Defesas: redes de coautoria, indexação e segurança da informação dão o tom aos trabalhos

Nos próximos dias 17, 19 e 20 de dezembro, a Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (ECI/UFMG) receberá diferentes defesas, seja de dissertação de mestrado ou de tese de doutorado, onde diferentes saberes serão compartilhados para a comunidade profissional bibliotecária. Tradicionalmente, esses trabalhos serão apresentados na sala 1.000 da ECI/UFMG.

Às 14h, no próximo dia 17, a doutoranda Alzira Karla Araújo da Silva defende a tese “Redes de coautoria em Ciência da Informação no Brasil: dinâmica na produção científica dos atores mediada pela ANCIB”. A tese aborda a dinâmica das redes sociais de coautoria no campo da ciência da informação, sob o universo do Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB), promovido pela Associação Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ANCIB), durante as edições de 1994 a 2011.

Dentre outros apontamentos, o trabalho revela que “a formação de redes de coautoria promove a interação e a colaboração entre pesquisadores e pode contribuir para gerar novas relações, conhecimentos e produção científica”. Outro dado revela que “no período estudado, foram apresentados no Grupo de Trabalho – GT2/ENANCIB 294 trabalhos, de 297 atores, afiliados a 60 instituições. A maior produção parte da Região Sudeste, principalmente a partir da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) e Universidade de São Paulo (USP).

INDEXAÇÃO AUTOMÁTICA
Já às 9h do próximo dia 19 de dezembro, Luiz Antônio Lopes Mesquita apresenta “Sintagmas nominais na indexação automática: uma análise estrutural da distribuição de termos relevantes em teses de doutorado da UFMG”. A dissertação de mestrado discute se haveria um comportamento característico de distribuição de termos relevantes, ao longo de um texto científico, que poderia contribuir como um critério para o processo da sua indexação automática.

Mais de 90 teses de doutorado, das oito áreas de conhecimento da UFMG, foram consideradas para a realização do trabalho, que considerou apenas sintagmas nominais plenos contidos nos próprios textos. E dentre outras revelações, a defesa indica que “os próprios autores das teses, mediante entrevistas, avaliaram a relevância de cada um dos sintagmas nominais como descritor de suas obras, sendo que 77,9% desses sintagmas foram considerados relevantes”.

ELEMENTO HUMANO
Intencionada a investigar a inter-relação entre o elemento humano e a segurança da informação no contexto corporativo, a mestranda Luciana Emirena dos Santos Carneiro apresenta, às 9h, a defesa “Gestão da Informação e do Conhecimento no âmbito das práticas de segurança da informação: pessoas, processos e tecnologia”.

Segundo a autora, pode-se concluir que “o elemento pessoas é uma variável crítica na gestão de segurança informacional nas organizações”. E um dos caminhos possíveis para reparar esses hiatos se daria através de “políticas de informação acessíveis aos funcionários e factíveis de serem executadas”.

“Com relação à tecnologia, é valido que continuem os investimentos, entretanto eles devem ser
equilibrados com o desenvolvimento de controles informais (pessoas) e controles formais (políticas e processos) para que haja uma gestão de segurança informacional mais efetiva e eficaz”, afirma.

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