unidades, com uma empresa nacional que tem demandas de estudos e possível desenvolvimento de produtos. “Sem esse ferramenta, dificilmente teríamos conseguido tal informação em tempo hábil”, analisa Ado Jorio, lembrando que o Somos foi construído devido à necessidade de um instrumento “que tornasse a Administração Central capaz de acessar e gerenciar o conhecimento existente na Universidade, o que é muito difícil em um universo de quase três mil professores”.

Outro aspecto que motivou a construção do site era a necessidade de oferecer acesso às informações sem exigir, dos professores, qualquer trabalho além de sua rotina. “Por isso optamos pelo uso da Plataforma Lattes, que já é um sucesso”, explica Jorio. Ele ressalta que atualmente quase 100% dos docentes utilizam a plataforma, que serve como base de processos de avaliação. “Entramos em contato com o CNPq, que nos permitiu o acesso ao banco de dados dos pesquisadores da UFMG, e construímos um visualizador que nos traz de forma simples e muito rica toda a informação contida nesses milhares de currículos”, resume Jorio, que é professor do ­Departamento de Física do Instituto de Ciências Exatas. Desenvolvido pela CTIT, o modelo pode ser usado por qualquer outra instituição pública.

Busca
O software funciona como uma ferramenta de busca, com barra de procura, na qual se pode digitar palavras-chave relacionadas a equipamentos, processos, áreas do conhecimento, unidades acadêmicas ou nome de pesquisadores. “A ideia é que um estudante possa procurar, por área de interesse, um professor que o oriente no mestrado, ou uma empresa encontre laboratórios que tenham equipamentos necessários para determinadas tarefas”, enumera o diretor da CTIT.

Ao mudar a visualização dos dados do Lattes, o Somos UFMG oferece gráficos de produção acadêmica, tags com áreas de atuação e autores com os quais o pesquisador trabalha. As cores e os tamanhos das tags indicam a frequência com que a expressão aparece nos dados fornecidos pelo pesquisador e a origem – UFMG ou outra instituição de pesquisa – dos parceiros.

Os indicadores disponíveis no site informam que atualmente a UFMG possui 2.838 professores, 25 unidades acadêmicas, 539 laboratórios e 487 patentes registradas.

Fonte: Ana Rita Araújo | UFMG

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